quarta-feira, 15 de agosto de 2012

AMOREIRA

CIÊNCIA:
Amora é o nome popular dado a diversas frutas de formato semelhante mas pertencentes a gêneros e mesmo famílias botânicas diferentes.

São elas:

amora-branca:

Maclura tinctoria, Moraceae, árvore dióica, nativa do Brasil. Também chamada taiúva.
Morus alba, Moraceae, árvore mono ou dióica, nativa da China.
Rubus erythrocladus Rosaceae, arbusto, nativa do Brasil. Também chamada amora-verde e amora-do-mato.

amora-preta:

Morus nigra, Moraceae, árvore geralmente dióica, nativa da China e Japão.
Rubus sellowii, Rosaceae, arbusto, nativa do Brasil. Tambám chamada amora-do-mato.
Rubus ulmifolius Rosaceae, arbusto, nativa da Europa e América do Norte.

amora-vermelha:

Rubus rosifolius, Rosaceae, arbusto ou sub-arbusto, nativa do Brasil. Também chamada moranguinho-silvestre.

...Folha de amora:

O chá dessa folha que pode servir como um tratamento alternativo para as mulheres que fazem reposição hormonal. Ele ajudar a aliviar os sintomas da menopausa, mas não substitui o tratamento indicado pelo ginecologista à base de hormônios.

Não se toma banhos com folhas de amoras, evitar passar embaixo do pé de amora ( pertence a Babá Egun )


Isan - Amoreira

PErtence a Oya, Egum (Ilè Ibo aku) e Egungun estritamente
Desta folha se faz o Ixan, bastão ritualistico que tem o poder de controlar os ancestrais quando presentes no Aiye, bastão este que só pode ser retirado e tratado ou pelo Olossanyin, ou pelos Sacerdotes do culto de Egungun e semelhantes.

Podem ser adminitradas em gargarejos, com cautela, contra aftas e inflamações nas amigdalas. Ochá é bastante utilizado no combate a diabetes.
as flores no tratamento de infecções renais, e os frutos contra o reumatismo, artrite, gota e estados febris.

É uma planta muito negativa, não falo de seus frutos.
Se ficar por muito tempo debaixo de uma arvore voce acaba se sentindo pesado.
Sim é uma arvore ligada direto a egun!
-contam que os eguns se reunem ao entardecer em suas sombras

fonte:internet

EWE DAN - JIBÓIA

A Jibóia (Epipremnum pinnatum) é uma planta semi-herbácea e
de hábito trepador (epífita), pertence à família das Aráceas, onde encontramos os antúrios, as costelas de adão e os filodendros. Suas folhas nascem pequenas, brilhantes e sem recortes, conforme a planta vai se alastrando e chega próxima a um suporte em que possa se sustentar, suas folhas crescem e tornam-se recortadas, lembrando muitas vezes a costela-de adão (Monstera deliciosa).

Quando cultivadas dentro de casa, não chegam a atingir 2 metros, porém na natureza podem ultrapassar os 20 metros de altura. Suas folhas nesse caso podem alcançar quase 1 metro de largura.

De acordo com o dicionário tupi, a palavra “mbóia” ou “mboy” designa cobra, e “y” seria água, em uma pronúncia gutural difícil de ser grafada.
O nome jibóia tem origem indígena e significa literalmente
“cobra d’água”.

Segundo uma lenda indígena, a Jibóia Branca guardava o segredo do conhecimento, mistério e ciência da floresta encantada. Conta-se que um guerreiro procurando por caça acabou encontrando um encantado, a Jibóia Branca, que morava no lago grande. e se transformava em mulher, ia para aterra e depois voltava para o lago. A partir desse encontro, o guerreiro se apaixonou e pediu ela em casamento. O guerreiro e a Jibóia
tiveram uma vida muito boa, tendo acesso ao conhecimento e aprendizado no mundo espiritual. Nesse lago grande, na comunidade da Jibóia Branca, viviam muitos encantados. Todos eles conheciam o segredo das plantas do poder, entre elas o cipó ayahuasca (nixi pae) e a folha kawa. E foi dessa maneira que a utilização dessas plantas ficou conhecida entre os povos da mata.

A jibóia é considerada uma planta encantada, principalmente entre os povos do Norte e Nordeste do país. Dizem que ela seria uma excelente planta para proteção, quando cultivada em casa protegeria os moradores contra energias e pessoas negativas. Alguns acreditam que, quando uma jibóia é cultivada onde há uma mulher solteira, a planta é capaz de
atrasar ou atrapalhar um futuro casamento, pois afasta possíveis pretendentes. Outra crença é que ela não deve ser cultivada dentro d’água em casa, pois atrairia fofoca, ejó, segunda a língua do povo de santo.
Segundo o Feng Shui, não se deve deixar que ela se enrole dentro do vaso, e sim que ela suba pela parede. Nesse caso sua indicação seria para harmonização dos ambientes e favorecimento do crescimento profissional, utilizada nos ambientes fechados como escritórios e salas
de reuniões.



A jibóia encontra-se na lista divulgada pela NASA das plantas de interior campeãs na filtragem do ar. Essas plantas agiriam não só reciclando o dióxido de carbono (CO2) e liberando oxigênio, mas também retirando diversos poluentes do ar, como os gases formaldeídos, utilizados na fabricação de corantes e vidros.

Embora possua diversos aspectos positivos, devesse ter atenção redobrada com relação a essa planta, principalmente em ambientes com crianças e animais domésticos, pois como
outros representantes de sua família (comigo-ninguém-pode e o
filodendro, por exemplo) acumulam cristais de oxalato de cálcio em seus tecidos, tornando-se tóxicas quando mastigadas ou ingeridas. Esses cristais podem afetar a orofaringe, causando irritação oral e inchaço das mucosas do trato gastrointestinal. Talvez esse seja um dos motivos pelo qual a jibóia também é conhecida como era-do-diabo..
Nas casas de Candomblé a jibóia é tida como uma ewé apa òsí, estando ligada tanto ao elemento água como a terra, embora também transite pelo ar. Em seu nome ioruba também trás alusão a cobra mítica, ewé dan, folhada serpente. Costuma ser empregada com certa freqüência em alguma casasde Jeje, nos processos de iniciação e em baixo das esteiras (enim/zocré) do vodunsi.

Essa folha é consagrada ao orixá Oxumare.
Oxumarê é o grande orixá da transformação, do movimento e das
mudanças. Nas casas de tradição Jeje é conhecido pelo nome de Bessem, Dambará ou simplesmente Dan, o que justifica seus filhos serem chamados dansí. Dan é o vodun senhor de tudo que é sinuoso e curvo. As trepadeiras estão sob a sua guarda.
- cantiga durante a Sassaiyn:

Ewe dandan Dara ma da o

Ewe dandan Dara ma da

Ewe da orun Baba da orun

Ewe dandan Dara ma da ò

SALVE AGUÉ, SALVE OSSAYIN! SALVE DAN!

fonte:folhas sagradas

O PODER DAS ERVAS SEGUNDO O ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ

"Comecei o trabalho procurando esclarecer os espíritos perturbados que se mantinham ligados ao doente. Mas tinha muita dificuldade, pois estava muito abatido.
Lembrei o quanto seria bom ter a colaboração de Narcisa e tentei.

Concentrei-me em profunda oração a Deus e,nas vibrações da prece, me dirigi a ela pedindo socorro.
Contei-lhe, em pensamento, o que estava acontecendo comigo, informando minhas intenções de ajudar, e insisti para que não deixasse de me socorrer.
Foi então que aconteceu o que eu não esperava. Depois de 20 minutos, mais ou menos,quando eu ainda não havia terminado minha prece, alguém me tocou de leve no ombro.

Era Narcisa, que me atendia sorrindo:
- Ouvi seu apelo, meu amigo, e vim ao seu encontro. Fiquei muito feliz.

A mensageira do bem olhou o quadro, compreendeu a gravidade da situação e disse:
- Não temos tempo a perder.

Antes de qualquer coisa, aplicou passes de alívio ao doente,isolando-o das formas escuras, que se afastaram imediatamente.Em seguida, me chamou decidida:
- Vamos à natureza.

Acompanhei-a sem vacilar e ela, notando meu espanto, disse:
- Não é só o homem que emite e recebe fluidos. As forças naturais fazem o mesmo, nos vários reinos em que se subdividem.
Para o caso do nosso doente, precisamos das árvores.Elas vão nos ajudar com eficiência.
Admirado com a nova lição, segui com ela em silêncio.

Quando chegamos a um local onde havia árvores enormes, Narcisa chamou alguém, com palavras que não pude entender.
Logo em seguida, oito entidades espirituais atendiam ao chamado. Muito surpreso, vi Narcisa perguntar onde poderia encontrar mangueiras e eucaliptos.

De posse da informação dos amigos, que eram totalmente estranhos para mim, a enfermeira explicou:
- Estes irmãos que nos atenderam são trabalhadores do reino vegetal.
E, diante da minha surpresa, concluiu:
- Como você vê, não existe nada inútil na casa de Deus. Em toda parte há quem ensine, se houver quem precise aprender. E onde surge uma dificuldade, surge também a solução. O único infeliz na obra divina é o espírito irresponsável que se condenou às trevas da maldade.
Em alguns minutos, Narcisa preparou certa substância com as emanações do eucalipto e da mangueira e, durante toda a noite, aplicamos aquele remédio ao doente, pela respiração comum e pelos poros.
Ele melhorou muito.
Pela manhã, logo cedo, o médico afirmou muito surpreso:
- Ele teve uma reação incrível esta noite! Um verdadeiro milagre da natureza."

fonte:Sociedade Espiritualista Mata Virgem

PAU D`ALHO

Um pau d’alho centenário, medindo cerca de 25 metros de altura, 8 de diâmetro e 20 metros de circunferência pode ser visto na mata atlântica, em área pertencente à antiga fazenda Mococa.

O engenheiro ambiental Ivan Suarez tem dúvida quanto à identificação do espécime existente na Mococa.
Isto porque há duas espécies de árvores que apresentam cheiro de alho: o pau d’alho e a árvore-de-alho.

Ambas são da família phytolaccaceae.
O “pau d’alho verdadeiro”, ou Gallesia integrifólia, conhecido ainda por “guararema” e “Ibirama”, apresenta tronco único e fruto branco.
Já o “pau d’alho falso”, ou Seguieria langsdorffii, conhecido também por “agulheiro”, “espinho-de-fuvu”, “árvore-de-alho” e “limão-bravo”, tem o fruto preto e seu tronco é composto por uma reunião de troncos menores fundidos entre si.
Pelas fotos apresentadas, o engenheiro acredita que o espécime da Mococa seja o pau d’alho falso ante o aglomerado de troncos.

O Pau d'alho tem como principal característica seu forte cheiro de alho. Sua floração ocorre entre Abril e Maio, demorando a terminar. É uma arvore muito pouco usada em paisagismo urbano, porém encontrada em matas da região leste de Minas Gerais.

USO RITUALÍSTICO:
Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arreie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranquila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abcessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorróidas.

fonte: internet

domingo, 3 de junho de 2012

FOLHAS DE EUCALIPTO

As folhas de eucalipto são magnetizadores de energias e miasmas, de energias negativas tanto do ambiente, quanto energias impregnadas no médium.

É usada para boas energias e boas vibraçoes do médium,fazendo uma limpeza em sua aura e corpo físico,para que se reestabeleça o equilibrio energético.

Usada também para defumação,serve para a sucção de larvas atrais negativas que ficam no ambiente durante os trabalhos espirituais.

Os Caboclos são os que mais conhecem a folha e que sabem manipular da melhor maneira conforme a necessidade.

Óleo essencial de eucalipto aumenta a circulação e ajuda na vascularização.

A folha de eucalipto é excelente no tratamento de bronquite.

As folhas de eucalipto podem ser usadas no preparo de chás e ajudam a melhorar diversos problemas de saúde.

A planta combate principalmente os sintomas de gripes e resfriados, como febre e tosse com muco, pois é expectorante.

Tambem ameniza outros problemas respiratórios, como bronquite, rinite e sinusite. Por ter ação antisséptica, as folhas de eucalipto combatem amidalite e problemas do aparelho urinário, como cistite, uretrite e infecção urinária. O chá de eucalipto ainda alivia dores, como as do reumatismo, e auxilia no equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue.

Segundo nutricionistas e fitoterapeutas do Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais ( IBPM ), a planta se usada em compressas, funciona como cicatrizante de feridas, alivia inflamções da pele e contusões, pois possui ação anti-inflamatória e anti-microbiana.(ervasmedicinaiscuram.com)

Receitas Medicinais

Rinite
Ingredientes:
•1 colher (sopa) de folhas frescas de eucalipto picadas
•2 xícaras (chá ) de água
Modo de Preparo: Leve os ingredientes para ferver. Espere amornar, coe e adoce com mel a gosto. Tome 1 xícara (chá) em seguida, e a outra depois de 8 horas.

Aliviar Bronquite
Ingredientes:
•1/2 litro de água
•1 colher (sopa) de folhas frescas de eucalipto picadas
•1 colher (sopa) de folhas frescas de guaco
Modo de Preparo: Ferva todos os ingredientes. Espere amornar, coe e adoce com mel a gosto. Beba 3 xícaras (chá) por dia.
Contra Indicações: o guaco não é recomendado para pessoas com problemas de hemorragias ou fígado.(ervasmedicinaiscuram.com)

por: aurea oliveira
algumas dicas do site sitado abaixo do texto

sábado, 5 de maio de 2012

ALECRIM

Nomes Populares
Alecrim, rosmarino, erva da recordação.

Nome Científico

Rosmarinus Officinalis / família Labiadas

Planeta

Sol

Origem

Sua origem remonta às praias do Mediterrâneo ( o nome rosmarinus vem do latino que significa "o orvalho que vem do mar", devido ao cheiro das flores vegetando à beira mar). . Carlos Magno obrigava os camponeses a cultivá-lo. Foi companheiro dos portugueses nas Entradas e Bandeiras. Antigamente queimava-se caules de alecrim para purificar o ar do quarto de doentes em hospitais.

Partes usadas

Folhas e flores

Lendas e Mitos
Conta-se que numa viagem Nossa Senhora sentou-se à sombra de um alecrim para dar de mamar ao menino Jesus: por isso acredita-se que a planta nunca atinja altura superior à de Jesus adulto.Outro conto diz que a Bela Adormecida foi acordada pelo príncipe com um ramo de alecrim.Os gregos usavam coroas de alecrim em festas, como símbolo da imortalidade.A crendice popular usa o alecrim para afastar olho gordo, erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver. Erva colocada debaixo do travesseiro afasta maus sonhos. Tocar com alecrim na pessoa amada faz ter seu amor para sempre.

Características e Cultivo

Arbusto rústico e persistente, atinge até 2 metros de altura, com folhas resinosas, coriáceas, lineares e verde-escuras. O caule, quadrado, torna-se lenhoso à partir do segundo ano. Locais ensolarados, companheira da sálvia, brócoli e couve, atrai abelhas e repele moscas da cenoura. Solo drenado e permeável, vai bem mesmo nos pedregosos

Medicinal

Bom para os rins e vesícula e equilíbrio da pressão arterial, auxiliando a boa circulação; auxilia nos estados de depressão, dores reumáticas, digestão, facilita menstruação, combate gota, icterícia é anti-séptico, sedativo, fortalece a memória. Bochechos de infusão são recomendados para aliviar aftas, estomatites e gengivites.

Para asma:
fumo de alecrim ( reduzir a pedaços pequenos as folhas secas. Fazer cigarro e fumar quando ameaçar ataque de asma).
Para reumatismo, eczemas e contusões: folhas cozidas no vinho usadas externamente.

Anti-séptico bucal:
infusão comum.
Para sarna:
infusão bem forte aplicada externamente.
Cicatrizante de feridas e tumores: folhas secas reduzidas a pó ou suco.
Cosmética

Vinagre de alecrim ou chá bem forte no cabelo depois de lavado estimula a saúde dos folículos capilares e evita a calvície; xampú para fortificar.

Na pele, restabelece o ph natural (é ligeiramente adstringente).

Óleo de alecrim é bom para passar no corpo pós banho.

Creme para lábios sensíveis:
1 col café de manteiga de cacau, 1/3 de col de café de glicerina, essência de alecrim. Derreta a manteiga, misture a glicerina e o alecrim. Impede rachadura dos lábios ou irritação.

Tônico facial de alecrim:
1,5 xíc de água, 1 maço de alecrim, 1/2 dose de conhaque. Ferver o alecrim na mistura de água e conhaque por 15 minutos. Filtre e conserve em vidro escuro. Para pele precocemente envelhecida: 50 gs de alecrim em infuso em 1 litro de água por 10 minutos. Coe e faça compressa no rosto após a limpeza.

Utilização

Uso caseiro:
-Inseticida natural, plantado na horta protege as outras plantas.
-Ramos de alecrim frescos, colocados entre as roupas defendem-nas de ataque de traças.
-Desinfetante de alecrim:
ferver folhas e pequenos caules de alecrim por meia hora. Quanto menos água mais concentrado. Espremer e usar para limpar louças e casas de banho. Para desengordurar melhor, misturar um pouco de detergente. Guardar na geladeira, dura uma semana.
-Galhos floridos secando num vaso na casa estimula a memória.

Uso culinário:
Aves e carnes brancas, carneiros, peixes, batatas, omeletes e molhos. Carnes de caça, frutos do mar, pães. o famoso "néctar dos deuses"parece que é o mel de alecrim

Uso mágico:
Afasta olho gordo, erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver. Erva colocada debaixo do travesseiro afasta maus sonhos. Tocar com alecrim na pessoa amada faz ter seu amor para sempre.Poção de amizade leva alecrim.

Aromaterapia:
O óleo essencial de alecrim é utilizado para dores musculares, reumatismo,artrite, prisão de ventre, tosse, sinusite, resfriado, bronquite, enxaqueca, deficiência de memória, cansaço.

Efeitos colaterais:
Não é indicado durante a gravidez e nem para epiléticos; em caso de overdose pode causar gastroenterites e/ou nefrites.

fonte: internet

ALFAZEMA


Lavandula Officinalis Lamiaceae

Sub-arbusto vivaz de ramos retos acinzentados.
As flores são azuladas em forma de espiga, de cheiro suave e inesquecível.

Utilizada desde a Antiguidade em medicina e perfumaria, é cultivada na França, Itália, Espanha, Bulgária e Marrocos.
 Os Romanos utilizavam-na para perfumar a água dos banhos e em massagens, sob a forma de óleo.
O seu nome quer dizer desafio ou desconfiança, porque nos terrenos mais áridos e secos, algumas cobras se costumam esconder entre ela.

Nos rituais de Umbanda é consagrada ao Orixá Yansã e aos Ibejís, sendo utilizada (em forma de óleo ou perfume) pelos baianos também.
A alfazema  é erva de todas os santos, e de Ossãe também .
chamada de lavanda ,serve para todos os tipos de banho e que pode ser usada em quase todas as obrigações e defumações
Regida por Mercúrio, purifica e devolve a alegria. Queimada no Solstício de Verão desde a Antiguidade para aumentar a concentração e a consciência. O seu óleo purifica e desenvolve poderes psíquicos e o incenso harmoniza o ambiente.

As suas flores contêm óleo essencial e muitos outros componentes entre os quais acetato de linalilo, linadol e terpineno-4-ol. Tem propriedades sedativas e calmantes. O seu óleo essencial possui propriedades bactericidas ligeiras, anti-sépticas e cicatrizantes, podendo utilizar-se no tratamento de ataques de tosse e constipações. Utiliza-se também para tratar queimaduras ligeiras, picadas de insetos e em gargarejos para a higiene bucal.

A Infusão das suas flores reduz a ansiedade e a dor de cabeça provocada por excesso de tensão. Em banhos, ajuda a combater problemas circulatórios e a aliviar dores reumáticas e a febre.

Mulheres grávidas ou amamentando, não devem utilizá-la.

Na Cozinha utiliza-se na confecção de Geleias e confere um toque exótico a pratos de peixes brancos, como por exemplo a receita a baixo:

Pescada no forno aromatizada com Alfazema
1 Pescada média
2 Cebolas grandes
Azeite à gosto, generozamente.
3 dentes de Alho
7 flores de Alfazema
Sal e Pimenta a gosto
0,5 Litro de vinho branco2 folhas de Louro
500 gr de legumes variados cozidos ao vapor


Arranje o peixe deixando-o inteiro e introduza 3 flores em seu interior.
Coloque a Cebola em meias luas no fundo de um tabuleiro, os Alhos esmagados e o Louro.
Disponha o peixe sobre a Cebola. Desfaça as restantes flores com as mãos e salpique o peixe com elas. Regue com o Azeite e o vinho e salpique com o Sal e a Pimenta. Leve ao forno (180º). Retire quando o peixe estiver assado mas suculento e sirva com os legumes ao vapor.

 
fonte: interenet

sexta-feira, 4 de maio de 2012

VARIEDADES

AMENDOEIRA
Seus galhos são usados nos locais em que o homem
exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são
comestíveis, porém em grande quantidades causam diarréia de sangue. Das
sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por
ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

AMOREIRA
Planta que armazena fluidos negativos e os solta
ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina
caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.

ANGELIM AMARGOSO
Muito usado em marcenaria, por tratar-se
de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô
dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a
finalidade de destruir os fluidos negativos que possam haver, realizando um
excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de
suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

AROEIRA
 Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a
Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos
fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente
na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de
inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens
genitais.

ARREBENTA CAVALO
 No uso ritualístico esta erva é empregada
em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em
magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

ARRUDA
Planta aromática usada nos rituais porque Exu a
indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas
nos ebori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois
se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada
como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda.
Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu
sumo curar feridas.

AVELÓS - FIGEUIRA-DO-DIABO
 Seu uso se restringe a
purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é
usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e
resolver tumores.

AZEVINHO
 Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é
empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.

BARDANA
 Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote
das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de
sarnas, tumores e doenças venéreas.

BELADONA
Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos
sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades
lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam
grande poder de atração. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio
ativo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções
sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.

BELDROEGA
 Usada na purificação das pedras de Exu. O povo
utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.

BRINCO DE PRINCESA
É planta sagrada de Exu. Seu uso se
restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui
uso popular.

CABEÇA DE NEGO
No ritual a rama é empregada nos banhos de
limpeza e o bulbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate
reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e
uterinas.

CAJUEIRO
Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o
sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate
corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um
litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos, põe fim ao
mau hálito.

CANA-DE-AÇUCAR
Suas folhas secas e bagaços são usadas em
defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois
essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.

CARDO -SANTO
Essa planta afugenta os males, propicia o
aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na
medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crônicas, enquanto
as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.

CATINGUEIRA
 É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu
sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer
parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou
bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações
difíceis.

CEBOLA -CENCÉM
Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bulbo
é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira :
corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se
pelos cantos dos cômodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de
Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades
e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.

CUNANÃ
Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e
limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira
indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.

ERVA-PREÁ
 Empregada nos banhos de limpeza, descarrego,
sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como
aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas
articulações, causadas pelo artritismo.

FACHEIRO-PRETO
 Aplicada somente nos banhos fortes de
limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções
renais e nas diarréias.

FEDEGOSO CRISTA-DE-GALO
 Esta erva é utilizada em banhos
fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de
enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e
sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em
locais; é denominado "o pó que faz bem". Na medicina caseira atua com
excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre
erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva
e bebendo a cada duas horas uma xícara.

FEDEGOSO
 Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o
fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para
limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho
pertencentes ao deus da liberdade.

FIGO BENJAMIM
 Erva usada na purificação de pedras ou
ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos
fortes nas pessoas obsediadas. No uso popular, suas folhas são cozidas para
tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.

FIGO DO INFERNO
 Somente as folhas pertencentes a este
vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu.
Não possui uso na medicina popular.

FOLHA DA FORTUNA
 É empregada em todas as obrigações de
cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer
filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando
cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando
as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva, puro ou misturado
ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.

JUÁ - JUAZEIRO
É usada para complementar banhos fortes e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são
usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças
do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza,
amargas.

JUREMA-PRETA
Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema
Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica
no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.

JURUBEBA
Utilizada em banhos preparatórios de filhos
recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos
propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruente
e tônico, além de prevenir e debelar hepatites. Banhos de assentos mornos
com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.

LANTERNA CHINESA
 Utilizada em banhos fortes para
descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de
Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é
indicada para inflamação dos olhos.

LARANJEIRA DO MATO
Seu uso se restringe a banhos fortes, de
limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre
as cólicas abdominais e também menstruais.

MAMÃO BRAVO
Planta utilizada nos banhos de limpeza,
descarrego e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a
erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.

MAMINHA DE PORCA
 Somente seus galhos são usados no ritual e
em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e
tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as
mordeduras de cobra.

MAMONA
Suas folhas servem como recipiente para arriar o
ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu.
Não tem uso na medicina popular.

MANGUE CEBOLA
 No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos
domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina
caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.

MANGUEIRA
 É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de
ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio,
do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem
para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para
debelar diarréias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens
vaginais, põe fim ao corrimento.

MANJERIOBA
Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos,
nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do
pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando
os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.

MARIA MOLE
Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego,
muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento
nas dispepsias e como excelente adstringente.

MATA CABRAS
 Muito utilizado para afugentar eguns e destruir
larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos
com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o
cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com
banho morno.

MATA PASTO
 Seus galhos são muito utilizados nos banhos de
limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a
indica contra febres malignas e incômodos digestivos.

MUSSAMBÊ DE CINCO FOLHAS
 Obs.: Sejam eles de sete, cinco,
ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais,
quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos
e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina
caseira é excelente para curar feridas.

ORA-PRO-NOBIS
 É erva integrante do banho forte. Usada nos
banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas,
além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas
folhas atuam como emolientes.

PALMEIRA AFRICANA
 Suas folhas são aplicadas nos banhos de
descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.

PAU D`ALHO
 Os galhos dessa erva são utilizados nos
sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas,
misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar
o banho, arrie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma
encruzilhada tranqüila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar
abscessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os
tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é
excelente para o reumatismo e hemorróidas.

PICÃO DA PRAIA
 Não possui uso ritualístico. A medicina
caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga.
Para isso utilize-o sob a forma de chá.

PIMENTA DARDA
"Aplicada em banhos fortes e nos
assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são
anti-helmínticas, destruindo até ameba.

PINHÃO BRANCO
Aplicada em banhos fortes misturadas com
aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas
ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas sementes são usadas pelo povo
como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande
eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse
leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.

PINHÃO CORAL
 Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos
de limpeza e descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão
coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.

PINHÃO ROXO
 No ritual tem as mesmas aplicações descritas
para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e
também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na
medicina popular.

PIXIRICA- TAPIXIRICA
 No ritual faz parte do axé de Exu e
Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de
problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina
caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do
aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

QUIXAMBEIRA
 É aplicada em banhos de descarrego e limpeza
para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a
Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, atua como
energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.

TAJUJÁ - TAYUYA
 É usada em banhos fortes, de limpeza ou
descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O
povo a indica como forte purgativo.

TAMIARANGA
É destinada aos banhos fortes, banhos de
descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar
úlceras e feridas malignas.

TINTUREIRA
 Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou
descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas
a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético
desinflamatório.

TIRIRICA
 Esta plantinha de escasso crescimento apresenta
umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida,
reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para
desocupar casas e, colocadas embaixo da língua, desodoriza o hálito e afasta
eguns.

URTIGA BRANCA
 É empregada nos banhos fortes, nos de
descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O
povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.

URTIGA VERMELHA
Participa em quase todas as preparações do
ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos
assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e
reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes
e folhas em chá como diurético.

VASSOURINHA DE BOTÃO
 Muito empregada nos sacudimentos
pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.

VASSOURINHA DE RELÓGIO
Ela somente participa nos
sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.

XIQUEXIQUE
 Participa nos banhos fortes, de limpeza ou
descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O
povo indica esta erva para os males dos rins.


fonte: internet











domingo, 8 de janeiro de 2012

O BANHO É A RENOVAÇÃO DO CORPO E DA ALMA

Os banhos ritualísticos fazem parte da evolução humana, como no principio religião, ciência e filosofia possuíam a mesma espinha dorsal, é difícil dizer quando e onde surgiram os banhos ritualísticos.

Podemos considerar que o banho é a renovação do corpo e da alma, pois quando o corpo se sente bem e se acha refeito do cansaço, a alma fica também apta a vibrar harmoniosamente.

Em todas as religiões existem os seus banhos sagrados, podemos usar como exemplo o batismo nas águas ministrado por São João Batista, no Rio Jordão, era um banho sagrado, pois o batismo nas águas senão o banho mais natural (e porque não o primeiro banho purificador do ser humano nos dias de hoje, afinal, se batizam crianças ainda pequenos) que conhecemos, purificador do espírito, mente e do corpo.

Para nós umbandistas o conceito é muito parecido, mas utilizamos a nosso favor os conhecimentos científicos disponíveis. Só para termos uma idéia rápida do que se esta se falando, hoje é notório o conhecimento de que o corpo humano possui chacras, eixo energo magnético, pólos positivos e negativos e rotação magnética, etc.

Além disso, existem os simbolismos utilizados, que no seu conteúdo também estão ligados a ciência, mas em muitos casos ainda não estudados pela mesma.

A água é o principal elemento destes simbolismos quando o assunto é banho, considerado a oferenda que deve ser dada a todos e quaisquer Orixá, pois ela representa a água sêmen, e é a água contida no sangue branco feminino, ou seja, ela fecunda fertiliza, procria. Além de ser apaziguador, trazendo tranqüilidade e torna as coisas possíveis. A erva é outro elemento indispensável, o motivo de sua utilização possui tantas variáveis, podemos citar algumas para melhor compreensão:

· A química da sua composição;
· A aura da planta;
· Sua memória
· Momento da colheita;·
O Orixá regente;
· Solar ou lunar;
· Quente ou fria;
· Masculina ou feminina.
Estes elementos são determinantes na hora da composição dos banhos, pois normalmente são utilizadas mais de um tipo de erva.
A Umbanda possui 4 tipos de banhos:

· Banhos de Descarrego

Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. O tempo todo passamos por ambientes formados por pensamentos, ações, que vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Provavelmente o banho de descarrego mais conhecido é o de sal grosso, devido à eficiência comprovada e a sua simplicidade no preparo. O sal grosso é o excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas na aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” toda a aura, desmagnetizando-o negativamente. Os banhos de descarrego que utilizam ervas tem o seu efeito mais prolongado que os de sal grosso.

· Banhos de Defesa

Estes banhos estão envolvidos com a manutenção dos chacras e a sua proteção em alguns rituais.

· Banhos de Energização

Estes banhos promovem o restabelecimento do equilíbrio energético, reativando o chacras e o teor positivo da aura.

· Banhos de Fixação

Estes banhos são usados para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de iniciação ou consagração. São realizados apenas por quem é médium, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.

Além dos banhos preparados (que somente alguns podem lavar a cabeça), os banhos em pontos sagrados (mar, cachoeira, etc), não há está preocupação, pois a energia abundante do local permite uma limpeza completa em todos os pontos de energia em nosso corpo, conforme o Orixá regente no local.

A MAGIA DAS FLORES E FOLHAS

As flores expressam a harmonia divina e proporcionam paz e serenidade mental aos que sabem aprecia-las.

A arte dos arranjos florais, estimula a criatividade e proporciona a paz interior, e a Umbanda como síntese, vela pela preservação da tradição dessa arte sublime.

A magia com flores é milenar e se preservou na arte do Ikebana que, até o final do século 19 era uma prática restrita apenas aos homens.

Assim como as flores, as ervas também são de fundamental importância para a restituição e a reconstituição do equilíbrio nos médiuns de Umbanda pois, a natureza preserva a harmonia divina e os elementos naturais carreiam o Axé ( força ) da natureza.

As importantes correlações referentes aos sete Orixás, inclusive as essências que podem ser adquiridas em casas especializadas na comercialização de materiais para formulação de perfumes. Essas essências podem ser utilizadas na forma de banhos para restabelecimento do equilíbrio psico-aurânico bem como para a conservação do mesmo. No banho de essência utilizamos apenas três gotas para um litro de água pois, o excesso pode ser prejudicial, e no primeiro mês de uso fazemos o banho somente uma vez por quinzena e posteriormente uma vez por semana. Esse banho deve passar por todo o corpo, e para isso deve ser despejado por cima da cabeça ( ori ) passando por todo o corpo, após o banho normal de higienização.

O banho de ervas não deve ser usado a qualquer momento e se presta mais a desimpregnações e fixações mediúnicas e não deve ser despejado sobre a cabeça mas, sim a partir dos ombros. E para quem queira se banhar com as ervas, deve seguir a uma série de observações importantes principalmente na origem e no que tange a colheita das ervas que, deve ser executada em uma lua positiva ( nova ou crescente) pois, nessa época a seiva da planta se localiza nas folhas e na quinzena lunar negativa ( cheia e minguante ), a seiva se encontra próxima a raiz, ficando as ervas portanto, energeticamente defasadas .

Esse banho deve ser feito por infusão, ou seja, fervemos a água, a retiramos do fogo, colocamos as ervas e esperamos até que a mistura esfrie o suficiente para aplicá-la no corpo após o banho normal de higienização. Outra orientação é que se coloque um pedaço de carvão sob cada pé no momento do banho que deve ser despejado no corpo, no sentido do pescoço para baixo, ou seja, não deve ser despejado na cabeça. E basicamente é muito positivo utilizar nesse banho apenas uma erva da vibração de Oxalá ou uma erva da vibração original ( relacionada ao signo ) do médium que usará o banho.

As entidades de Umbanda, também utilizam a energia vegetal na forma de defumação, a fim de amortizar energias de choque oriundas do baixo astral e no intuito de aproveitar o equilíbrio natural dos vegetais para re-harmonizar nosso organismo por meio da absorção, via respiração, da energia emitida por essa aroma-terapia que é decodificada por nosso organismo por meio do rinoencéfalo.

Para melhor projeção das energias provenientes da defumação, a mesma deve ser feita em um turíbulo de barro e deve obedecer a critérios específicos que qualificam e quantificam as ervas ou essências utilizadas para esse fim.

Uma defumação positiva utilizada para desagregar energias negativas pode ser composta de três porções de erva-doce, com uma porção de cravo e uma porção de canela. Para defumar pessoas o importante é que a fumaça seja inalada ou seja, não é necessário 'fulmigar" a pessoa com excessiva fumaça pois, uma emanação sutil que possa ser sentida pela respiração já produz efeitos notáveis.

A nível superior podemos utilizar o incenso puro na forma de pequenas pedras utilizadas no turíbulo ou mesmo de varetas especialmente preparadas que podem ser adquiridas no comércio. A fumaça do incenso assim como a do sândalo e de outros elementos, veicula pedidos superiores e eleva nosso tônus vibratório

Para defumarmos ambientes como casas ou estabelecimentos comerciais, devemos fazer a defumação dos fundos do estabelecimento para a entrada ou seja, direcionaremos os fluídos negativos para fora da casa em questão. E para potencializar esse processo podemos deixar uma cumbuca de água com sal atrás da porta de entrada que deve ser substituída semanalmente, e podemos utilizar certos pontos cantados ou mantras que possuem o poder de direcionar as energias da natureza aumentando a eficácia do trabalho magístico.

Com essa mesma filosofia, as entidades ditas como caboclos e Pais-velhos, fazem uso do fumo nas sessões de caridade dos terreiros de Umbanda.

Portanto, não é correta a exortação de leigos que atribuem que o uso do fumo em forma de charutos e cachimbos pelas entidades de Umbanda seja decorrente de uma pseudo-inferioridade ou um suposto vício que esses seres astralizados trazem de vidas anteriores.

Existe portanto, um véu entre a aparência e a essência da Umbanda que raras pessoas podem conceber e mais raras ainda são as pessoas que se desprendem dos aspectos místicos e míticos e adentram o nível cósmico da Umbanda e da vida.

Como disse Shakespeare:

" Existem muito mais mistérios entre o céu e a terra do que supõem nossa vã filosofia..."


Alguns exemplos de flores:

lírio branco – Oxalá ;
rosa Branca – Yemanjá ;
crisantemo branco – Yori ( Ibeji );
cravo branco - Xangô ;
violeta – Yorimá ( Obaluaye ) ;
palmas vermelhas – Oxossi ;
cravos vermelhos – Ogum ;

PREPARANDO AS FOLHAS

INFUSÃO
Para partes macias das plantas, folhas e flores, coloca-se a erva triturada, em recipiente de porcelana, ou de barro, ou ainda, de vidro, despejando água fervente, deixando em repouso por 15 minutos, coberta por um pano branco.

DECOCÇÃO
Para madeiras, raízes, sementes, caules ou partes duras das plantas. Pega-se um recipiente e coloca-se a planta junto com a água fria e leve ao forno, dependendo da planta, por 10, 20 ou 30 minutos. Existe um termo “decoto de meio”, que significa deixar a água fervendo até que se reduza a metade de seu volume, depende da indicação.

MACERAÇÃO
Principalmente para folhas e flores. Coloca-se uma erva triturada em recipiente de porcelana, despejando água fria, cobre-se o recipiente, deixando-o repousar em local fresco, por um ou mais dias, dependendo da indicação. Este preparo permite uma maior duração. A maceração também é feita com vinho, álcool, óleo, azeite.

COAGEM
Deve ser feita sempre em filtro de algodão ou linho. Também podem ser usados coadores descartáveis.

TINTURA
É preparada colocando as ervas em imersão no álcool, principalmente o de cereais.
Coloque a erva triturada em vidros, de preferência âmbar, até 30% do volume, adicione o álcool até completar 90% e complemente os 10% restantes com água destilada. Guarde o vidro em local escuro ou enterre-o por 20 ou 30 dias.

UNGUENTOS
Para uso externo. Três partes do sumo fresco da erva a ser utilizada, para cada 10 partes de gordura vegetal. Cozinhar em banho-maria durante uma hora.

COMPRESSAS
Para ferimentos, batidas. Lava-se bem a planta, antes de aplicar nas feridas, espreme-se a planta diretamente sobre a pele, coloca-se a planta sobre a pele e amarra-se com uma faixa. Podem ser feitas compressas com chás e tinturas, neste caso é recomendado utilizar um pano de algodão dobrado três vezes, embebido no líquido e colocar em cima com um pano seco.

PÓS
Cascas e rizomas podem ser reduzidos a pó. Neste caso elas devem estar bem secas e serem piladas.

XAROPES
Erva seca ou verde triturada, adiciona-se uma xícara de água fervente, deixando em repouso por 2 horas, filtrar, colocando na proporção de um para um, mel ou açúcar mascavo derretido. Pode ser adicionado extrato de própolis para conservar.

BANHOS
Podem ser preparados por infusões e macerações à frio.

DEFUMAÇÕES

O efeito é sempre melhor se utilizarmos com o material mágico apropriado. Conchas e turíbulos com carvão.
Observação: As plantas nascidas no seu próprio habitat, possuem uma força maior do que as cultivadas. Como orientam nossos mentores, a planta que cresce naturalmente no seu próprio jardim é aquela que veio para cura-lo. . Quando vamos colher as plantas, precisamos estar atentos se não estamos muito próximos ao asfalto, porque a erva pode estar afetada pelos gases dos automóveis, verificar se na área existe o uso de agrotóxicos.

sábado, 29 de outubro de 2011

AS FOLHAS,OS ORIXÁS E SEUS SIGNIFICADOS

Trabalhar no sentido da preservação do meio ambiente é dever de todos, pois osseres viventes precisam de água, ar e ervas para a manutenção da vida. Todos os seres racionais e irracionais são apegados a ela, todos têm o dever e o direito de preservar a vida, por isso devemos cuidar da natureza e tudo que a ela pertence.

Os orixás são representados pelas forças da natureza: água, terra, fogo e ar. Sem esses elementos e sem as folhas, não tem orixá; em conseqüência, os que cultuam essas forças, têm o dever de preservar a natureza acima de tudo. As folhas e as águas doces e salgadas representam a natureza; não só para adeptos do candomblé, mas para todos os seres viventes do reino animal e vegetal.

Os cultuadores dos orixás trabalham, celebram, vivem e morrem manuseando folhas e águas. Por este motivo, a natureza é de essencial importância para o funcionamento da religião. Segundo Nanã, Ebami,(pessoa com mais de sete anos no culto), do terreiro Opô Afonjá, localizado no São Gonçalo do Retiro; “No culto aos orixás, a natureza é força maior, e sua preservação se fez absolutamente necessária. Todos os seres do mundo homem, animal ou vegetal, precisam de água para todos os fins; com água e folhas fazem-se remédios, mesmo nos produtos químicos, alguma porcentagem mesmo que mínima de erva faz parte, o que nos torna defensores da natureza”.
No terreiro visitado, Opô Afonjá, há como em todo terreiro uma grande área de vegetação, composta de árvores e plantas de várias espécies, destas são retiradas às ervas para os cultos, remédios e trabalhos espirituais.
Não tem como falar de vegetação sem falar do orixá responsável pelas matas e florestas, o detentor do poder de cura através das ervas, Ossain, o chamado de o rei das folhas. Este orixá é conhecido como o protetor dos médicos, farmacêuticos e de todos que fazem remédios que tratam da saúde.

O autor Reginaldo Prandi, em seu livro Mitologia dos orixás nos conta uma pequena história sobre este Orixá:

Ossain dá uma folha para orixá - Um dia Xangô que era deus da justiça, julgou que todos os orixás deveriam compartilhar o poder de Ossain, conhecendo o segredo das ervas e dom da cura. Xangô sentenciou que Ossain dividisse suas folhas com os outros orixás, mas Ossain se negou a dividir suas folhas. Logo Xangô ordenou que Iansã, deusa da tempestade soltasse o vento e trouxesse ao seu palácio todas as folhas das matas de Ossain para que fossem distribuídas aos orixás. Iansã fez o que Xangô determinara. Gerou um furacão que derrubou as folhas das plantas e as arrastou para o palácio de Xangô. Ossain percebeu o que estava acontecendo e gritou: “Euê uassá! – As folhas funcionam!”. Ossain ordenou as folhas que voltassem as suas matas e as folhas obedeceram às ordens de Ossain. Quase todas as folhas retornaram para Ossain. As que estavam em poder de Xangô perderam o axé, perderam o poder de cura.

O orixá rei, que era justo, admitiu a vitória de Ossain. Entendeu que o poder das folhas devia ser exclusivo de Ossain e que assim devia permanecer através dos séculos. Ossain, contudo, deu uma folha para cada orixá, deu uma a euê para cada um deles. Cada folha com seus axés e seus ofós, que são cantigas de encantamento, sem as quais as folhas não funcionam. 0ssain distribuiu as folhas aos orixás para que eles não mais o invejassem. Eles podiam realizar proezas com as ervas, mas os segredos mais profundos ele guardou para si. Ossain não conta seus segredos para ninguém, Ossain nem mesmo fala. Os orixás ficaram gratos a Ossain e sempre o reverenciam quando usam as folhas.

Apesar de Ossain ter uma grande importância no candomblé o IroKo (orixá representado por uma árvore, gameleira branca) também é muito importante. Pois no seu pé é assentado após o termino das obrigações, todas as oferendas de outros orixás, e o tronco é enfeitado com um ÒJÁ FUNFUN - pano branco.

Edson Eder, ogãn da Casa Branca, conta a importância e a história deste orixá. “Iroko representa o tempo. Foi a primeira árvore da terra. Existe desde o princípio dos tempos a tudo resistiu e a tudo resistirá... Este orixá traz fertilidade para as mulheres. Tem uma lenda mesmo que diz que uma mulher pediu um filho a Iroko e que ela daria a criança como oferenda.

Iroko lhe deu o filho que tanto queria, mas a mulher por amor ao seu filho não cumpriu com a promessa. Um dia quando a criança brincava a mãe foi buscá-la e Iroko a lembrou de sua promessa, Iroko pegou a criança para si. A mãe desesperada consultou um adivinho, que mandou ela fazer um boneco de madeira e colocar nos pés de Iroko, quando ele estivesse dormindo. Feito isso, a mãe recuperou seu filho e Iroko até hoje tem a seus pés o boneco de madeira como se fosse sua criança”.

Uso das folhas - Pierre Verger, em seu livro Ewé, coloca que se para a medicina ocidental o conhecimento do nome científico das plantas usadas e suas características farmacológicas é o principal, em uma sociedade tradicional o conhecimento dos ofós, encantações transmitidas oralmente é essencial. Neles encontramos a definição da ação esperada de cada uma das folhas que entram na receita.Conseqüentemente, entre os iorubás, a preparação dos remédios e trabalhos mágicos, devem ser acompanhados por encantações, (ofós), com o nome da planta, sem as quais esses remédios e trabalhos não agiram. Conforme já foi dito.

Entre os iorubás os ofós são frases curtas nos quais muito freqüentemente o verbo que define a ação, o verbo atuante, é uma das sílabas do nome da planta ou do ingrediente empregado. Tal é o caso de uma receita para chamar boa sorte (àwúre oríre): deve-se usar ajifá bi àlá (IPOMOEA CAIRICA), às quais se adicionam afárá oyim (favo de mel), queima-se tudo até obter um pó preto, que é misturado com azeite de dendê e lambido por aquele que deseja obter boa sorte. O verbo atuante é fó (rere) -para trazer boa sorte, uma sílaba incluída em todos os nomes dados.

Existem várias plantas cuja presença, a primeira vista, parece ter somente um caráter simbólico mais que, na realidade, tem valor terapêutico. A exemplo de duas plantas aquáticas, ojú oro (PISTIA STRATIOTES, Araceae, a alface d’ água) e òsíbàtà (NYMPHEA LOTUS, Nymphaceae, o lótus), que em seus ofós evocam a idéia de superioridade e dominação as frases que seguem:

Ojú oró ni í lékè omi – Ojú oró está sobre a água.


Òsíbàtà ni í lékê odò – òsíbàtà está sobre o rio.


Nessas encantações, os nomes de folhas são acompanhados de duas a três linhas descrevendo suas qualidades naquele caso em particular. A uma certa folha podem ser atribuídas virtudes diferentes segundo sua associação com um ou outro conjunto de folhas, pois elas entram na composição de diferentes preparações medicinais.

Na terra em iorubá, a nomeação das plantas leva em conta suas características: cheiro, cor, textura das folhas, reação ao toque provocada pelo seu contato, entre outro. Como cada orixá tem sua folha, ela tem uma característica pessoal. Uma planta de Oxum será classificada como doce independente do gosto; uma planta de Yemanjá será salgada. Esses e outros fatores levam a atribuir uma planta a Oxum ou Yemanjá.

Pode-se assim concluir que para o candomblé, é de grande importância o entendimento e o conhecimento das folhas e seus respectivos patronos, pois estes indicarão qual será a sua finalidade. Para você leitor pode ser complicado ouvir e falar sobre as plantas, porque é muito complexo, vai alem da simples colheita. Envolve ritos que vão desde a consulta e até a indicação, coleta, manipulação e a administração do preparo.

O papel sagrado e terapêutico, aparentemente diferente, dificilmente poderá ser dissociado um do outro como afirma vários estudiosos sobre o assunto, a exemplo de Ordep Serra, Pierre Verger e José Flávio Pessoa de Barros.

A sacralização das plantas usadas como remédio, acontece quando estas passam a fazer parte dos rituais de cura, guiadas por divindades ou entidades que administram esses objetos sagradas que são as plantas.

Alexandre de Odara
fonte:http://soberanayemanja.blogspot.com

domingo, 21 de agosto de 2011

OSSÃE - O SENHOR DAS FOLHAS

Origem e História

Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé.

Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam seu poder, sua força.

Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem sua presença, nenhuma cerimônia pode se realizar, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde da folhas.
As folhas de Ossaim veiculam o axé oculto, pois o verde é uma das qualidades do preto. As folhas e as plantas constituem a emanação direta do poder da terra fertilizada pela chuva. São como as escamas e as penas, que representam o procriado. O sangue das folhas é uma das forças mais poderosas, que traz em si o poder do que nasce e do que advém.
É preciso esclarecer que o sangue (ejé) é um elemento essencial no Candomblé.

Três são os tipos de sangue: o vermelho, dos animais, do azeite-de-dendê, do mel; o preto (verde), do sumo das folhas, e o branco, do sêmen, do vinho de palma, da água.

As folhas constituem o fundamento inicial do Candomblé.
Antes de passar por qualquer ritual, o neófito tomará o banho de ervas (amassi) que o purificará e será sua primeira consagração dentro do culto. É com o amassi que se lavam os colares, os objetos rituais do ibá, a cabeça, a alma e o corpo dos iniciados.

É sobre as folhas sagradas de ossaim que repousará o iaô em sua consagração ao orixá. É com as folhas que os animais consentem o sacrifício.

Ossaim é, portanto, a primeira consagração no Candomblé: primeira e constante, pois a folha faz parte do dia-a-dia dos adeptos do Candomblé; Ossaim é imprescindível à religião, aos orixás e aos iniciados.

Todas as folhas possuem poder, mas algumas têm finalidades específicas e não servem para o banho ritual.

Nem todas as folhas servem para os ritos do Candomblé.

Nos banhos de amassi, por exemplo, devem ser utilizadas folha não-leitosas que não queimem; outras, como o Oju-orô, devem passar por uma preparação especial antes de ser utilizadas nos banhos.

Em outros termos, existem folhas que podem ser usadas nos rituais e folhas que não podem; outras devem passar por ritos especiais, algumas folhas não servem para o banho. Enfim, as folhas possuem inúmeras utilidades dentro e fora do Candomblé, mas é preciso que o sacerdote saiba utilizá-las de maneira correta.

Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que conseqüências desastrosas não atinjam os seres humanos.

A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida.
Medo de que?
Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.

Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.

De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflete, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn - mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas - e os Babalawó - sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.

Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima à fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão jeje assimilado pelos nagô, como Nana, Omolu, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia ioruba. Contudo, é evidente que entre os jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.Uma confusão latente se refere ao sexo de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino.
Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.

Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores

fonte:abassananam blogspot

AYAHUASCA OU YAGÉ

Ayahuasca ou Yagé (nome Tupi que se pronuncia Ya-hay) é uma beberagem de origem Inca. Também é muito conhecida e utilizada pelos índios e xamãs do noroeste do Brasil. Várias tribos indígenas brasileiras como os Kampas e os Kaxinawás usam até hoje a Ayahuasca em muitos de seus rituais sagrados.

Atualmente a Ayahuasca já não é domínio exclusivo dos índios e o uso da bebida é muito difundido em seitas religiosas cristãs e espiritualistas.

No início do século, com a migração de seringueiros para o território amazônico, a Ayahuasca começou a ser conhecida fora das tribos e hoje o seu uso é liberado no Brasil (oficialmente desde 2 de junho de 1992), embora muitos setores conservadores da sociedade tenham resistido e pressionado o Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN) a proibir a existência das seitas religiosas que utilizavam o chá de Ayahuasca, também conhecido no Brasil como Santo Daime.

O Chá do Santo Daime é preparado do cipó do Jagube ou Mariri (Banisteriopsis caapi) e da folha da Rainha ou Chacrona (Psycotria viridis) - naturais da região amazônica.

A verdadeira Ayahuasca sempre contém, ambos os alcalóides harmine e harmaline que podem criar alucinações a partir de doses de 300 mg e que geralmente são obtidos do cipó Banisteriopsis caapi.
A Ayahuasca ainda contém a DMT ou N-dimetill-triptamina que é a substância ativa extraída das folhas.
Chacrona (Psycotria viridis).

Chacrona (Psycotria viridis).
Devemos notar que nenhuma dessas duas substancias, essenciais para o preparo da Ayahuasca, são psicoativas se ingeridas isoladamente.
O que faz a Ayahuasca efetiva é a mistura dos alcalóides, harmine e harmaline, encontrados no cipó Banisteriopsis Caapi e a DMT que é extraída das folhas da Chacrona.
É essa mistura da DMT com os alcalóides harmine e harmaline que produzirão o que tem sido descrito como uma das mais profundas de todas as experiências psicodélicas.

Os alcalóides harmine e harmaline contém beta-carbolinas, substâncias que são potentes inibidores da MAO (monoamino-oxidase) e que ativam e aumentam a duração e a intensidade de os efeitos da DMT. Logo o DMT é o principio ativo enteógeno da Ayahuasca. Na realidade o DMT é um neurotransmissor, que também é normalmente encontrado no cérebro humano.

Preparação da Ayahuasca

Para se preparar o chá do Santo Daime, é necessário uma boa quantidade de folhas Psycotria Viridis frescas e recentemente colhidas.
Elas devem ser fervidas durante várias horas, até que o liquido obtenha uma coloração mais escura. As tiras de cipó são então maceradas e fervidas por mais horas num outro recipiente. Depois são misturados e divididos em várias porções. Diz-se que para conseguir obter os efeitos necessários é preciso, no mínimo, de 75 a100 cm de cipó por dose de chá.

Atualmente muitas seitas preparam uma bebida parecida com a Ayahuasca combinando plantas que podem ser mais facilmente encontradas.
A primeira delas é a "Peganun harmala", que possui quase 10 vezes mais beta-carbolinas que a famosa "Banisteriopsis Caapi" .

A segunda planta usada para a elaboração da beberagem é a Jurema (Mimosa hostilis) que substitui a Chacrona (Psycotria viridis) chegando a ter quase 0,57% a mais de DMT na casca de sua raiz..

A Jurema é a planta que tem maior concentração de DMT descoberta até agora, enquanto que a semente de "Peganun harmala" é a fonte vegetal com maior concentração inibidores da MAO.

fonte:os 7elementos

A ENERGIA OCULTA DAS PLANTAS

É possível ter em casa, na horta, no jardim ou em um simples vaso uma fonte pura de energia, capaz de emanar bons fluidos. Para isso, basta plantar uma folhagem, uma erva, uma flor. Algumas espécies são mágicas!

O fascínio pelas plantas e sua energia benéfica está na ordem do dia. Hoje, ninguém mais é considerado lunático se for surpreendido conversando com seu vasinho de flores preferido. Ou mesmo se, passeando por um parque, tiver o impulso irresistível de abraçar uma árvore centenária, só para lhe "roubar" um pouquinho de energia.

Há quem diga que são os ventos da Nova Era, com a chegada do terceiro milênio, que trazem essa nova consciência, menos racional e mais intuitiva, em sintonia com as vibrações da natureza. O fato é que, na roda do tempo, a magia que envolve o verde não tem idade.

Por transmitirem sensação de bem-estar e conforto, as plantas sempre foram companhia obrigatória nos diferentes momentos da vida. Seja num simples jantar, na comemoração de nascimento, em casamentos, ou na morte.

Muitas espécies estão carregadas de simbolismos desde a Antiguidade, quando eram oferecidas aos deuses como prova de adoração. Um exemplo é o alecrim (Rosmarinus officinalis), que pela facilidade de reprodução de seus galhos, era usado pêlos egípcios para confeccionar coroas, ofertadas para Ísis. Reconhecia-se, assim, a fertilidade que a deusa e a planta simbolizavam.

Algumas, por outro lado, têm justamente na beleza exótica de suas flores a explicação de como essa força energética atua positivamente no homem. O lírio (Lilium candídum), símbolo da pureza da alma, sempre é lembrado na proteção contra bruxarias e encantamentos. O lírio-da Espanha (Íris xiphium) tem no nome uma alusão à deusa íris, divindade do arco-íris e mensageira dos deuses. O lótus (Nelumbo nucifera) era planta sagrada do alto Egito e atributo dos deuses nas religiões orientais evocando a vida eterna. O maracujá (Passiflora wacrocarpa) já foi muito plantado nos cemitérios, à volta do túmulos. Acreditava-se que sua flor de formas inusitadas, era um sinal divino: as pétalas circulares e de pontas afiadas lembram uma coroa de espinhos; os três estigmas do centro evocam os cravos usados na crucificação de Cristo, daí o nome "flor da paixão". Já a recatada malícia da dormideira (Mimosa pudica) apresenta um comportamento incomum para quem acredita que as plantas não têm movimento: a um leve toque, suas folhas se recolhem, como se estivessem murchas.

fonte:os 7 elementos

ESPECIARIAS AFRODISÍACAS

Cravo

É um dos mais potentes afrodisíacos naturais. Além disso, é muito eficaz para combater o cansaço mental, como também a perda de memória.

Coentro

As suas sementes secas tem efeitos eufóricos, especialmente nas mulheres. É utilizado em infusões com vinho. Todavia se recomenda aos homens para não abusarem desta substância, pois neles, pode causar efeitos opostos.

Jasmim

Essa deliciosa flor é cultivada no mundo inteiro, mas é principalmente o jasmim espanhol a ser utilizado para aromatizar licores. Atenção: as sementes de jasmim são venenosas.

Ginger

É utilizado em bebidas destinadas a despertar a sensibilidade. Ingerido com moderação, causa ímpeto salutar; em dose excessiva, irrita o intestino.

Almíscar

Se trata de uma substância escura de odor muito ativo, extraida de uma glândula sito sob a pele do abdome dos cervos jovens que vivem no sudeste asiático. A respeito das suas origens não certamente apetitosas, é considerada uma panacéia para tratar epilepsia, coqueluche, febre tifóide e pulmonite. Além disso, é apreciada pelas suas virtudes afrodisíacas. É reduzido em pó e parcimoniosamente espalhado sobre a comida (causa vertigens se usado em excesso).

Noz-moscada

Não particularmente eficaz para as mulheres, mas para os homens tem a reputação de ser a melhor aliada. Provém da ilha de Banda, na Indonésia.

Orégano

Em infusão é um bom agente excitante.

Pimenta de Cayenna

Contém uma grande quantidade de vitamina C. É também um agente excitante que estimula a circulação. O pequeno chili vermelho ou verde mexicano, possui as mesmas qualidades.

Rábano

Sua polpa tem propriedade afrodisíaca.

Aipo

O aipo contém as vitaminas A, B, C, P e minerais. É excelente para os músculos e ajuda a liquefação do sangue; também serve para reduzir o nível de colesterol e ajuda a manter as artérias limpas. Os antigos Romanos dedicavam o aipo ao deus Plutão, deus do sexo e do inferno.

Mostarda

Estimula a ação das glândulas sexuais. Existem três qualidades de mostarda: preta, branca e amarela, proveniente da Índia. A mostarda conheceu um notável sucesso na Idade Média.

Tomilho

Erva que fornece óleo de poder anti-séptico. Da mesma erva igualmente se obtêm um tônico nervoso com efeitos afrodisíacos. É ainda um bom purificador para o corpo.

Baunilha

Possui efeitos eufóricos e pode ser consumida a vontade. Combate a astenia sexual, agindo no sistema nervoso central e, por meio do seu odor, age indiretamente como estimulante sexual.

Açafrão

Possui propriedades estimulantes das zonas eróticas. Os estudos têm provado que ha efeitos similares aqueles dos hormônios. Atenção ao seu consumo: doses excessivas provocam risadas incontrolá

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O FABULOSO PODER DAS ERVAS

Sempre se ouviu as maravilhas que as ervas podem fazer ou também os malefícios que podem causar, mostrando assim o seu fabuloso poder sobre nós.

Mas como isso se da nas ervas?

Em primeiro lugar, este texto não será achado em livros e nem existe bibliografia, pois o que aqui escrevo vem dos ensinamentos de meus Guias de Umbanda, sendo assim sintam-se a vontade em contestar, criticar , observar ou acrescentar alguma coisa.

As Ervas tem muitas coisas em comum, uma delas é que sua vitalidade na parte fora da terra (folhas ou ramos folhados) que não passam de um ano humano. Logo fácil perceber que sua concentração de força deve ser densa para produzir e efetuar seu papel na Natureza.

Esta concentração de força em suas partes aéreas é que estão armazenados os segredos de muitas curas e benefícios ao homem, como também a morte e malefícios; uma vez que a natureza esta longe de sentimentalismo humano e sua energia reinante é sempre dual.

Dentro de cada erva(sem exceção)existe uma substância química capaz de produzir algo em alguma coisa(parece redundância, mas não é!). os animais pelo instinto forte a que são dotados as usam com limitações. No entanto o homem com sua inteligência lógica, aprendeu a usá-las de diversas formas.
A cicuta é um veneno poderoso, mas também é um remédio excelente! Onde esta a diferença? Na dosagem e manipulação da erva. E assim é com todas, dependendo da manipulação, extraímos benefícios ou malefícios para nossa vida.

Levando isso para a Umbanda.

Sempre ouvimos os Guias receitarem ervas para, banhos, defumações, chás, inalações, emplastro, mastigação, “batimento de folhas”, patuás..............

E o efeito curativo ou vibracional de cada uma destas ervas, vem sendo passado em gerações do Divino plano para o plano Humano, como também do Humano para o Humano.

Bem já sabemos agora que estas ervas tem cada uma sua função dual e quando bem manipulada ajuda o filho de fé, e também sabemos de sua capacidade de condensar suas substancias em grande quantidade, mas por curto espaço de tempo (diferentemente das plantas de tronco lenhoso).

Logo fácil de perceber que quando retiramos a erva de sua raiz, sua substância tende a se perder mais rápido ainda e se for desidratada, mais ainda e se for fervida, mais ainda.

Então se colhermos uma erva, secá-la e ferve-la, não restará nada de sua substância benfazeja?

Eis a questão!
Dependerá de como se continuará sua manipulação.
A colheita da erva deverá obedecer uma fase lunar, se for secá-la, sempre na sombra nunca no sol, e ao ferver para o uso, sempre ferver a água e colocar a erva com algo a tampar a evaporação por 30 minutos, isso evita que grande parte das substâncias se perca na evaporação.

Esta “receita” ou “dica” é apenas para um referencia. Pois vemos muita coisa sem propósito na utilização de ervas para fins mágico-terapeuta. Tais como: “ervas” compradas em caixinha, ervas sendo cozidas, quantidades indiscriminadas, sendo usadas de forma aleatória, sendo colhidas fora da lua “boa” etc...

Mas então as ervas compradas nos erveiros não servem?
Sim, servem. Mas primeiro deve-se fazer um vinculo de confiança com o Erveiro a titulo de não comprar “erva de bicho por erva daninha”, mesmo que ele não cultive e colha de forma correta, ainda assim a Erva mantém boa parte de seu principio ativo; podendo ser perfeitamente usada na mágia-terapeutica.

E as ervar desidratadas(secas). Mantém suas propriedades?
Sim, mas em escala muito menor(quanto mais frescas, mais principio ativo).

Então porque usar ervas desidratadas(secas)?
Por vários motivos. Por questão de não ter acesso a ervas frescas, por ser mais fácil acondicioná-las por mais tempo e usá-las com mais “Urgência”, como também por fatores culturais.

Por muito tempo a manipulação de ervas era tido como sendo Bruxaria ou coisa do gênero, sempre remetendo ao mal, com a desidratação da erva era mais fácil estocar e corria menos risco na sua manipulação; hoje não tememos por tais conceitos, mas a cultura fica impregnado por centenas de anos no inconsciente humano.

Mas a erva seca tem o mesmo poder de cura que a erva fresca? Obviamente que não. veja que o receituário dos Guias para banho por exemplo. eles receitam um banho ou dois com ervas frescas, quando receitado com ervas secas, o mesmo banho para a mesma magia-terapêutica passa a ser de 7 banhos ou mais.

Nota:
Também é bom observar que, a quantidade de banhos irá variar para que e por que.

Como funciona o efeito mágico-terapêutico das Ervas em nós?

Vamos simplificar para caber aqui. O corpo do ser humano é de vasta complexidade, juntando ao “corpo espiritual”, esta complexidade amplifica-se e muito. Mas com a sabedoria de alguns e do intercambio do Divino plano com o nosso plano, fomos entendendo que somos parte integrante da natureza e não donos ou senhor da mesma como alguns vivem e pensam.

Partindo deste principio, fácil perceber que toda a natureza pode ser manipulada(adequadamente)para o beneficio ou malefício de todo ser vivo, logicamente nós que somos parte disso. Quando nosso corpo físico e/ou o “corpo espiritual” se recente de falta ou excesso de alguma substância no seu equilíbrio de seu complexo sistema, podemos encontrar nas Ervas substâncias que irão recompor este complexo sistema. Como também para diversos outros fins.

Podemos usar ervas todos os dias e por qualquer motivo?
É de bom alvitre que, todo e qualquer exagero ou déficit de coisas aplicada em nosso sistema físico/espiritual não é prudente nem tampouco eficaz no que concerne a Mágia-Terapêutica.

Bom, é sempre receber o receituário de um Guia de Umbanda ou de um Zelador (a) abalizado, ou ainda de uma rezadeira(que nos grandes centros é raríssimo).

O mesmo é usar Ervas na forma de: “me disseram que é bom”.

Isso é o mesmo que usar remédio alopata sem receita profissional, como também a Homeopatia, que muitos dizem assim: “ah! É natural, se bem não fizer mal também não faz”. Isso é um erro capital, Homeopatia em erro pode levar ao aumento da enfermidade e até ao óbito.

Qual a finalidade deste texto?
Não é um receituário, mas é sempre bom o filho de pemba ter subsídios para no futuro atestar se estão sendo beneficiados ou se é mais uma vitima de equívocos...

Saravá a todos.

Pai Mauro Simões (Zelador de Umbanda do Terreiro de Umbanda Escola da Vida)

fonte:Comunidade Umbanda não é Macumba