sábado, 11 de janeiro de 2014

PIMENTA DA COSTA - ATARÈ


O Atarè também conhecido como Pimenta da Costa, Grãos do Paraíso e cujo nome científico é Aframomum melegueta roscoe K. Schum pertence à família Zingiberaceae a mesma do gengibre.  Encontrada na região costeira da África, é uma erva perene com porte de uma “mini- palmeira” podendo atingir cerca de 1,0 a 1,5m de altura, seus frutos quando secos apresentam uma casca de coloração marrom, as sementinhas de atarè são encontradas dentro do fruto envolvidas por uma película bem fina.
 O seu cultivo é essencialmente pela sua valiosa semente, que possui uma picância não muito acentuada, que lhe valeu o nome de "grão do paraíso", indicando seu alto valor como especiaria e na medicina.
 A semente é usada extensivamente em etno-medicina para uma variedade de doenças, possuem ativos para diversas atividades biológicas, especialmente contra inflamações e doenças infecciosas.
  Além de propriedades medicinais o Ataré é utilizado em rituais de Candomblé, seu uso acontece em cerimonias que fazem alusão ao Orixá Exú. Este é utilizado com o significado de limpar o hálito e retirar todas as más intenções que as palavras podem conter. Outra cultura que utiliza o Atarè é a Cultura Ioruba que o usa como forma de dote, onde o noivo oferta atarè à família da noiva e este significa fecundidade.

   Os Grãos do Paraíso ou atarè tem sido a planta nativa favorita para curandeiros africanos, que usam suas sementes para tratar doenças de tosse, dor de dente e para sarampo .
 Suas sementes são utilizadas na África Ocidental como um remédio para uma variedade de doenças como dor de estômago, diarreia e até mesmo picada de cobra. As sementes do atarè contêm gingeróis e compostos relacionados que podem ser úteis contra as doenças cardiovasculares, diabetes, e inflamações .

A pimenta da costa ou pimenta da Guiné, é originária de Kimba-Kumba, cujas sementes tem ardor de pimenta. Foi introduzida pelos indígenas, conquistou o paladar africano, pelo gosto picante e apimentado.

Esta pimenta, substituiu a pimenta malagueta que não tinha na África, e sim na Europa, que era considerada moeda de troca.

Os grãos da pimenta da costa são a semente de uma  planta alta, quase  2 metros de altura, que dão um fruto, e da polpa amarga do fruto seco, nasce a pimenta da guiné, ou da costa.

Eram consideradas grãos do paraíso, levadas para a Europa, seus primeiros exportadores foram os Árabes, depois os mercadores portugueses. Hoje são pouco usadas na Europa,

na África ainda é usada, não só na culinária mas na medicina veterinária. No Brasil, veio junto com os portugueses, e é usada até hoje.

A pimenta também é usada aqui, por ser quente, picante e dizem ser afrodisíaca, capaz de interferir no temperamento humano.

fonte: internet

segunda-feira, 18 de novembro de 2013



OSSÃE, A FOLHA QUE DANÇA




fonte: Babá Diego de Odé

A IMPORTANCIA DA FOLHA DE TETEREGUN



A Religião dos Òrìsàs é cheia de rituais e simbolismos. No entanto, a razão desses rituais nem sempre é de conhecimento da maioria dos adeptos.
Um dos rituais mais recorrentes no Candomblé, refere-se a folha de Teteregun, a qual é utilizada para molhar a cabeça dos Omo Òrìsà (filhos dos Deuses) e, em diversas outras ocasiões, pedindo-se sempre coisas boas.
...
Mas porque fazemos isso? Uma antiga história de Ifá, narra que, Teteregun não realizou uma oferenda prescrita por Olokun e, quem em razão disso, estava ficando completamente seca. Desse modo, Teteregun ficou desesperada e resolveu consultar o oráculo sagrado. Ifá, o Deus da Adivinhação, por meio do oráculo disse que Teteregun deveria realizar um sacrifício, sendo que esse sacrifício seria pegar água para Olokun, ao longo de alguns dias.
Logo ao amanhecer, Teteregun foi ao rio, quando Teteregun retornou já era noite, ela pegou toda água que trouxe e derramou no mar para Olokun. Teteregun fez isso ao longo de alguns dias, sendo que no último dia, Olokun molhou o corpo de Teteregun, dizendo que ela seria a folha encarregada de molhar o seco, que ela seria a folha com o poder de refrescar o calor, que ela seria a folha capaz de apaziguar a cólera, da mesma forma, como ela conseguiu apaziguar Olokun.
Que Òsùmàrè Aràká continue olhando e abençoando todos sempre
Terreiro de Òsùmàrè
fonte:blog casa de oxumare

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013




Sem folhas não podemos compreender a possibilidade da vida se manter e ter continuidade, seu sangue também é o nosso, sobre elas pisam nossos ancestrais e os Orixás sobre elas vem saudar e visitar seus filhos, sem elas não há festa, não há axé, não há vida ou força, sem elas não há nada.

 Esta música foi feita em saudação a um senhor de muitos nomes, sendo que pelo qual ele é o mais amado é o de “Senhor das folhas sagradas”, Ossaim para algumas nações de Candomblé, Agué ou Katendê em outras, senhor dos mistérios das ervas, que conhece seus segredos e encantamentos.

 Ewê-ô! Salve as folhas!
 Salve Ossaim, salve Katendê, salve Agué!

fonte: página do facebook Asé Força da Vida
https://www.facebook.com/#!/Aseforcadavida