As folhas,as ervas,as plantas,tem o poder de curar ou matar, fica a critério de cada um , apoiado na Lei do “Livre Arbítrio” e a consciência apoiado na Lei do “Retorno”, fato daqueles que utilizam as faculdades botânicas e mágicas para fazer o mal,sem duvida alguma terão que defrontar com as conseqüências de seus atos. As ervas, devem ser usadas de três formas diferentes: -efeito medicinal - efeito litúrgico - efeito ritualístico.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
ITAN DAS FOLHAS
Será que Osanyin realmente perdeu o segredo das folhas?
Uma antiga história yorùbá versa que Osanyin era o único Òrìsà que conhecia o segredo das folhas. Ele, por conta disso, foi considerado um dos grandes pais da botânica yorùbá, ganhando notório prestígio dentre todos. Sobre isso, não podemos esquecer que na sociedade yorùbá, as folhas possuem um papel determinante, sendo que para tudo no culto aos Òrìsàs as folhas são utilizadas, afinal, como diz o ditado "Sem folha não há Òrìsà".
Mas, isso causava certo desconforto aos demais Òrìsàs, pois para tudo eles dependiam de Osanyin. Esse desconforto acometia principalmente Sàngó, o grande rei da cidade de Oyo. Sàngó sentia-se minorado por depender de Osanyin e, insatisfeito, lamentou-se com sua Ayaba à época, a grande rainha dos ventos, Yansan.
Yansan sabia que os segredos da utilização das folhas, os incontáveis Ofós, eram guardados por Osanyin na copa de uma gigantesca árvore de Iroko. Osanyin, cuidadosamente guardava todos os mistérios que havia aprendido em uma cabaça, acreditava ele, que ali, na copa do frondoso Iroko ninguém jamais ousaria arriscar-se a lhe roubar, corroborava esse pensamento, o fato das Divindades possuírem grande medo e respeito pela árvore de Iroko, vez que essa árvore também é a morada de diversos espíritos, principalmente durante a noite.
No entanto, Yansan não precisava sequer aproximar-se da árvore de Iroko, ela possuía o poder de comandar os grandes vendavais e assim, com o intento de deixar seu marido Sàngó, feliz, produziu uma tempestade de vento como nunca havia se visto antes. Todos ficaram com muito medo, muito medo mesmo. Certo momento, o vento chegou à árvore de Iroko, onde estavam guardados os mistérios das folhas e o exemplar de cada uma delas. O vento produzido por Yansan, fez com que a cabaça caísse ao chão espalhando todos os exemplares das folhas guardadas por Osanyin. O grande Deus da folha atordoado com aquilo, correu e conseguir pegar todos os Ofós (magias), por outro lado, cada Divindade começou a pegar os exemplares de folhas que se espalhavam por conta do vento.
Desse modo, Yansan colheu folhas como Afere, Sango, pegou exemplares como Ipesanyin, Tanna-Tanna e Ewe Iná. Ogun, pegou folhas como Peregun, Odan e Araba. Osun atraiu-se pelas folhas de Osibata e Ojuro, seu filho, Logun-Ede, colheu muitas folhas de Bomimu e, assim, cada Orisa pegou um bom montante de folhas que hoje, são as folhas que destinamos a eles.
Apesar disso, quando todos os Òrìsàs estavam cheios de folhas, eles se deram conta de que não sabiam como potencializar cada uma delas, eles perceberam que, apesar de estarem com tantas folhas, não sabiam exatamente o que fazer com cada uma delas e, continuaram dependendo de Osanyin. Por essa razão, até hoje, nós do Terreiro de Òsùmàrè, antes das obrigações, todos os filhos da casa louvam as folhas de Osanyin, para potencializar suas propriedades para que, posteriormente, elas possam ser utilizadas por todos os Òrìsàs.
fonte: yle asé Òsùmàrè
segunda-feira, 9 de junho de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
AKÒKO - A FOLHA DO RECONHECIMENTO
(Akòko, Ahoho, Hunmatin)
Nome Yorùbá = Ewé Akòko.
Nome Popular = Acocô.
Nome Científico = Newbouldia laevis.
O Akòko costuma ser associada sempre a prosperidade, tanto de dinheiro (owo) como de filhos (omo). Essa árvore não é uma espécie nativa do Brasil, sendo introduzida aqui pelos africanos, onde se adaptou perfeitamente.
Ewé Akòko é uma folha masculina, de gún (excitação), ligada ao elemento terra.
Sua origem é africana, mas é uma árvore que muito vem sendo disseminada no Brasil, principalmente pelos africanos.
É uma folha de prosperidade e multiplicação. De grande importância na liturgia dos Cultos Indígenas Africanos (Iorubá, Fom e Bantu).
É uma árvore abundante em terras africanas.
Está associada aos Òrìsà Èsù, Ògún, Òsanyìn, Egúngún e Oya
Entre os iorubas, é considerada um sinal de prosperidade, pois seus troncos eram muito empregados nas feiras, locais onde o comércio era intenso. Era comum que, após serem utilizadas como estacas seus troncos brotassem, gerando novas árvores. Dentro das casas de Candomblé Ketu costuma estar associada principalmente a Ogun e Ossayin, embora na verdade costume ser empregada para todos os orixás.
Já no culto Egúngun, o akòko desempenha um papel fundamental na união dos seres do Ayé (mundo dos vivos) e Orun (mundo dos espíritos). Seu tronco, que geralmente não é muito ramificado, lembra um grande opó ixé, que ligaria o Céu a Terra. Nesse caso, sua principal relação se dá com a iyagbá Oyá, Senhora dos Ventos e dos eguns, que recebe o título de Alakòko, Senhora do Akòko. Constatamos assim dois aspectos importantes dessa árvore: sua ligação com a ancestralidade e com o elemento ar.
Entre os Jeje, recebe o nome de Ahoho (pelos Mahí) e Hunmatin (pelos Mina). O ahoho é um huntingomé/jassú (árvore sagrada) consagrado ao vodún Gun (Togbo) que costuma tê-la como seu principal atín sa. Segundo a tradição Mahí os galhos do Ahoho devem ser levados junto ao corpo, em viagens longas, ou que ofereçam algum tipo de risco. Durante a execução de obrigações difíceis também. Essa medida teria como finalidade atrair a proteção de Togbô, que é um guerreiro terrível e que sempre luta pelos seus filhos.
Dizem os antigos que esse ewé está ligado ao final do ciclo da iniciação, quando uma nova etapa na vida do iniciado começará. Por isso é uma folha muito empregada durante cerimônias de festejo dos sete anos (Odu Ige) de iniciado, principalmente quando ocorre entrega de oye (cargo).
Segundo alguns, nenhum rei é considerado rei se não tiver levado no seu orí a folha do akòko.
Para plantar o akóko não precisa de muito espaço, pois o seu tronco não é muito grosso, porém o seu porte é majestoso, fica bem alta. Suas flores são bem bonitas, lembram bastante a de um ipê rosa, pois pertence a mesma família botânica (Bignoniaceae).
Muito cuidado,pois alguns vendem akosí (Polyscias guilfoylei) como se fosse akòko.
Salve o novo Rei! Árvore forte e imponente, esse é o akoko
fonte: pesquisas nas internet
sábado, 11 de janeiro de 2014
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