As folhas,as ervas,as plantas,tem o poder de curar ou matar, fica a critério de cada um , apoiado na Lei do “Livre Arbítrio” e a consciência apoiado na Lei do “Retorno”, fato daqueles que utilizam as faculdades botânicas e mágicas para fazer o mal,sem duvida alguma terão que defrontar com as conseqüências de seus atos. As ervas, devem ser usadas de três formas diferentes: -efeito medicinal - efeito litúrgico - efeito ritualístico.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
PATA DE VACA
O consumo e o chá de pata de vaca (Bauhinia forticata) está associado à diminuição do diabetes.
Entre as propriedades medicinais da conhecida pata de vaca está sua capacidade de controlar a glicose. Para que sofre de diabete, sobretudo os que não precisam de insulina, a pata de vaca pode prestar um grande auxílio e servir como complemento ao tratamento.
Nome popular:
Acumã, alomã, alumã, árvore do pinguço, castanheiro da Índia e pata de vaca.
Nome científico:
Bauhimia forficata link
Finalidade:
É analgésica, depurativa, diurética, abre o apetite, auxilia em casos de anemia, regimes de emagrecimento, obesidade, cuida de afecções hepáticas do estômago e do baço, problemas na vesícula, indicada em casos de cálculos da bexiga, cálculos nos rins, diabete melito, diarréia, diurese, doenças do coração, doenças urinárias, gota, hemofilia, hipertensão arterial.
Uso:
- Infusão de 2 xícaras (cafezinho) de folha picada em ½ litro de água ou 1 folha picada por xícara (chá). Tomar 4 a 6 xícaras (chá) ao dia (para diabetes).
- A infusão das flores desempenha efeitos purgativos.
- O pó da casca junto com o da folha seca é preparado por decocção, usando-se 1 colher de sopa em 150 mL de água (em torno de 1 xícara), ingerindo-se ½ a 1 xícara de chá ao dia.
A LENDA DA PATA DE VACA
Era uma vez , Dona Justina
Que era uma mulher muito sovina!
Ela tinha uma fortuna maior do que o céu...
Mas , seu espírito era muito cruel!
Ela não dava nenhum tipo de esmola...
Ela não colaborava com a escola...
Das crianças pobres e carentes...
Ela ignorava e desprezava os indigentes!
Ela não fazia nenhum tipo de caridade ...
Ela era egoísta de verdade!
Seu apelido era mão – de – vaca, com certeza ...
Pois, ela era sovina sem nenhuma nobreza!
Porém , quando ela morreu ...
Sua herança foi para o breu!
Pois, esta mulher traiçoeira ...
Era solitária e solteira!
Mas, quando ela chegou no inferno ...
Aconteceu algo nada fraterno:
Ela foi parar num caldeirão quente,
Fedido, horrível e ardente ...
Na companhia de um pão – duro!
Que dava todo o tipo de furo!
Assim , dona Justina , com o rosto pálido de marfim,
Que foi parar no caldeirão cor de carmim,
Por ser sovina e ruim ...
Começou a gritar , assim:
- Meu Deus, piedade!
- Meu Deus, pidadade!
- Me tire daqui por caridade!
- Pois, eu estou arrependida de verdade!
Então, naquele momento ...
Com todo o sentimento ...
Apareceu um calmo querubim...
Para aquela mulher com pele de marfim...
E ele disse bem assim:
- O que você deseja, minha senhora?
- Por favor, faça o seu pedido agora!
Assim, a mulher no caldeirão...
Exclamou, pedindo perdão:
- Seu anjo, por caridade...
- Me tire daqui de verdade!
- Quero voltar para a Terra ...
- Num lindo dia de primavera!
-
Então o querubim...
Disse, bem assim:
- Infelizmente, a senhora não poderá voltar como gente ...
- Pois, ignorou o carente e o indigente!
- Mas, a senhora poderá voltar como uma planta medicinal ...
- Fazendo o bem aos outros e combatendo o mal!
Então , a mulher respondeu,
Saindo do triste breu:
- Como eu sei que não fui santa...
- Eu aceito virar uma planta!
Assim, esta mulher voltou à Terra...
Num lindo dia de primavera...
Na forma de pata – de – vaca, uma planta medicinal,
Fazendo o bem às pessoas e combatendo o mal.
fonte internet
(Luciana do Rocio Mallon)
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
AS LIÇÕES DAS ÁRVORES
Se as árvores pudessem falar, o que nos diriam? Que segredos poderíamos saber a partir dos seus relatos?
Elas resistem aos temporais, ao calor, às chuvas, aos ventos. Muitos se abrigam sob sua sombra, servem-se dos seus frutos.
...
Quantas gerações sobem em uma mesma árvore, através dos anos?
Seria verdadeiramente maravilhoso se entrevista deste gênero se pudesse concretizar. Seriam tantas as informações que nos poderiam fornecer as árvores que assistiram batalhas notáveis, com vencedores e vencidos; Ou as árvores das ruas, que veem passar as crianças, se tornarem adultos e terem seus próprios filhos.
Que nos poderia confidenciar aquele resistente carvalho polonês, crescido à entrada de um quartel, que se transformou em um campo de concentração nazista?
Quantas vítimas passaram sob seus galhos? Quanta fumaça dos fornos crematórios terá respirado?
Sim, elas não podem falar. São testemunhas mudas. No entanto, nos dão a lição da serenidade pois assistem beleza, morte, tristeza, com a mesma serenidade.
Acompanham o decorrer do tempo e não lastimam a soma dos anos. Em sua imobilidade, nos lecionam resistência. E, não importando a maldade ou a bondade das criaturas, oferecem a mesma sombra, os mesmos frutos, servindo sempre.
Pensemos nisso. Aprendamos com elas.
Seria verdadeiramente maravilhoso se entrevista deste gênero se pudesse concretizar. Seriam tantas as informações que nos poderiam fornecer as árvores que assistiram batalhas notáveis, com vencedores e vencidos; Ou as árvores das ruas, que veem passar as crianças, se tornarem adultos e terem seus próprios filhos.
Que nos poderia confidenciar aquele resistente carvalho polonês, crescido à entrada de um quartel, que se transformou em um campo de concentração nazista?
Quantas vítimas passaram sob seus galhos? Quanta fumaça dos fornos crematórios terá respirado?
Sim, elas não podem falar. São testemunhas mudas. No entanto, nos dão a lição da serenidade pois assistem beleza, morte, tristeza, com a mesma serenidade.
Acompanham o decorrer do tempo e não lastimam a soma dos anos. Em sua imobilidade, nos lecionam resistência. E, não importando a maldade ou a bondade das criaturas, oferecem a mesma sombra, os mesmos frutos, servindo sempre.
Pensemos nisso. Aprendamos com elas.
FONTE: facebook
ITAN DAS FOLHAS
Será que Osanyin realmente perdeu o segredo das folhas?
Uma antiga história yorùbá versa que Osanyin era o único Òrìsà que conhecia o segredo das folhas. Ele, por conta disso, foi considerado um dos grandes pais da botânica yorùbá, ganhando notório prestígio dentre todos. Sobre isso, não podemos esquecer que na sociedade yorùbá, as folhas possuem um papel determinante, sendo que para tudo no culto aos Òrìsàs as folhas são utilizadas, afinal, como diz o ditado "Sem folha não há Òrìsà".
Mas, isso causava certo desconforto aos demais Òrìsàs, pois para tudo eles dependiam de Osanyin. Esse desconforto acometia principalmente Sàngó, o grande rei da cidade de Oyo. Sàngó sentia-se minorado por depender de Osanyin e, insatisfeito, lamentou-se com sua Ayaba à época, a grande rainha dos ventos, Yansan.
Yansan sabia que os segredos da utilização das folhas, os incontáveis Ofós, eram guardados por Osanyin na copa de uma gigantesca árvore de Iroko. Osanyin, cuidadosamente guardava todos os mistérios que havia aprendido em uma cabaça, acreditava ele, que ali, na copa do frondoso Iroko ninguém jamais ousaria arriscar-se a lhe roubar, corroborava esse pensamento, o fato das Divindades possuírem grande medo e respeito pela árvore de Iroko, vez que essa árvore também é a morada de diversos espíritos, principalmente durante a noite.
No entanto, Yansan não precisava sequer aproximar-se da árvore de Iroko, ela possuía o poder de comandar os grandes vendavais e assim, com o intento de deixar seu marido Sàngó, feliz, produziu uma tempestade de vento como nunca havia se visto antes. Todos ficaram com muito medo, muito medo mesmo. Certo momento, o vento chegou à árvore de Iroko, onde estavam guardados os mistérios das folhas e o exemplar de cada uma delas. O vento produzido por Yansan, fez com que a cabaça caísse ao chão espalhando todos os exemplares das folhas guardadas por Osanyin. O grande Deus da folha atordoado com aquilo, correu e conseguir pegar todos os Ofós (magias), por outro lado, cada Divindade começou a pegar os exemplares de folhas que se espalhavam por conta do vento.
Desse modo, Yansan colheu folhas como Afere, Sango, pegou exemplares como Ipesanyin, Tanna-Tanna e Ewe Iná. Ogun, pegou folhas como Peregun, Odan e Araba. Osun atraiu-se pelas folhas de Osibata e Ojuro, seu filho, Logun-Ede, colheu muitas folhas de Bomimu e, assim, cada Orisa pegou um bom montante de folhas que hoje, são as folhas que destinamos a eles.
Apesar disso, quando todos os Òrìsàs estavam cheios de folhas, eles se deram conta de que não sabiam como potencializar cada uma delas, eles perceberam que, apesar de estarem com tantas folhas, não sabiam exatamente o que fazer com cada uma delas e, continuaram dependendo de Osanyin. Por essa razão, até hoje, nós do Terreiro de Òsùmàrè, antes das obrigações, todos os filhos da casa louvam as folhas de Osanyin, para potencializar suas propriedades para que, posteriormente, elas possam ser utilizadas por todos os Òrìsàs.
fonte: yle asé Òsùmàrè
segunda-feira, 9 de junho de 2014
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