Trabalhar no sentido da preservação do meio ambiente é dever de todos, pois osseres viventes precisam de água, ar e ervas para a manutenção da vida. Todos os seres racionais e irracionais são apegados a ela, todos têm o dever e o direito de preservar a vida, por isso devemos cuidar da natureza e tudo que a ela pertence.
Os orixás são representados pelas forças da natureza: água, terra, fogo e ar. Sem esses elementos e sem as folhas, não tem orixá; em conseqüência, os que cultuam essas forças, têm o dever de preservar a natureza acima de tudo. As folhas e as águas doces e salgadas representam a natureza; não só para adeptos do candomblé, mas para todos os seres viventes do reino animal e vegetal.
Os cultuadores dos orixás trabalham, celebram, vivem e morrem manuseando folhas e águas. Por este motivo, a natureza é de essencial importância para o funcionamento da religião. Segundo Nanã, Ebami,(pessoa com mais de sete anos no culto), do terreiro Opô Afonjá, localizado no São Gonçalo do Retiro; “No culto aos orixás, a natureza é força maior, e sua preservação se fez absolutamente necessária. Todos os seres do mundo homem, animal ou vegetal, precisam de água para todos os fins; com água e folhas fazem-se remédios, mesmo nos produtos químicos, alguma porcentagem mesmo que mínima de erva faz parte, o que nos torna defensores da natureza”.
No terreiro visitado, Opô Afonjá, há como em todo terreiro uma grande área de vegetação, composta de árvores e plantas de várias espécies, destas são retiradas às ervas para os cultos, remédios e trabalhos espirituais.
Não tem como falar de vegetação sem falar do orixá responsável pelas matas e florestas, o detentor do poder de cura através das ervas, Ossain, o chamado de o rei das folhas. Este orixá é conhecido como o protetor dos médicos, farmacêuticos e de todos que fazem remédios que tratam da saúde.
O autor Reginaldo Prandi, em seu livro Mitologia dos orixás nos conta uma pequena história sobre este Orixá:
Ossain dá uma folha para orixá - Um dia Xangô que era deus da justiça, julgou que todos os orixás deveriam compartilhar o poder de Ossain, conhecendo o segredo das ervas e dom da cura. Xangô sentenciou que Ossain dividisse suas folhas com os outros orixás, mas Ossain se negou a dividir suas folhas. Logo Xangô ordenou que Iansã, deusa da tempestade soltasse o vento e trouxesse ao seu palácio todas as folhas das matas de Ossain para que fossem distribuídas aos orixás. Iansã fez o que Xangô determinara. Gerou um furacão que derrubou as folhas das plantas e as arrastou para o palácio de Xangô. Ossain percebeu o que estava acontecendo e gritou: “Euê uassá! – As folhas funcionam!”. Ossain ordenou as folhas que voltassem as suas matas e as folhas obedeceram às ordens de Ossain. Quase todas as folhas retornaram para Ossain. As que estavam em poder de Xangô perderam o axé, perderam o poder de cura.
O orixá rei, que era justo, admitiu a vitória de Ossain. Entendeu que o poder das folhas devia ser exclusivo de Ossain e que assim devia permanecer através dos séculos. Ossain, contudo, deu uma folha para cada orixá, deu uma a euê para cada um deles. Cada folha com seus axés e seus ofós, que são cantigas de encantamento, sem as quais as folhas não funcionam. 0ssain distribuiu as folhas aos orixás para que eles não mais o invejassem. Eles podiam realizar proezas com as ervas, mas os segredos mais profundos ele guardou para si. Ossain não conta seus segredos para ninguém, Ossain nem mesmo fala. Os orixás ficaram gratos a Ossain e sempre o reverenciam quando usam as folhas.
Apesar de Ossain ter uma grande importância no candomblé o IroKo (orixá representado por uma árvore, gameleira branca) também é muito importante. Pois no seu pé é assentado após o termino das obrigações, todas as oferendas de outros orixás, e o tronco é enfeitado com um ÒJÁ FUNFUN - pano branco.
Edson Eder, ogãn da Casa Branca, conta a importância e a história deste orixá. “Iroko representa o tempo. Foi a primeira árvore da terra. Existe desde o princípio dos tempos a tudo resistiu e a tudo resistirá... Este orixá traz fertilidade para as mulheres. Tem uma lenda mesmo que diz que uma mulher pediu um filho a Iroko e que ela daria a criança como oferenda.
Iroko lhe deu o filho que tanto queria, mas a mulher por amor ao seu filho não cumpriu com a promessa. Um dia quando a criança brincava a mãe foi buscá-la e Iroko a lembrou de sua promessa, Iroko pegou a criança para si. A mãe desesperada consultou um adivinho, que mandou ela fazer um boneco de madeira e colocar nos pés de Iroko, quando ele estivesse dormindo. Feito isso, a mãe recuperou seu filho e Iroko até hoje tem a seus pés o boneco de madeira como se fosse sua criança”.
Uso das folhas - Pierre Verger, em seu livro Ewé, coloca que se para a medicina ocidental o conhecimento do nome científico das plantas usadas e suas características farmacológicas é o principal, em uma sociedade tradicional o conhecimento dos ofós, encantações transmitidas oralmente é essencial. Neles encontramos a definição da ação esperada de cada uma das folhas que entram na receita.Conseqüentemente, entre os iorubás, a preparação dos remédios e trabalhos mágicos, devem ser acompanhados por encantações, (ofós), com o nome da planta, sem as quais esses remédios e trabalhos não agiram. Conforme já foi dito.
Entre os iorubás os ofós são frases curtas nos quais muito freqüentemente o verbo que define a ação, o verbo atuante, é uma das sílabas do nome da planta ou do ingrediente empregado. Tal é o caso de uma receita para chamar boa sorte (àwúre oríre): deve-se usar ajifá bi àlá (IPOMOEA CAIRICA), às quais se adicionam afárá oyim (favo de mel), queima-se tudo até obter um pó preto, que é misturado com azeite de dendê e lambido por aquele que deseja obter boa sorte. O verbo atuante é fó (rere) -para trazer boa sorte, uma sílaba incluída em todos os nomes dados.
Existem várias plantas cuja presença, a primeira vista, parece ter somente um caráter simbólico mais que, na realidade, tem valor terapêutico. A exemplo de duas plantas aquáticas, ojú oro (PISTIA STRATIOTES, Araceae, a alface d’ água) e òsíbàtà (NYMPHEA LOTUS, Nymphaceae, o lótus), que em seus ofós evocam a idéia de superioridade e dominação as frases que seguem:
Ojú oró ni í lékè omi – Ojú oró está sobre a água.
Òsíbàtà ni í lékê odò – òsíbàtà está sobre o rio.
Nessas encantações, os nomes de folhas são acompanhados de duas a três linhas descrevendo suas qualidades naquele caso em particular. A uma certa folha podem ser atribuídas virtudes diferentes segundo sua associação com um ou outro conjunto de folhas, pois elas entram na composição de diferentes preparações medicinais.
Na terra em iorubá, a nomeação das plantas leva em conta suas características: cheiro, cor, textura das folhas, reação ao toque provocada pelo seu contato, entre outro. Como cada orixá tem sua folha, ela tem uma característica pessoal. Uma planta de Oxum será classificada como doce independente do gosto; uma planta de Yemanjá será salgada. Esses e outros fatores levam a atribuir uma planta a Oxum ou Yemanjá.
Pode-se assim concluir que para o candomblé, é de grande importância o entendimento e o conhecimento das folhas e seus respectivos patronos, pois estes indicarão qual será a sua finalidade. Para você leitor pode ser complicado ouvir e falar sobre as plantas, porque é muito complexo, vai alem da simples colheita. Envolve ritos que vão desde a consulta e até a indicação, coleta, manipulação e a administração do preparo.
O papel sagrado e terapêutico, aparentemente diferente, dificilmente poderá ser dissociado um do outro como afirma vários estudiosos sobre o assunto, a exemplo de Ordep Serra, Pierre Verger e José Flávio Pessoa de Barros.
A sacralização das plantas usadas como remédio, acontece quando estas passam a fazer parte dos rituais de cura, guiadas por divindades ou entidades que administram esses objetos sagradas que são as plantas.
Alexandre de Odara
fonte:http://soberanayemanja.blogspot.com
As folhas,as ervas,as plantas,tem o poder de curar ou matar, fica a critério de cada um , apoiado na Lei do “Livre Arbítrio” e a consciência apoiado na Lei do “Retorno”, fato daqueles que utilizam as faculdades botânicas e mágicas para fazer o mal,sem duvida alguma terão que defrontar com as conseqüências de seus atos. As ervas, devem ser usadas de três formas diferentes: -efeito medicinal - efeito litúrgico - efeito ritualístico.
sábado, 29 de outubro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
OSSÃE - O SENHOR DAS FOLHAS
Origem e História
Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé.
Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam seu poder, sua força.
Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem sua presença, nenhuma cerimônia pode se realizar, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde da folhas.
As folhas de Ossaim veiculam o axé oculto, pois o verde é uma das qualidades do preto. As folhas e as plantas constituem a emanação direta do poder da terra fertilizada pela chuva. São como as escamas e as penas, que representam o procriado. O sangue das folhas é uma das forças mais poderosas, que traz em si o poder do que nasce e do que advém.
É preciso esclarecer que o sangue (ejé) é um elemento essencial no Candomblé.
Três são os tipos de sangue: o vermelho, dos animais, do azeite-de-dendê, do mel; o preto (verde), do sumo das folhas, e o branco, do sêmen, do vinho de palma, da água.
As folhas constituem o fundamento inicial do Candomblé.
Antes de passar por qualquer ritual, o neófito tomará o banho de ervas (amassi) que o purificará e será sua primeira consagração dentro do culto. É com o amassi que se lavam os colares, os objetos rituais do ibá, a cabeça, a alma e o corpo dos iniciados.
É sobre as folhas sagradas de ossaim que repousará o iaô em sua consagração ao orixá. É com as folhas que os animais consentem o sacrifício.
Ossaim é, portanto, a primeira consagração no Candomblé: primeira e constante, pois a folha faz parte do dia-a-dia dos adeptos do Candomblé; Ossaim é imprescindível à religião, aos orixás e aos iniciados.
Todas as folhas possuem poder, mas algumas têm finalidades específicas e não servem para o banho ritual.
Nem todas as folhas servem para os ritos do Candomblé.
Nos banhos de amassi, por exemplo, devem ser utilizadas folha não-leitosas que não queimem; outras, como o Oju-orô, devem passar por uma preparação especial antes de ser utilizadas nos banhos.
Em outros termos, existem folhas que podem ser usadas nos rituais e folhas que não podem; outras devem passar por ritos especiais, algumas folhas não servem para o banho. Enfim, as folhas possuem inúmeras utilidades dentro e fora do Candomblé, mas é preciso que o sacerdote saiba utilizá-las de maneira correta.
Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que conseqüências desastrosas não atinjam os seres humanos.
A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida.
Medo de que?
Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.
Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.
De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflete, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn - mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas - e os Babalawó - sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.
Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima à fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão jeje assimilado pelos nagô, como Nana, Omolu, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia ioruba. Contudo, é evidente que entre os jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.Uma confusão latente se refere ao sexo de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino.
Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.
Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores
fonte:abassananam blogspot
Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé.
Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam seu poder, sua força.
Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem sua presença, nenhuma cerimônia pode se realizar, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde da folhas.
As folhas de Ossaim veiculam o axé oculto, pois o verde é uma das qualidades do preto. As folhas e as plantas constituem a emanação direta do poder da terra fertilizada pela chuva. São como as escamas e as penas, que representam o procriado. O sangue das folhas é uma das forças mais poderosas, que traz em si o poder do que nasce e do que advém.
É preciso esclarecer que o sangue (ejé) é um elemento essencial no Candomblé.
Três são os tipos de sangue: o vermelho, dos animais, do azeite-de-dendê, do mel; o preto (verde), do sumo das folhas, e o branco, do sêmen, do vinho de palma, da água.
As folhas constituem o fundamento inicial do Candomblé.
Antes de passar por qualquer ritual, o neófito tomará o banho de ervas (amassi) que o purificará e será sua primeira consagração dentro do culto. É com o amassi que se lavam os colares, os objetos rituais do ibá, a cabeça, a alma e o corpo dos iniciados.
É sobre as folhas sagradas de ossaim que repousará o iaô em sua consagração ao orixá. É com as folhas que os animais consentem o sacrifício.
Ossaim é, portanto, a primeira consagração no Candomblé: primeira e constante, pois a folha faz parte do dia-a-dia dos adeptos do Candomblé; Ossaim é imprescindível à religião, aos orixás e aos iniciados.
Todas as folhas possuem poder, mas algumas têm finalidades específicas e não servem para o banho ritual.
Nem todas as folhas servem para os ritos do Candomblé.
Nos banhos de amassi, por exemplo, devem ser utilizadas folha não-leitosas que não queimem; outras, como o Oju-orô, devem passar por uma preparação especial antes de ser utilizadas nos banhos.
Em outros termos, existem folhas que podem ser usadas nos rituais e folhas que não podem; outras devem passar por ritos especiais, algumas folhas não servem para o banho. Enfim, as folhas possuem inúmeras utilidades dentro e fora do Candomblé, mas é preciso que o sacerdote saiba utilizá-las de maneira correta.
Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que conseqüências desastrosas não atinjam os seres humanos.
A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida.
Medo de que?
Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.
Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.
De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflete, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn - mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas - e os Babalawó - sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.
Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima à fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão jeje assimilado pelos nagô, como Nana, Omolu, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia ioruba. Contudo, é evidente que entre os jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.Uma confusão latente se refere ao sexo de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino.
Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.
Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores
fonte:abassananam blogspot
AYAHUASCA OU YAGÉ
Ayahuasca ou Yagé (nome Tupi que se pronuncia Ya-hay) é uma beberagem de origem Inca. Também é muito conhecida e utilizada pelos índios e xamãs do noroeste do Brasil. Várias tribos indígenas brasileiras como os Kampas e os Kaxinawás usam até hoje a Ayahuasca em muitos de seus rituais sagrados.
Atualmente a Ayahuasca já não é domínio exclusivo dos índios e o uso da bebida é muito difundido em seitas religiosas cristãs e espiritualistas.
No início do século, com a migração de seringueiros para o território amazônico, a Ayahuasca começou a ser conhecida fora das tribos e hoje o seu uso é liberado no Brasil (oficialmente desde 2 de junho de 1992), embora muitos setores conservadores da sociedade tenham resistido e pressionado o Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN) a proibir a existência das seitas religiosas que utilizavam o chá de Ayahuasca, também conhecido no Brasil como Santo Daime.
O Chá do Santo Daime é preparado do cipó do Jagube ou Mariri (Banisteriopsis caapi) e da folha da Rainha ou Chacrona (Psycotria viridis) - naturais da região amazônica.
A verdadeira Ayahuasca sempre contém, ambos os alcalóides harmine e harmaline que podem criar alucinações a partir de doses de 300 mg e que geralmente são obtidos do cipó Banisteriopsis caapi.
A Ayahuasca ainda contém a DMT ou N-dimetill-triptamina que é a substância ativa extraída das folhas.
Chacrona (Psycotria viridis).
Chacrona (Psycotria viridis).
Devemos notar que nenhuma dessas duas substancias, essenciais para o preparo da Ayahuasca, são psicoativas se ingeridas isoladamente.
O que faz a Ayahuasca efetiva é a mistura dos alcalóides, harmine e harmaline, encontrados no cipó Banisteriopsis Caapi e a DMT que é extraída das folhas da Chacrona.
É essa mistura da DMT com os alcalóides harmine e harmaline que produzirão o que tem sido descrito como uma das mais profundas de todas as experiências psicodélicas.
Os alcalóides harmine e harmaline contém beta-carbolinas, substâncias que são potentes inibidores da MAO (monoamino-oxidase) e que ativam e aumentam a duração e a intensidade de os efeitos da DMT. Logo o DMT é o principio ativo enteógeno da Ayahuasca. Na realidade o DMT é um neurotransmissor, que também é normalmente encontrado no cérebro humano.
Preparação da Ayahuasca
Para se preparar o chá do Santo Daime, é necessário uma boa quantidade de folhas Psycotria Viridis frescas e recentemente colhidas.
Elas devem ser fervidas durante várias horas, até que o liquido obtenha uma coloração mais escura. As tiras de cipó são então maceradas e fervidas por mais horas num outro recipiente. Depois são misturados e divididos em várias porções. Diz-se que para conseguir obter os efeitos necessários é preciso, no mínimo, de 75 a100 cm de cipó por dose de chá.
Atualmente muitas seitas preparam uma bebida parecida com a Ayahuasca combinando plantas que podem ser mais facilmente encontradas.
A primeira delas é a "Peganun harmala", que possui quase 10 vezes mais beta-carbolinas que a famosa "Banisteriopsis Caapi" .
A segunda planta usada para a elaboração da beberagem é a Jurema (Mimosa hostilis) que substitui a Chacrona (Psycotria viridis) chegando a ter quase 0,57% a mais de DMT na casca de sua raiz..
A Jurema é a planta que tem maior concentração de DMT descoberta até agora, enquanto que a semente de "Peganun harmala" é a fonte vegetal com maior concentração inibidores da MAO.
fonte:os 7elementos
Atualmente a Ayahuasca já não é domínio exclusivo dos índios e o uso da bebida é muito difundido em seitas religiosas cristãs e espiritualistas.
No início do século, com a migração de seringueiros para o território amazônico, a Ayahuasca começou a ser conhecida fora das tribos e hoje o seu uso é liberado no Brasil (oficialmente desde 2 de junho de 1992), embora muitos setores conservadores da sociedade tenham resistido e pressionado o Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN) a proibir a existência das seitas religiosas que utilizavam o chá de Ayahuasca, também conhecido no Brasil como Santo Daime.
O Chá do Santo Daime é preparado do cipó do Jagube ou Mariri (Banisteriopsis caapi) e da folha da Rainha ou Chacrona (Psycotria viridis) - naturais da região amazônica.
A verdadeira Ayahuasca sempre contém, ambos os alcalóides harmine e harmaline que podem criar alucinações a partir de doses de 300 mg e que geralmente são obtidos do cipó Banisteriopsis caapi.
A Ayahuasca ainda contém a DMT ou N-dimetill-triptamina que é a substância ativa extraída das folhas.
Chacrona (Psycotria viridis).
Chacrona (Psycotria viridis).
Devemos notar que nenhuma dessas duas substancias, essenciais para o preparo da Ayahuasca, são psicoativas se ingeridas isoladamente.
O que faz a Ayahuasca efetiva é a mistura dos alcalóides, harmine e harmaline, encontrados no cipó Banisteriopsis Caapi e a DMT que é extraída das folhas da Chacrona.
É essa mistura da DMT com os alcalóides harmine e harmaline que produzirão o que tem sido descrito como uma das mais profundas de todas as experiências psicodélicas.
Os alcalóides harmine e harmaline contém beta-carbolinas, substâncias que são potentes inibidores da MAO (monoamino-oxidase) e que ativam e aumentam a duração e a intensidade de os efeitos da DMT. Logo o DMT é o principio ativo enteógeno da Ayahuasca. Na realidade o DMT é um neurotransmissor, que também é normalmente encontrado no cérebro humano.
Preparação da Ayahuasca
Para se preparar o chá do Santo Daime, é necessário uma boa quantidade de folhas Psycotria Viridis frescas e recentemente colhidas.
Elas devem ser fervidas durante várias horas, até que o liquido obtenha uma coloração mais escura. As tiras de cipó são então maceradas e fervidas por mais horas num outro recipiente. Depois são misturados e divididos em várias porções. Diz-se que para conseguir obter os efeitos necessários é preciso, no mínimo, de 75 a100 cm de cipó por dose de chá.
Atualmente muitas seitas preparam uma bebida parecida com a Ayahuasca combinando plantas que podem ser mais facilmente encontradas.
A primeira delas é a "Peganun harmala", que possui quase 10 vezes mais beta-carbolinas que a famosa "Banisteriopsis Caapi" .
A segunda planta usada para a elaboração da beberagem é a Jurema (Mimosa hostilis) que substitui a Chacrona (Psycotria viridis) chegando a ter quase 0,57% a mais de DMT na casca de sua raiz..
A Jurema é a planta que tem maior concentração de DMT descoberta até agora, enquanto que a semente de "Peganun harmala" é a fonte vegetal com maior concentração inibidores da MAO.
fonte:os 7elementos
A ENERGIA OCULTA DAS PLANTAS
É possível ter em casa, na horta, no jardim ou em um simples vaso uma fonte pura de energia, capaz de emanar bons fluidos. Para isso, basta plantar uma folhagem, uma erva, uma flor. Algumas espécies são mágicas!
O fascínio pelas plantas e sua energia benéfica está na ordem do dia. Hoje, ninguém mais é considerado lunático se for surpreendido conversando com seu vasinho de flores preferido. Ou mesmo se, passeando por um parque, tiver o impulso irresistível de abraçar uma árvore centenária, só para lhe "roubar" um pouquinho de energia.
Há quem diga que são os ventos da Nova Era, com a chegada do terceiro milênio, que trazem essa nova consciência, menos racional e mais intuitiva, em sintonia com as vibrações da natureza. O fato é que, na roda do tempo, a magia que envolve o verde não tem idade.
Por transmitirem sensação de bem-estar e conforto, as plantas sempre foram companhia obrigatória nos diferentes momentos da vida. Seja num simples jantar, na comemoração de nascimento, em casamentos, ou na morte.
Muitas espécies estão carregadas de simbolismos desde a Antiguidade, quando eram oferecidas aos deuses como prova de adoração. Um exemplo é o alecrim (Rosmarinus officinalis), que pela facilidade de reprodução de seus galhos, era usado pêlos egípcios para confeccionar coroas, ofertadas para Ísis. Reconhecia-se, assim, a fertilidade que a deusa e a planta simbolizavam.
Algumas, por outro lado, têm justamente na beleza exótica de suas flores a explicação de como essa força energética atua positivamente no homem. O lírio (Lilium candídum), símbolo da pureza da alma, sempre é lembrado na proteção contra bruxarias e encantamentos. O lírio-da Espanha (Íris xiphium) tem no nome uma alusão à deusa íris, divindade do arco-íris e mensageira dos deuses. O lótus (Nelumbo nucifera) era planta sagrada do alto Egito e atributo dos deuses nas religiões orientais evocando a vida eterna. O maracujá (Passiflora wacrocarpa) já foi muito plantado nos cemitérios, à volta do túmulos. Acreditava-se que sua flor de formas inusitadas, era um sinal divino: as pétalas circulares e de pontas afiadas lembram uma coroa de espinhos; os três estigmas do centro evocam os cravos usados na crucificação de Cristo, daí o nome "flor da paixão". Já a recatada malícia da dormideira (Mimosa pudica) apresenta um comportamento incomum para quem acredita que as plantas não têm movimento: a um leve toque, suas folhas se recolhem, como se estivessem murchas.
fonte:os 7 elementos
O fascínio pelas plantas e sua energia benéfica está na ordem do dia. Hoje, ninguém mais é considerado lunático se for surpreendido conversando com seu vasinho de flores preferido. Ou mesmo se, passeando por um parque, tiver o impulso irresistível de abraçar uma árvore centenária, só para lhe "roubar" um pouquinho de energia.
Há quem diga que são os ventos da Nova Era, com a chegada do terceiro milênio, que trazem essa nova consciência, menos racional e mais intuitiva, em sintonia com as vibrações da natureza. O fato é que, na roda do tempo, a magia que envolve o verde não tem idade.
Por transmitirem sensação de bem-estar e conforto, as plantas sempre foram companhia obrigatória nos diferentes momentos da vida. Seja num simples jantar, na comemoração de nascimento, em casamentos, ou na morte.
Muitas espécies estão carregadas de simbolismos desde a Antiguidade, quando eram oferecidas aos deuses como prova de adoração. Um exemplo é o alecrim (Rosmarinus officinalis), que pela facilidade de reprodução de seus galhos, era usado pêlos egípcios para confeccionar coroas, ofertadas para Ísis. Reconhecia-se, assim, a fertilidade que a deusa e a planta simbolizavam.
Algumas, por outro lado, têm justamente na beleza exótica de suas flores a explicação de como essa força energética atua positivamente no homem. O lírio (Lilium candídum), símbolo da pureza da alma, sempre é lembrado na proteção contra bruxarias e encantamentos. O lírio-da Espanha (Íris xiphium) tem no nome uma alusão à deusa íris, divindade do arco-íris e mensageira dos deuses. O lótus (Nelumbo nucifera) era planta sagrada do alto Egito e atributo dos deuses nas religiões orientais evocando a vida eterna. O maracujá (Passiflora wacrocarpa) já foi muito plantado nos cemitérios, à volta do túmulos. Acreditava-se que sua flor de formas inusitadas, era um sinal divino: as pétalas circulares e de pontas afiadas lembram uma coroa de espinhos; os três estigmas do centro evocam os cravos usados na crucificação de Cristo, daí o nome "flor da paixão". Já a recatada malícia da dormideira (Mimosa pudica) apresenta um comportamento incomum para quem acredita que as plantas não têm movimento: a um leve toque, suas folhas se recolhem, como se estivessem murchas.
fonte:os 7 elementos
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