As ervas ,tanto na Umbanda como no Candomblé, são fundamentais em determinados rituais.
Na Umbanda faz-se o amaci, que é um ritual de iniciação e ao mesmo tempo de firmeza do anjo-da-guarda do médium.
Na Umbanda e no Candomblé, as ervas são usadas em diversas cerimônias, tais como sacodimento, banho de abô,e também nos trabalhos. Existem ervas que atraem fortuna, amor, felicidade e saúde,entre outrs coisas; em contrpartida, há aquelas que separam casais, expulsam vizinhos ou afastam pessoas indesejáveis.
Na Umbanda as ervas também servem para o riyual de defumação, de forma diversas e para diversos fins. Sendo o pricipal fator afastar os maus fluidos e limpar o ambiente para uma boa vibração ou harmonia.
Cada orixá ou guia protetor tem as suas ervas preferidas. Essa preferência está ligada a diversos fatores, como formato, espécie,cor.etc...
Há algo muito importante que deve ser observado. As ervas são usadas de acordo com o anjo-de guarda, Orixá, de cada pessoa. Mas nem sempre a erva que tem a finalidade de sanar um determinado orgão pertence ao orixá que rege aquele orgão.Uma erva que pode servir para curar uma dor de cabeça pode não pertencer a Oxalá.
Os banhos de ervas são, de uma maneira geral, rituais onde utilizamos elementos da natureza com o intuito de que haja uma troca energética entre o indivíduo e esses elementos naturais utilizados. Os banhos de ervas servem principalmente para limpar as energias negativas, reequilibrar, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico e desobstrução dos chacras.
Podem ser utilizados ervas secas ou frescas dando sempre preferência para as folhas frescas.
Os banhos de ervas frescas devem ser preparados por maceração, ou seja, as ervas devem ser colocadas em um recipiente com água e maceradas por alguns minutos. Ele deve ser preparado dentro de um ritual que consiste em:
1. Nunca ferver as folhas junto com a água.
2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro.
3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as ervas devem ser quinadas diretamente sobre a água.
4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como por exemplo: água de mina, de poço ou água mineral.
Os banhos de ervas secas devem ser preparados por infusão, ou seja, essas ervas devem ser colocadas em uma vasilha com água fervente que será tampada e permanecerá assim por pelo menos 15 minutos. Lembrando que ervas secas não devem ser fervidas e que precisam ser ativadas antes de serem utilizadas. A ativação se faz amassando-as e apertando-as um pouquinho entre as mãos.
Basicamente existem os seguintes tipos de banhos:
Banho de Descarrego:
Serve para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Estamos o tempo todo em contato com diversas pessoas e ambientes onde o mal e as energias negativas são abundantes. Por mais que nos vigiemos ora ou outra baixamos nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando nessa egrégora de energia negativa. Se não nos cuidarmos vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até ser obsediados, por isso o banho de descarrego é fundamental.
Há dois tipos de banho de descarrego:
o banho de sal grosso, que lava toda a aura desmagnetizando a pessoa (Este banho é muito eficiente para descarrego, porém não deve ser jogado na cabeça(usado somente em extrema necessidade que não se tem outra saída) e após este banho deve se tomar imediatamente um banho de ervas para equilibrar as energias, uma vez que ele realmente é capaz de tirar toda a energia da aura) e o banho de ervas de descarrego, que tem efeito mais duradouro e consequências maiores que o banho de sal grosso pois algumas ervas são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente a aura de uma pessoa eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas. Para preparar este tipo de banho devemos utilizar ervas quentes como arruda, guiné, aroeira, folhas de fumo, entre outras.
Banho de Defesa:
Serve para a manutenção energética dos chacras impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais como, por exemplo, em oferendas em campo de força ou quando vamos conhecer um novo terreiro. As ervas utilizadas para preparar este tipo de banho são aquelas relacionadas ao Orixá regente da pessoa ou aquelas que uma entidade receitar.
Banho de Energização:
Reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo da aura. É um banho que devemos utilizar regularmente e que devemos tomar antes ou até mesmo depois de uma gira espiritual. Para o preparo deste tipo de banho devem ser utilizadas ervas mornas como pétalas de rosas brancas ou amarelas, alecrim, alfazema, levante, entre outras.
Banho de Fixação:
É utilizado para trabalhos ritualísticos e deve ser tomado apenas por médiuns que irão realizar um trabalho aprofundado e entrar em contato com entidades elevadas. Este banho abre todos os chacras aguçando a percepção mediúnica e as ervas utilizadas nele devem ser as indicadas pelo chefe de terreiro ou pela entidade.
O AMACI
Amaci é um banho de ervas que se faz no médium iniciante na Umbanda. Este banho é dado inclusive na cabeça do médium e tem a finalidade de limpar o campo astral e preparar o médium para entrar na corrente mediúnica. É uma preparação, uma espécie de primeira confirmação do médium na corrente.
É um vinculo energético do médium com o seu Orixá, com a casa e com o seu Babalorixá, porque somente ele pode dar este banho e colocar a mão na cabeça do médium. A partir deste ponto, o médium é um médium de Umbanda e está energeticamente vinculado ao seu Orixá.
As folhas,as ervas,as plantas,tem o poder de curar ou matar, fica a critério de cada um , apoiado na Lei do “Livre Arbítrio” e a consciência apoiado na Lei do “Retorno”, fato daqueles que utilizam as faculdades botânicas e mágicas para fazer o mal,sem duvida alguma terão que defrontar com as conseqüências de seus atos. As ervas, devem ser usadas de três formas diferentes: -efeito medicinal - efeito litúrgico - efeito ritualístico.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
ERVAS DE OGUM
Açoita-cavalo – Ivitinga:
Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar diarréias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.
Açucena-rajada – Cebola-cencém:
Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo.Esta cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares.
A medicina caseira utiliza as folhas como emoliente.
Agrião:
excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no
tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e
bronquites, é expectorante de ação ligeira.
Arnica-erca lanceta:
É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.
Aroeira:
É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos
banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como
adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e
resolve casos de inflamações do aparelho genital.
Cabeluda-bacuica:
Tem aplicações em vários atos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.
Cana-de-macaco:
Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.
Cana-de Brejo – Ubacaia:
Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais com bastante sucesso.
Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio ativo é oestrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.
Canjerana – Pau-santo:
Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá atua como antifebril, contra as diarréias e para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.
Carqueja:
Sem uso ritualísticos. A medicina caseira aponta esta erva como
cura decisiva nos males do estômago e do fígado. Também tem apresentado
resultado positivo no tratamento da diabetes e no emagrecimento.
Crista-de-galo – Pluma-de-princípe:
Não tem emprego nas obrigações do ritual. A medicina caseira a indica para curar diarréias.
Dragoeiro – Sangue-de-dragão:
Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e todaa planta, pilada, como adstringente.
Erva-tostão:
Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.
Grumixameira:
Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos aromáticos e na cura do reumatismo.
Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.
Guarabu – Pau-roxo:
Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica o chá das folhas, pois este possui
efeito balsâmico e fortificante.
Helicônia:
Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na
feitura de santo e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A
medicina caseira a indica como debelador de reumatismo, aplicando-se o
cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.
Jabuticaba:
Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entrecasca na cura da asma e hemoptises.
Jambo-amarelo:
Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô.
São aplicadas as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro.
A medicina caseira usa como chá, para emagrecimento.
Jambo-encarnado:
Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).
Japecanga:
Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e moléstias de pele.
Jatobá – Jataí:
Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimônias do ritual. Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo. Ótimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.
Jucá:
Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um
cozimento demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma
garrafa, quando houver ferimentos, talhos e feridas.
Limão-bravo:
Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crônicas.
Losna:
Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos
do orixá a que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso
vermífugo, mais particularmente usada na destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tônico e debeladora de febres.
Óleo-pardo:
Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira. Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar bernes de animais.
Piri-piri:
A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti- hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.
Poincétia:
Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo,da mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para exterminar dores nas pernas, usando em banhos.
Porangaba:
Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento popular é usada como tônico e importante diurético.
Sangue-de-dragão:
Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. Não possui uso na medicina popular.
São-gonçalinho:
É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está sujeita. Na medicina caseira usa-se como antitérmico e para combater
febres malignas, em chá.
Tanchagem:
Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tônicas, antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.
Vassourinha-de-igreja:
Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem exerce atividades profissionais . não possui uso na medicina popular.
Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar diarréias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.
Açucena-rajada – Cebola-cencém:
Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo.Esta cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares.
A medicina caseira utiliza as folhas como emoliente.
Agrião:
excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no
tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e
bronquites, é expectorante de ação ligeira.
Arnica-erca lanceta:
É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.
Aroeira:
É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos
banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como
adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e
resolve casos de inflamações do aparelho genital.
Cabeluda-bacuica:
Tem aplicações em vários atos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.
Cana-de-macaco:
Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.
Cana-de Brejo – Ubacaia:
Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais com bastante sucesso.
Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio ativo é oestrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.
Canjerana – Pau-santo:
Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá atua como antifebril, contra as diarréias e para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.
Carqueja:
Sem uso ritualísticos. A medicina caseira aponta esta erva como
cura decisiva nos males do estômago e do fígado. Também tem apresentado
resultado positivo no tratamento da diabetes e no emagrecimento.
Crista-de-galo – Pluma-de-princípe:
Não tem emprego nas obrigações do ritual. A medicina caseira a indica para curar diarréias.
Dragoeiro – Sangue-de-dragão:
Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e todaa planta, pilada, como adstringente.
Erva-tostão:
Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.
Grumixameira:
Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos aromáticos e na cura do reumatismo.
Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.
Guarabu – Pau-roxo:
Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica o chá das folhas, pois este possui
efeito balsâmico e fortificante.
Helicônia:
Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na
feitura de santo e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A
medicina caseira a indica como debelador de reumatismo, aplicando-se o
cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.
Jabuticaba:
Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entrecasca na cura da asma e hemoptises.
Jambo-amarelo:
Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô.
São aplicadas as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro.
A medicina caseira usa como chá, para emagrecimento.
Jambo-encarnado:
Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).
Japecanga:
Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e moléstias de pele.
Jatobá – Jataí:
Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimônias do ritual. Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo. Ótimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.
Jucá:
Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um
cozimento demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma
garrafa, quando houver ferimentos, talhos e feridas.
Limão-bravo:
Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crônicas.
Losna:
Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos
do orixá a que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso
vermífugo, mais particularmente usada na destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tônico e debeladora de febres.
Óleo-pardo:
Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira. Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar bernes de animais.
Piri-piri:
A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti- hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.
Poincétia:
Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo,da mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para exterminar dores nas pernas, usando em banhos.
Porangaba:
Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento popular é usada como tônico e importante diurético.
Sangue-de-dragão:
Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. Não possui uso na medicina popular.
São-gonçalinho:
É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está sujeita. Na medicina caseira usa-se como antitérmico e para combater
febres malignas, em chá.
Tanchagem:
Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tônicas, antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.
Vassourinha-de-igreja:
Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem exerce atividades profissionais . não possui uso na medicina popular.
ERVAS DE EXU
Amendoeira:
Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grande quantidades causam diarréia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.
Amoreira:
Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.
Angelim-amargoso:
Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir
os fluidos negativos que possam haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes.
Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.
Aroeira:
Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagensgenitais.
Arrebenta Cavalo:
No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.
Arruda:
Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus
fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos ebori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.
Avelós – Figueira-do-diabo:
Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.
Azevinho:
Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.
Bardana:
Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.
Beladona:
Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades lucrativas. Trabalhos
feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atração.
Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio ativo que nela existe. Este
princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.
Beldroega:
Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.
Brinco-de-princesa:
É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.
Cabeça-de-nego:
No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bulbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.
Cajueiro:
Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de
animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores
brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos, põe fim ao mau hálito.
Cana-de-açúcar:
Suas folhas secas e bagaços são usadas em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.
Cardo-santo:
Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crônicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.
Catingueira:
É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro
patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.
Cebola-cencém:
Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bulbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira : corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cômodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.
Cunanã:
Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.
Erva-preá:
Empregada nos banhos de limpeza, descarrego, sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante.
Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações,causadas pelo artritismo.
Facheiro-Preto:
Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarréias.
Fedegoso Crista-de-galo:
Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira atua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.
Fedegoso:
Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza
os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde
foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.
Figo Benjamim:
Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsediadas No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.
Figo do Inferno:
Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.
Folha da Fortuna:
É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas
sobre os ferimentos. O suco desta erva, puro ou misturado ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.
Juá – Juazeiro:
É usada para complementar banhos fortes e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos
ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.
Jurema Preta:
Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.
Jurubeba:
Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé.
Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor
funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruente e tônico, além de
prevenir e debelar hepatites. Banhos de assentos mornos com essa erva
propiciam melhores às articulações das pernas.
Lanterna Chinesa:
Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.
Laranjeira do Mato:
Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.
Mamão Bravo:
Planta utilizada nos banhos de limpeza, descarrego e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.
Maminha de Porca:
Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.
Mamona:
Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.
Mangue Cebola:
No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares.
Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a
espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.
Mangueira:
É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarréias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.
Manjerioba:
Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.
Maria Mole:
Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e
como excelente adstringente.
Mata Cabras:
Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.
Mata Pasto:
Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incômodos digestivos.
Mussambê de Cinco Folhas:
Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.
Ora-pro-nobis:
É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas atuam como emolientes.
Palmeira Africana:
Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.
Pau D’alho:
Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arrie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranqüila.
Na medicina caseira ela é usada para exterminar abscessos e tumores. Usa-se
socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas
folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e
hemorróidas.
Picão da Praia:
Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a
forma de chá.
Pimenta Darda:
“Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu.
Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas,
destruindo até ameba.
Pinhão Branco:
Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém
uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.
Pinhão Coral:
Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.
Pinhão Roxo:
No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.
Pixirica – Tapixirica:
No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.
Quixambeira:
É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, atua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.
Tajujá – Tayuya:
É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.
Tamiaranga:
É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.
Tintureira:
Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.
Tiririca:
Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas embaixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.
Urtiga Branca:
É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.
Urtiga Vermelha:
Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz
um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como
diurético.
Vassourinha de Botão:
Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.
Vassourinha de Relógio:
Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.
Xiquexique:
Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta
erva para os males dos rins.
ERVAS DE OXÓSSI
Acácia-jurema:
Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas sobre úlceras, cancros, fleimão e nas erisipela.
Alecrim de Caboclo:
Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.
Alfavaca-do- campo:
Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para combater as doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das folhas.
Alfazema-de- caboclo:
Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.
Araçá – Araçá-de-coroa:
Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.
Araçá-da-praia:
Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.
Araçá-do-campo:
É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarréia ou disenteria e como corretivo das vias urinárias.
Caapeba-pariparoba:
Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir as doenças do útero. Surte efeito diurético.
Cabelo-de-milho:
Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é muito usado pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.
Capim-limão :
Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina caseira a aplica em vários casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do estômago.
Cipó-caboclo:
Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio ao linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e dos testículos.
Cipó-camarão:
Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.
Cipó-cravo:
Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.
Coco-de-iri:
Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.
Erva-curraleira:
Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. Na medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito prestigiada no tratamento da sífilis. Usa-se o cozimento das folhas.
Goiaba – Goiabeira:
É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente. Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarréias infantis.
Groselha – Groselha-branca:
Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.
Guaco cheiroso:
Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosse rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.
Guaxima-cor- de rosa:
Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e frutos são antifebris.
Guiné-caboclo:
Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O povo usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se o chá.
Hissopo – Alfazema-de caboclo:
Aplicada nos ebori e nas lavagens de contas, do mesmo modo é empregado nos abô para limpeza dos iniciados. É muito usado nas afecções respiratórias, elimina o catarro dos brônquios. Usa-se o chá.
Incenso-de-caboclo – Capim-limão:
Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também, nas perturbações da digestão.
Jaborandi:
De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou esta planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.
Jacatirão:
Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.
Jurema branca:
Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a insônia.
Malva-do-campo – Malvarisco:
Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.
Piperegum-verde – Iperegum-verde:
Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e compressas.
Piperegum-verde- e-amarelo:
Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum de Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.
Pitangatuba:
Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar de comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para desobstruir os brônquios.
Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas sobre úlceras, cancros, fleimão e nas erisipela.
Alecrim de Caboclo:
Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.
Alfavaca-do- campo:
Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para combater as doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das folhas.
Alfazema-de- caboclo:
Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.
Araçá – Araçá-de-coroa:
Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.
Araçá-da-praia:
Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.
Araçá-do-campo:
É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarréia ou disenteria e como corretivo das vias urinárias.
Caapeba-pariparoba:
Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir as doenças do útero. Surte efeito diurético.
Cabelo-de-milho:
Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é muito usado pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.
Capim-limão :
Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina caseira a aplica em vários casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do estômago.
Cipó-caboclo:
Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio ao linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e dos testículos.
Cipó-camarão:
Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.
Cipó-cravo:
Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.
Coco-de-iri:
Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.
Erva-curraleira:
Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. Na medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito prestigiada no tratamento da sífilis. Usa-se o cozimento das folhas.
Goiaba – Goiabeira:
É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente. Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarréias infantis.
Groselha – Groselha-branca:
Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.
Guaco cheiroso:
Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosse rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.
Guaxima-cor- de rosa:
Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e frutos são antifebris.
Guiné-caboclo:
Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O povo usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se o chá.
Hissopo – Alfazema-de caboclo:
Aplicada nos ebori e nas lavagens de contas, do mesmo modo é empregado nos abô para limpeza dos iniciados. É muito usado nas afecções respiratórias, elimina o catarro dos brônquios. Usa-se o chá.
Incenso-de-caboclo – Capim-limão:
Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também, nas perturbações da digestão.
Jaborandi:
De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou esta planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.
Jacatirão:
Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.
Jurema branca:
Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a insônia.
Malva-do-campo – Malvarisco:
Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.
Piperegum-verde – Iperegum-verde:
Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e compressas.
Piperegum-verde- e-amarelo:
Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum de Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.
Pitangatuba:
Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar de comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para desobstruir os brônquios.
terça-feira, 17 de maio de 2011
ERVAS NA UMBANDA
Por quê estudar ervas na Umbanda?
Porque as ervas estão presentes em todas as religiões, dentro de todos os rituais religiosos, desde sempre. E a Umbanda é a religião da natureza. Da natureza elemental e da natureza humana.
As ervas são organismos vivos. Há uma vida espiritual contida em cada erva. Isso é chamado de *Imanescência Divina, o espírito vivo de Deus que anima tudo. Dos elementos da natureza o mais parecido com o da natureza humana é o vegetal, pois ele nasce, cresce, se reproduz e morre. Esse espírito vivo possui características energéticas definidas pela vibração passada aos organismos à sua volta. Essa vibração magnética é polarizada, ou seja, pode ser positiva ou negativa. Então, uma erva é atribuída a um orixá por analogia vibratória. Energia que está presente na vibração do orixá com a energia que está presente na vibração da erva.
Para o uso correto de uma erva é necessário saber: o nome da erva e o verbo atuante. **Verbo é o poder realizador divino, é o poder de transformação, consequentemente é magia. O que movimenta ou ativa o poder realizador é o propósito, a intenção.
Uma mesma erva pode proporcionar mais de um poder realizador. Como exemplo a hortelã que é antigripal, vermífugo, estimulante, refrescante, etc.
Uma mesma erva pode ser atribuída a varios orixás. Não pela sua cor, seu formato ou seu visual, e sim pela vibração. Afinal, os orixás estão ligados entre si.
Pode-se usar ervas frescas ou ervas secas. A erva fresca carrega em si a imanescência divina, o fator vegetal e o fator aquático. A erva seca carrega todos os fatores anteriores e mais ainda o fator concentrador, pois sofre o processo de desidratação. Qual é a melhor?
A melhor é aquela indicada pelo seu guia ou protetor de acordo com a necessidade. Ou ainda, nos dias corridos de hoje, a que está mais fácil de se obter. Também sempre lembrar que a lua influencia na quantidade de água na planta. Em luas cheias e crescente haverá mais água nas folhas, e em luas nova e minguante, nas raizes.
As ervas são classificadas como Quentes ou Agressivas, Mornas ou Equilibradoras e Frias ou Específicas. Isso não é uma classificação de acordo com a temperatura da erva, e sim de acordo com seus fatores.
As ervas quentes ou agressivas carregam o poder de agredir estruturas energéticas negativas. Dissolvem larvas astrais, miasmas e cascões energéticos. São muito usadas pelos exus, pelo campo de ação deles, pois atuam na natureza humana, nas linhas de choque (demandas, magias negativas, projeções mentais, etc.). Seus verbos mais utilizados são: limpar, consumir, purificar, dissolver, descarregar. Exemplos mais comuns de ervas quentes: cacto, urtiga, arruda, guiné, comigo-ninguém-pode.
As ervas mornas ou equilibradores carregam o poder de equilibrar, tornar magneticamente receptivo, adequar o padrão energético para não atrair o semelhante. Reconstitui a aura que pode ter sido “esburacada” por cargas negativas. Seus verbos mais utilizados são: equilibrar, manter, adequar, fluir, restaurar, energizar. Exemplos mais comuns das ervas mornas são: hortelã, alevante, sálvia, alfazema, alecrim.
As ervas frias ou específicas tem o seu poder de atuação depois de limpar e de equilibrar. São usadas para mediunidade, para atrair bons fluidos, para prosperidade, para fitoterapia, etc. Exemplos mais comuns de ervas frias são: rosa, anis, jasmim, malva, café, louro, melissa, manjericão.
Observar que uma erva pode ser ao mesmo tempo quente, morna e fria, pois carrega mais de um fator realizador. Os padrões energéticos se complementam, nunca se anulam. Então, por exemplo, pode-se associar o uso de todas elas na preparação de um banho. Neste caso volto a frisar a palavra mágica “intenção”. Sempre colocar intenção no uso de uma erva. E esperar o merecimento...
Quando é falado em erva subentende-se toda a planta: raiz, caule, folhas, frutos e sementes. Existem também as resinas, que são a seiva vegetal endurecida extraídas da casca das árvores, muito usadas em defumações.
Sabendo de tudo isso, estaremos mais qualificados para preparar nossos banhos, para entender o uso de uma defumação, entender o uso das ervas em um amaci, e o uso do fumo pelas entidades na Umbanda.
Simone Omolubá de Iansã
fonte:blog Umbanda on Line
http://wwwumbandaonline.blogspot.com/
Porque as ervas estão presentes em todas as religiões, dentro de todos os rituais religiosos, desde sempre. E a Umbanda é a religião da natureza. Da natureza elemental e da natureza humana.
As ervas são organismos vivos. Há uma vida espiritual contida em cada erva. Isso é chamado de *Imanescência Divina, o espírito vivo de Deus que anima tudo. Dos elementos da natureza o mais parecido com o da natureza humana é o vegetal, pois ele nasce, cresce, se reproduz e morre. Esse espírito vivo possui características energéticas definidas pela vibração passada aos organismos à sua volta. Essa vibração magnética é polarizada, ou seja, pode ser positiva ou negativa. Então, uma erva é atribuída a um orixá por analogia vibratória. Energia que está presente na vibração do orixá com a energia que está presente na vibração da erva.
Para o uso correto de uma erva é necessário saber: o nome da erva e o verbo atuante. **Verbo é o poder realizador divino, é o poder de transformação, consequentemente é magia. O que movimenta ou ativa o poder realizador é o propósito, a intenção.
Uma mesma erva pode proporcionar mais de um poder realizador. Como exemplo a hortelã que é antigripal, vermífugo, estimulante, refrescante, etc.
Uma mesma erva pode ser atribuída a varios orixás. Não pela sua cor, seu formato ou seu visual, e sim pela vibração. Afinal, os orixás estão ligados entre si.
Pode-se usar ervas frescas ou ervas secas. A erva fresca carrega em si a imanescência divina, o fator vegetal e o fator aquático. A erva seca carrega todos os fatores anteriores e mais ainda o fator concentrador, pois sofre o processo de desidratação. Qual é a melhor?
A melhor é aquela indicada pelo seu guia ou protetor de acordo com a necessidade. Ou ainda, nos dias corridos de hoje, a que está mais fácil de se obter. Também sempre lembrar que a lua influencia na quantidade de água na planta. Em luas cheias e crescente haverá mais água nas folhas, e em luas nova e minguante, nas raizes.
As ervas são classificadas como Quentes ou Agressivas, Mornas ou Equilibradoras e Frias ou Específicas. Isso não é uma classificação de acordo com a temperatura da erva, e sim de acordo com seus fatores.
As ervas quentes ou agressivas carregam o poder de agredir estruturas energéticas negativas. Dissolvem larvas astrais, miasmas e cascões energéticos. São muito usadas pelos exus, pelo campo de ação deles, pois atuam na natureza humana, nas linhas de choque (demandas, magias negativas, projeções mentais, etc.). Seus verbos mais utilizados são: limpar, consumir, purificar, dissolver, descarregar. Exemplos mais comuns de ervas quentes: cacto, urtiga, arruda, guiné, comigo-ninguém-pode.
As ervas mornas ou equilibradores carregam o poder de equilibrar, tornar magneticamente receptivo, adequar o padrão energético para não atrair o semelhante. Reconstitui a aura que pode ter sido “esburacada” por cargas negativas. Seus verbos mais utilizados são: equilibrar, manter, adequar, fluir, restaurar, energizar. Exemplos mais comuns das ervas mornas são: hortelã, alevante, sálvia, alfazema, alecrim.
As ervas frias ou específicas tem o seu poder de atuação depois de limpar e de equilibrar. São usadas para mediunidade, para atrair bons fluidos, para prosperidade, para fitoterapia, etc. Exemplos mais comuns de ervas frias são: rosa, anis, jasmim, malva, café, louro, melissa, manjericão.
Observar que uma erva pode ser ao mesmo tempo quente, morna e fria, pois carrega mais de um fator realizador. Os padrões energéticos se complementam, nunca se anulam. Então, por exemplo, pode-se associar o uso de todas elas na preparação de um banho. Neste caso volto a frisar a palavra mágica “intenção”. Sempre colocar intenção no uso de uma erva. E esperar o merecimento...
Quando é falado em erva subentende-se toda a planta: raiz, caule, folhas, frutos e sementes. Existem também as resinas, que são a seiva vegetal endurecida extraídas da casca das árvores, muito usadas em defumações.
Sabendo de tudo isso, estaremos mais qualificados para preparar nossos banhos, para entender o uso de uma defumação, entender o uso das ervas em um amaci, e o uso do fumo pelas entidades na Umbanda.
Simone Omolubá de Iansã
fonte:blog Umbanda on Line
http://wwwumbandaonline.blogspot.com/
quarta-feira, 27 de abril de 2011
JUREMA (Mimosa hostilis)
O nome "Jurema" vem do tupi-guarani, onde Ju significa "espinho" e Remá, "cheiro ruim".
A jurema é uma planta da família da leguminosas. Os frutos das plantas leguminosas são vagens. Existem várias espécies de jurema, como por exemplo: Jureminha, Jurema Branca, Jurema Preta, Jurema da Pedra e Jurema Mirim.
A Jurema, também conhecida como Jurema-preta, também é nome de uma Bebida Sagrada feita com a raiz da árvore do mesmo nome (Mimosa hostilis).
Os pajés, sacerdotes tupis, também fazem outra Bebida Sagrada da jurema-branca (Mimosa verrucosa), para estimular sonhos afrodisíacos. É um tipo de Bebida Sagrada servida em reuniões especiais.
Das raízes e raspas dos galhos, os feiticeiros e pajés, babalorixás, os mestres do catimbó, os pais-de-terreiro do candomblé de caboclo fazem uso abundante.
Sua substância ativa é o DMT (N-dimetiltriptamina).
É utiliza tradicionalmente para fins medicinais e religiosos.
Sua casca é usada para fins medicinais e a casca de sua raiz é a parte da planta usada nas cerimônias religiosas, pois possui maior parte dos alcalóides psicoativos.
Esta planta tem muita importância no culto espiritual dos caboclos e nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, tanto que dá nome a um culto chamado de "Culto à Jurema".
A jurema é utilizada para tomar banho de descarga com suas folhas.
Serve como defumador , cura de dor de dente, doenças sexualmente transmissíveis, insônia, nervos, dores de cabeça.
Faz ainda: figas, patuás, rosários. Utiliza-se para fazer rezas com suas folhas contra mau-olhado e olho-grande.
Serve ainda para fazer um dos maiores fundamentos do Culto à Jurema, que é uma bebida à base de infusão das folhas da jurema, com casca do tronco e da raiz misturado com mel de abelha, garapa de cana-de-açúcar e cachaça. Essa é a bebida preferida dos Encantados que baixam no Toré e no Culto à Jurema.
Arvore tipicamente paraibana, a jurema é venerada quase como uma divindade. Frondosa e de beleza impressionante, vive mais de 200 anos, é espinheira e sua fama corre o Brasil e o mundo.
Segundo a crença indígena, possui poderes milagrosos, emanando fluidos benéficos.
Em sua parte externa existe uma camada de lodo empregada em defumações, para o banho de limpeza.
Da casca, flor, e folhas são extraídas emulsões para o preparo de bebidas, banhos aromáticos para afastar entidades maléficas e fortificar os mestres.
pesquisa: aurea oliveira
A jurema é uma planta da família da leguminosas. Os frutos das plantas leguminosas são vagens. Existem várias espécies de jurema, como por exemplo: Jureminha, Jurema Branca, Jurema Preta, Jurema da Pedra e Jurema Mirim.
A Jurema, também conhecida como Jurema-preta, também é nome de uma Bebida Sagrada feita com a raiz da árvore do mesmo nome (Mimosa hostilis).
Os pajés, sacerdotes tupis, também fazem outra Bebida Sagrada da jurema-branca (Mimosa verrucosa), para estimular sonhos afrodisíacos. É um tipo de Bebida Sagrada servida em reuniões especiais.
Das raízes e raspas dos galhos, os feiticeiros e pajés, babalorixás, os mestres do catimbó, os pais-de-terreiro do candomblé de caboclo fazem uso abundante.
Sua substância ativa é o DMT (N-dimetiltriptamina).
É utiliza tradicionalmente para fins medicinais e religiosos.
Sua casca é usada para fins medicinais e a casca de sua raiz é a parte da planta usada nas cerimônias religiosas, pois possui maior parte dos alcalóides psicoativos.
Esta planta tem muita importância no culto espiritual dos caboclos e nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, tanto que dá nome a um culto chamado de "Culto à Jurema".
A jurema é utilizada para tomar banho de descarga com suas folhas.
Serve como defumador , cura de dor de dente, doenças sexualmente transmissíveis, insônia, nervos, dores de cabeça.
Faz ainda: figas, patuás, rosários. Utiliza-se para fazer rezas com suas folhas contra mau-olhado e olho-grande.
Serve ainda para fazer um dos maiores fundamentos do Culto à Jurema, que é uma bebida à base de infusão das folhas da jurema, com casca do tronco e da raiz misturado com mel de abelha, garapa de cana-de-açúcar e cachaça. Essa é a bebida preferida dos Encantados que baixam no Toré e no Culto à Jurema.
Arvore tipicamente paraibana, a jurema é venerada quase como uma divindade. Frondosa e de beleza impressionante, vive mais de 200 anos, é espinheira e sua fama corre o Brasil e o mundo.
Segundo a crença indígena, possui poderes milagrosos, emanando fluidos benéficos.
Em sua parte externa existe uma camada de lodo empregada em defumações, para o banho de limpeza.
Da casca, flor, e folhas são extraídas emulsões para o preparo de bebidas, banhos aromáticos para afastar entidades maléficas e fortificar os mestres.
pesquisa: aurea oliveira
ERÓ EWÈ - SEGREDO DAS FOLHAS
Eró ewè (segredo das folhas) ou ervas, são indispensáveis no conteúdo nas “Obrigações ritualísticas”aos Òrìsàs.
A teoria da correspondência mística mostra-nos que cada planta representa um Òrìsà, como várias delas representam vários Òrìsàs.
Na vida ou existência das plantas entram fatores diversos a mantê-las e, por está razão, elas crescem e se desenvolvem sob a égide da proteção divina; recebendo os fluídos positivos e benfazejos que emanam de “Olóòrun” (Deus), as ervas (folhas) armazenam substâncias relacionadas com cada Òrìsà, e essas substâncias se denominam fluídos da energia astral.
“As ervas de Òrìsàs se dividem em 3 partes primordiais, a saber:
POSITIVAS, NEGATIVAS e NEUTRAS.
Elas são catalogadas, conforme a fase lunar da colheita:
POSITIVAS = deverão ser colhidas na fase lunar Crescente ou Cheia;
NEGATIVAS = deverão ser colhidas na fase lunar Minguante;
NEUTRAS = deverão ser colhidas na fase lunar Nova.
Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:
- “Vibração de quem vai usá-las”
– “Vibração das demais ervas utilizadas”
– “Vibração da intenção com que serão usadas”.
POSITIVAS = São ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.
NEGATIVAS = São ervas usadas explicitamente para trabalhos negativos.
NEUTRAS = São todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como, o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.
Paulo de Xangô
pesquisa:aurea oliveira
A teoria da correspondência mística mostra-nos que cada planta representa um Òrìsà, como várias delas representam vários Òrìsàs.
Na vida ou existência das plantas entram fatores diversos a mantê-las e, por está razão, elas crescem e se desenvolvem sob a égide da proteção divina; recebendo os fluídos positivos e benfazejos que emanam de “Olóòrun” (Deus), as ervas (folhas) armazenam substâncias relacionadas com cada Òrìsà, e essas substâncias se denominam fluídos da energia astral.
“As ervas de Òrìsàs se dividem em 3 partes primordiais, a saber:
POSITIVAS, NEGATIVAS e NEUTRAS.
Elas são catalogadas, conforme a fase lunar da colheita:
POSITIVAS = deverão ser colhidas na fase lunar Crescente ou Cheia;
NEGATIVAS = deverão ser colhidas na fase lunar Minguante;
NEUTRAS = deverão ser colhidas na fase lunar Nova.
Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:
- “Vibração de quem vai usá-las”
– “Vibração das demais ervas utilizadas”
– “Vibração da intenção com que serão usadas”.
POSITIVAS = São ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.
NEGATIVAS = São ervas usadas explicitamente para trabalhos negativos.
NEUTRAS = São todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como, o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.
Paulo de Xangô
pesquisa:aurea oliveira
TUDO SOBRE O MILHO (ÀGBÀDÓ)
Àgbàdó (milho)
Venerado companheiro, o àgbàdó (milho) é consagrado não só ao orisá da caça (Odé), mas também está ligada ao culto de Osalá, Ogún e Sangò, sendo fundamental ainda nos rituais ao inkissi Dandalunda.
Nome Yorubá- Àgbàdó
Nome científico – Zea Mays L., Gramineae, Sinonímia: Mays americana Baumg.; Mays vulgaris Ser.; Mays zea Gaertn.; Talysia mays Kuntze; Zea alba Mill.; Zea altissima C.C. Gmel.; Zea americana Mill.; Zea amylacea Sturtev.; Zea amylacea saccharata Sturtev.; Zea cryptosperma Bonaf.; Zea everta Sturtev.; Zea indentata Sturtev.; Zea indurata Sturtev.; Zea maiz Vell.; Zea minor C.C. Gmel.; Zea praecox Steud.; Zea saccharata Sturtev.; Zea segetalis Salisb.; Zea tunicata Sturtev.; Zea vaginata Sturtev.; Zea vulgaris Mill.
Nome popular- Milho, Português; Maïs, na Alemanha; Maíz, Borona, Grano Turco, Mais, Maíz de Indias, Panizo de Indias, em espanhol; Blé de Turquie, Gaude e Maïs, na França; Corn e Silk, em inglês; Fromentone e Grano Turno, na Itália.
Descrição :
Trata-se de uma planta herbácea de alto porte (até 2,5 metros de altura), pertencente à família das Pascias (Gramíneas), caracterizada por apresentar caules eretos com folhas alternadas, largas, lanceoladas, com bainhas, de margem áspera e cortante; flores masculinas reunidas em panículas terminais, e femininas séseis, reunidas em espigas de tamanho grande rodeadas por brácteas membranosas entre as que emergem numerosos estilos filiformes.
O fruto aparece em cariópside, redondo, brilhante, de cor amarelada, inserido no eixo engrossado da inflorescência.
Origem
O milho seria originário de América do Sul, ainda que existam algumas dúvidas sobre seu real lugar primogênito devido a que não foi conhecido em estado silvestre. Alguns indicam que seria originário do Peru, outros indicam Colômbia e um terceiro a América Central, tendo havido historiadores que fizeram referência a origem asiática (Birmânia ou as colinas de Naga), ainda que esta teoria tenha pouca credibilidade.
O certo é que o milho é cultivado atualmente em todo o mundo, sendo os Estados Unidos o principal produtor. Junto ao arroz e o trigo constituem os principais alimentos vegetais para a humanidade
Parte utilizada
Os estilos e estigmas (conhecidos popularmente como "barba de choclo") e a fração insaponificável de óleo de germe de milho. Os estilos e estigmas se colhem quando o fruto está amadurecido.
A separação do gérmen a partir da trituração do grão permite através do mecanismo de pressão e calor (previamente lavado para eliminar restos de amidos e glúten) obter o óleo de milho cru, o qual logo é clarificado por filtração e decantação e posteriormente refinado para eliminar os ácidos graxos por esfriamento e filtração.
História
O milho constituiu o cereal mais importante da América devido a importância dos amidos na alimentação e a indústria. Tem-se encontrado restos fósseis do pólen de milho que datam de 6.000 - 6.500 anos de antigüidade. Na América começaram a cultivar a partir do século XV, existindo algumas referências de seu conhecimento pelos astecas.
Os nativos peruanos extraíam desta planta alcalóides os quais eram utilizados em cerimoniais religiosos. Cristóvão Colombo levou em 1502 amostras deste cereal para a Espanha, e dali ganhou uma rápida expansão até ao sul da Europa, norte de África e Oeste de Ásia.
A partir de sua chegada à América do Norte, se expande finalmente à China durante o século XVI.
Uso Ritualistico: Pertencem aos Orixás Ogun, Oxossi, Xangô, Yemonjá e Oxalá.
As sementes são de uso básico nas casas de candomblé, seja na culinária dos orixás, seja na alimentação cotidiana da comunidade.
O milho branco - Àgbàdó Funfun - é empregado no preparo de acaçá (manjar envolvido em folha de bananeira) e ebô (milho cozido) para Oxalá, Iemanjá e outros Orixás.
O milho vermelho - Àgbàdó Pupa - serve para fazer o acaçá vermelho (para Exú e Ogun), o Axoxó (milho cosido) para Oxossi, Logum Edé e Ogun, e entra na composição do aluá, bebida fermentada de origem africana, servida em dias de festas nas casas de santo.
O milho alho - Àgbàdó kékeré, para Obaluaiyé, Nàná e Oxún.
O milho verde em espiga é próprio de Oxossi, sendo também oferecido a Ayirá, no ritual da fogueira. Serve, também, para fazer uns bolinhos semelhantes ao acarajé, que são apreciados por Yewá.
A planta toda é atribuída a Oxossi, e as folhas são usadas em defumação de terreiros e para "lavar os assentamenos de Exú" para atrair prosperidade e fartura.
A água do milho branco cozido é utilizada em banho calmante.
Os grãos são utilizados nos terreiros, no preparo de varias iguarias que são ofertadas aos òrìxà, tais como:
Ègbo, ègboyá, axoxo, àdun, guguru, akasá branco, akasá de leite, egidi (akasá de milho amarelo), ekó etc.
Vegetal gún, utilizado para atrair prosperidade e boa sorte.
Elementos: Terra/Masculino
Uso em Ifá;
“As folhas (ewe àgbàdo) são usadas em um trabalho para trazer boa sorte (àwúre oríre) que se classifica no odú ìwòrì òfún, também chamado ìwòrì àgbàdo” e em “trabalho para se obter favores das feiticeiras” (Verger 1995:41/42).
Do odu Èjìogbè em “receita para tratar vômito e diarréia” (Verger 1995:185).
“A espiga de milho inteira, odidi àgbàdo, é usada em uma receita para ajudar a mulher a ter um bom parto (awebí) classificada no odu que trata do nascimento de crianças, (...) ogbè òtúrúpon ou ogbè tún omo pon” (Verger 1995:43)
“O sabugo do milho (pòpórò àgbàdo) é usado em trabalho para sair vitorioso de uma luta (ìsegun ìjàkadi), classificado no odù ose méjì ou ose oníjà, “ose-que-gosta-de-briga” (Verger 1995:43,351)
“A palha (háríhá) que envolve a espiga de milho é usada em uma receita para ajudar a mulher grávida a sentir o corpo leve (...), classificada no odu ogbè òtúrá ou ogbè aláso funfun, “ogbè-dono-da-roupa-branca” (Verger 1995:44,277)
Por fim, com a palha do milho é feito um cigarro que é muito apreciado por uma entidade pertencente à Umbanda e o Catimbó, denominada Zé Pelintra.
O cabelo-de-milho é utilizado em “trabalho para conseguir proteção contra Exu” do odu Ose òtúrá (Verger 1995:295).
Com relação ao cabelo de milho, ele costuma ser oferecido para Ode, junto com a espiga, em trabalhos para obter prosperidade e fartura. Já vi pessoas que o ofereciam para Oyá, com o mesmo objetivo.
Outra forma interessante que eu já tive a oportunidade de observar é a utilização de bonecos “voodoo”, feitos com a palha e os cabelos de milho. Nesse caso o intuito era de aproximar duas pessoas.
O cabelo de milho também é utilizado como um fitofármaco que auxilia nas doenças dos rins, tendo efeito diurético e ajudando a baixar a pressão arterial.
“... os grãos de milho torrados (àgbàdo súnsun) são usados em trabalhos para fazer um processo judicial cair no esquecimento (àwúre aforàn ou ìdáàbòbò l’owo ejo) pertencendo ao odu ogbè òtùrá ou ogbè kòléjó, “ogbè-não-tem-processo-na-justiça”.” (Verger 1995:44-45, 341), e em “receita para tratar inchaço da barriga” do odu Ose ìká (Verger 1995:193).
Do odu Ose òtúrá consta um curioso “trabalho para juntar novamente partes cortadas de um corpo” (Verger 1995:385)
Sassanha:
Kini àgbàdo á mú bó? Igba omo.
Kini àgbàdo á mú bó? Igba asó.
Orí’re ni ti àgbàdo.
Àgbàdo rin hòhò l’óko.
O kó ‘re bó wá ‘lé.
Orí’re ni ti àgbàdo
O que o milho está trazendo de volta? Duzentas crianças.
O que o milho está trazendo de volta? Duzentas roupas.
O milho traz boa sorte.
O milho vai para o campo.
E retorna para casa com boa sorte.
O milho traz boa sorte
Outros nomes yorubá: Àgbàdó funfun, Àgbàdó pupa, okà, yangan, erinigbado, erinkà, eginrin àgbado, elépèè, ìjèéré (Verger 1995:737).
o àgbàdó (milho) é consagrado não só ao orisá da caça (Odé), mas também está ligada ao culto de Osalá, Ogún e Sangò, sendo fundamental ainda nos rituais ao inkissi Dandalunda e em outros rituais.
CABELO DE MILHO
A aplicação na medicina caseira está no cabelo. Nasce das espigas ao fruto e às sementes do milho.
As espigas são ligadas a Deusa Iansâ.
A espiga usada como Yteque (amuleto), dependura na porta da cozinha ou copa, sem que lhe retire a palha, fazendo-se uma alça de palha que capeia a espiga e deixando-se a metade, no sentido do comprimento, descoberta, ficando os gãos à vista. É um modo de atrair fartura de alimentos.
Obs.: Quando estiver secando, trocar por outra verdinha.
Na medicina caseira é usado como diurético e para cálculos renais (toma-se o chá)
pesquisa: aurea oliveira
Venerado companheiro, o àgbàdó (milho) é consagrado não só ao orisá da caça (Odé), mas também está ligada ao culto de Osalá, Ogún e Sangò, sendo fundamental ainda nos rituais ao inkissi Dandalunda.
Nome Yorubá- Àgbàdó
Nome científico – Zea Mays L., Gramineae, Sinonímia: Mays americana Baumg.; Mays vulgaris Ser.; Mays zea Gaertn.; Talysia mays Kuntze; Zea alba Mill.; Zea altissima C.C. Gmel.; Zea americana Mill.; Zea amylacea Sturtev.; Zea amylacea saccharata Sturtev.; Zea cryptosperma Bonaf.; Zea everta Sturtev.; Zea indentata Sturtev.; Zea indurata Sturtev.; Zea maiz Vell.; Zea minor C.C. Gmel.; Zea praecox Steud.; Zea saccharata Sturtev.; Zea segetalis Salisb.; Zea tunicata Sturtev.; Zea vaginata Sturtev.; Zea vulgaris Mill.
Nome popular- Milho, Português; Maïs, na Alemanha; Maíz, Borona, Grano Turco, Mais, Maíz de Indias, Panizo de Indias, em espanhol; Blé de Turquie, Gaude e Maïs, na França; Corn e Silk, em inglês; Fromentone e Grano Turno, na Itália.
Descrição :
Trata-se de uma planta herbácea de alto porte (até 2,5 metros de altura), pertencente à família das Pascias (Gramíneas), caracterizada por apresentar caules eretos com folhas alternadas, largas, lanceoladas, com bainhas, de margem áspera e cortante; flores masculinas reunidas em panículas terminais, e femininas séseis, reunidas em espigas de tamanho grande rodeadas por brácteas membranosas entre as que emergem numerosos estilos filiformes.
O fruto aparece em cariópside, redondo, brilhante, de cor amarelada, inserido no eixo engrossado da inflorescência.
Origem
O milho seria originário de América do Sul, ainda que existam algumas dúvidas sobre seu real lugar primogênito devido a que não foi conhecido em estado silvestre. Alguns indicam que seria originário do Peru, outros indicam Colômbia e um terceiro a América Central, tendo havido historiadores que fizeram referência a origem asiática (Birmânia ou as colinas de Naga), ainda que esta teoria tenha pouca credibilidade.
O certo é que o milho é cultivado atualmente em todo o mundo, sendo os Estados Unidos o principal produtor. Junto ao arroz e o trigo constituem os principais alimentos vegetais para a humanidade
Parte utilizada
Os estilos e estigmas (conhecidos popularmente como "barba de choclo") e a fração insaponificável de óleo de germe de milho. Os estilos e estigmas se colhem quando o fruto está amadurecido.
A separação do gérmen a partir da trituração do grão permite através do mecanismo de pressão e calor (previamente lavado para eliminar restos de amidos e glúten) obter o óleo de milho cru, o qual logo é clarificado por filtração e decantação e posteriormente refinado para eliminar os ácidos graxos por esfriamento e filtração.
História
O milho constituiu o cereal mais importante da América devido a importância dos amidos na alimentação e a indústria. Tem-se encontrado restos fósseis do pólen de milho que datam de 6.000 - 6.500 anos de antigüidade. Na América começaram a cultivar a partir do século XV, existindo algumas referências de seu conhecimento pelos astecas.
Os nativos peruanos extraíam desta planta alcalóides os quais eram utilizados em cerimoniais religiosos. Cristóvão Colombo levou em 1502 amostras deste cereal para a Espanha, e dali ganhou uma rápida expansão até ao sul da Europa, norte de África e Oeste de Ásia.
A partir de sua chegada à América do Norte, se expande finalmente à China durante o século XVI.
Uso Ritualistico: Pertencem aos Orixás Ogun, Oxossi, Xangô, Yemonjá e Oxalá.
As sementes são de uso básico nas casas de candomblé, seja na culinária dos orixás, seja na alimentação cotidiana da comunidade.
O milho branco - Àgbàdó Funfun - é empregado no preparo de acaçá (manjar envolvido em folha de bananeira) e ebô (milho cozido) para Oxalá, Iemanjá e outros Orixás.
O milho vermelho - Àgbàdó Pupa - serve para fazer o acaçá vermelho (para Exú e Ogun), o Axoxó (milho cosido) para Oxossi, Logum Edé e Ogun, e entra na composição do aluá, bebida fermentada de origem africana, servida em dias de festas nas casas de santo.
O milho alho - Àgbàdó kékeré, para Obaluaiyé, Nàná e Oxún.
O milho verde em espiga é próprio de Oxossi, sendo também oferecido a Ayirá, no ritual da fogueira. Serve, também, para fazer uns bolinhos semelhantes ao acarajé, que são apreciados por Yewá.
A planta toda é atribuída a Oxossi, e as folhas são usadas em defumação de terreiros e para "lavar os assentamenos de Exú" para atrair prosperidade e fartura.
A água do milho branco cozido é utilizada em banho calmante.
Os grãos são utilizados nos terreiros, no preparo de varias iguarias que são ofertadas aos òrìxà, tais como:
Ègbo, ègboyá, axoxo, àdun, guguru, akasá branco, akasá de leite, egidi (akasá de milho amarelo), ekó etc.
Vegetal gún, utilizado para atrair prosperidade e boa sorte.
Elementos: Terra/Masculino
Uso em Ifá;
“As folhas (ewe àgbàdo) são usadas em um trabalho para trazer boa sorte (àwúre oríre) que se classifica no odú ìwòrì òfún, também chamado ìwòrì àgbàdo” e em “trabalho para se obter favores das feiticeiras” (Verger 1995:41/42).
Do odu Èjìogbè em “receita para tratar vômito e diarréia” (Verger 1995:185).
“A espiga de milho inteira, odidi àgbàdo, é usada em uma receita para ajudar a mulher a ter um bom parto (awebí) classificada no odu que trata do nascimento de crianças, (...) ogbè òtúrúpon ou ogbè tún omo pon” (Verger 1995:43)
“O sabugo do milho (pòpórò àgbàdo) é usado em trabalho para sair vitorioso de uma luta (ìsegun ìjàkadi), classificado no odù ose méjì ou ose oníjà, “ose-que-gosta-de-briga” (Verger 1995:43,351)
“A palha (háríhá) que envolve a espiga de milho é usada em uma receita para ajudar a mulher grávida a sentir o corpo leve (...), classificada no odu ogbè òtúrá ou ogbè aláso funfun, “ogbè-dono-da-roupa-branca” (Verger 1995:44,277)
Por fim, com a palha do milho é feito um cigarro que é muito apreciado por uma entidade pertencente à Umbanda e o Catimbó, denominada Zé Pelintra.
O cabelo-de-milho é utilizado em “trabalho para conseguir proteção contra Exu” do odu Ose òtúrá (Verger 1995:295).
Com relação ao cabelo de milho, ele costuma ser oferecido para Ode, junto com a espiga, em trabalhos para obter prosperidade e fartura. Já vi pessoas que o ofereciam para Oyá, com o mesmo objetivo.
Outra forma interessante que eu já tive a oportunidade de observar é a utilização de bonecos “voodoo”, feitos com a palha e os cabelos de milho. Nesse caso o intuito era de aproximar duas pessoas.
O cabelo de milho também é utilizado como um fitofármaco que auxilia nas doenças dos rins, tendo efeito diurético e ajudando a baixar a pressão arterial.
“... os grãos de milho torrados (àgbàdo súnsun) são usados em trabalhos para fazer um processo judicial cair no esquecimento (àwúre aforàn ou ìdáàbòbò l’owo ejo) pertencendo ao odu ogbè òtùrá ou ogbè kòléjó, “ogbè-não-tem-processo-na-justiça”.” (Verger 1995:44-45, 341), e em “receita para tratar inchaço da barriga” do odu Ose ìká (Verger 1995:193).
Do odu Ose òtúrá consta um curioso “trabalho para juntar novamente partes cortadas de um corpo” (Verger 1995:385)
Sassanha:
Kini àgbàdo á mú bó? Igba omo.
Kini àgbàdo á mú bó? Igba asó.
Orí’re ni ti àgbàdo.
Àgbàdo rin hòhò l’óko.
O kó ‘re bó wá ‘lé.
Orí’re ni ti àgbàdo
O que o milho está trazendo de volta? Duzentas crianças.
O que o milho está trazendo de volta? Duzentas roupas.
O milho traz boa sorte.
O milho vai para o campo.
E retorna para casa com boa sorte.
O milho traz boa sorte
Outros nomes yorubá: Àgbàdó funfun, Àgbàdó pupa, okà, yangan, erinigbado, erinkà, eginrin àgbado, elépèè, ìjèéré (Verger 1995:737).
o àgbàdó (milho) é consagrado não só ao orisá da caça (Odé), mas também está ligada ao culto de Osalá, Ogún e Sangò, sendo fundamental ainda nos rituais ao inkissi Dandalunda e em outros rituais.
CABELO DE MILHO
A aplicação na medicina caseira está no cabelo. Nasce das espigas ao fruto e às sementes do milho.
As espigas são ligadas a Deusa Iansâ.
A espiga usada como Yteque (amuleto), dependura na porta da cozinha ou copa, sem que lhe retire a palha, fazendo-se uma alça de palha que capeia a espiga e deixando-se a metade, no sentido do comprimento, descoberta, ficando os gãos à vista. É um modo de atrair fartura de alimentos.
Obs.: Quando estiver secando, trocar por outra verdinha.
Na medicina caseira é usado como diurético e para cálculos renais (toma-se o chá)
pesquisa: aurea oliveira
LOURO
O louro é uma planta muito comum utilizada em muitos lares por seus importantes benefícios e propriedades, já que pode ajudar a melhorar a digestão.
O louro é uma planta que foi considerada pelos gregos como a árvore sagrada de Apolo. Não em vão, os romanos a utilizavam como símbolo da vitória.
Entre seus componentes, destacam os ácidos fórmico, pelargônio, ácido, cinámico, láurico, caproico, propiónico, linoleico e oléico. Mas, além disso, contém canfeno, terpineno, limoneno e sabineno.
Isso sim, no que se refere a sua composição alimentícia, o louro contém hidratos de carbono, potássio, fibra, cálcio, magnésio, fósforo, vitamina B6, ácido fólico e vitamina C, entre outros.
Deve-se levar em conta que não convém ingerir louro em excesso, já que pode ser prejudicial para aquelas pessoas que tenham um estômago sensível.
Benefícios e propriedades do louro
*Estimula o sistema digestivo, aumentando as secreções e ajudando aos movimentos peristálticos, o que facilita a digestão.
*Em casos de gripe, bronquite e outras afecções do aparelho respiratório, atua como expectorante.
*Favorece a eliminação de líquido, por isso ajuda aos rins. Além disso, é boa em dietas de emagrecimento.
*Diminui as regras abundantes e favorece as que são pobres, por isso podemos dizer que o louro regula a menstruação.
*Tem bons resultados para combater a ausência da menstruação (amenorréia) em forma de chá, ou no combate da nevralgia e reumatismo fazendo fricções com o azeite extraído das folhas. Sobre as partes doloridas.
*Ajuda igualmente contra a ansiedade e o stress, ao ser uma planta relaxante.
Uso na Umbanda:
No ritual é muito utilizada em defumação e banho para atrair prosperidade.
Forma de Uso: Defumação, banho e chá.
Orixás: Yasã / Oya
Características: Árvore de tronco liso.
Folhas semelhantes as da laranjeira, são mais duras que o normal, como se estivessem secas.
pesquisa: aurea oliveira
O louro é uma planta que foi considerada pelos gregos como a árvore sagrada de Apolo. Não em vão, os romanos a utilizavam como símbolo da vitória.
Entre seus componentes, destacam os ácidos fórmico, pelargônio, ácido, cinámico, láurico, caproico, propiónico, linoleico e oléico. Mas, além disso, contém canfeno, terpineno, limoneno e sabineno.
Isso sim, no que se refere a sua composição alimentícia, o louro contém hidratos de carbono, potássio, fibra, cálcio, magnésio, fósforo, vitamina B6, ácido fólico e vitamina C, entre outros.
Deve-se levar em conta que não convém ingerir louro em excesso, já que pode ser prejudicial para aquelas pessoas que tenham um estômago sensível.
Benefícios e propriedades do louro
*Estimula o sistema digestivo, aumentando as secreções e ajudando aos movimentos peristálticos, o que facilita a digestão.
*Em casos de gripe, bronquite e outras afecções do aparelho respiratório, atua como expectorante.
*Favorece a eliminação de líquido, por isso ajuda aos rins. Além disso, é boa em dietas de emagrecimento.
*Diminui as regras abundantes e favorece as que são pobres, por isso podemos dizer que o louro regula a menstruação.
*Tem bons resultados para combater a ausência da menstruação (amenorréia) em forma de chá, ou no combate da nevralgia e reumatismo fazendo fricções com o azeite extraído das folhas. Sobre as partes doloridas.
*Ajuda igualmente contra a ansiedade e o stress, ao ser uma planta relaxante.
Uso na Umbanda:
No ritual é muito utilizada em defumação e banho para atrair prosperidade.
Forma de Uso: Defumação, banho e chá.
Orixás: Yasã / Oya
Características: Árvore de tronco liso.
Folhas semelhantes as da laranjeira, são mais duras que o normal, como se estivessem secas.
pesquisa: aurea oliveira
PIMENTA MALAGUETA
Nome popular: Pimenta malagueta
Nome latino: Capsicum frutescens L., Solanaceae.
A pimenta-malagueta é uma variedade de Capsicum frutescens muito utilizada no Brasil, mas também em Portugal, Moçambique e Cabo Verde. Também é conhecido pelos nomes de gindungo, maguita-tuá-tuá, ndongo, nedungo e piri-piri. Em Portugal e Moçambique, são chamados de piri-piri os frutos mais pequenos e malagueta os maiores. Normalmente, são usados secos para condimentar carnes. A malagueta, como todas as outras espécies do gênero Capsicum, é nativa das regiões tropicais das Américas.
A pimenta-malagueta silvestre, também conhecida no Brasil como malaguetinha-caipira, destaca-se pela alta concentração da capsaicina e baixíssimos teores de piperina, o que faz com que seus efeitos no organismo humano sejam predominantemente benéficos. Além disso, seu sabor inconfundível e marcante e seu aroma agradável fazem dela a variedade mais apreciada e mais apropriada à maioria dos pratos. Contudo, é importante salientar que as espécies de pimenta comercializadas como sendo malagueta, via de regra, são espécies híbridas, resultantes de cruzamentos realizados para desenvolver variedades mais produtivas, mais resistentes a pragas e menos atrativas aos pássaros e insetos, uma vez que a malaguetinha original é altamente susceptível a todos esses ataques.
Uso nos terreiros:
A folha pimenta (ata) é de vital importância para assentar Esù, significa elevação, porém em vários terreiros e comumente utilizada em trabalhos maléficos. Seus frutos são utilizados nas comidas de Esù e de Sàngó. A planta toda, inclusive os frutos são gún e participa do compartimento Fogo.
Suas folhas são indispensáveis para assentar Èsù, pois representa elevação.
Na santeria cubana, é uma planta associada a Èsù, Ògún e Osányìn (Cabreira 1992:295) utilizada tanto em trabalhos maléficos como em benéficos.
Embora geralmente associemos o seu uso com a finalidade de proteção ou ataque (ela é muito usada em rituais de "queimação") ela também pode ser empregada em diversos outros rituais.
Dentro da bruxaria (ritual wicca) é muito utilizada uma espécie de pimenta conhecida como pimenta da jamaica (Pimenta dioica). Seu uso se faz em infusões e na confecção de incensos, que juntamente com diversas invocações tem o poder de atrair dinheiro, boa sorte e afastar discussões dentro de casa. Suas folhas também têm propriedades medicinais analgésicas e para curar disfunções ginecológicas.
Dentro da magia cigana (aqui fundida com diversas práticas umbandistas), podemos observar algumas entidades (poucas) que utilizam a pimenta do reino (Piper nigrum) em seus sortilégios.
Uma característica importantíssima que não podemos esquecer é que a pimenta (malagueta- Capsicum frutescens ou dedo de moça- Capsicum baccatum, entre outras) tem o poder de nos dar força, confiança e vitalidade.
Uso em Ifá:
Planta usada em Ifá; principalmente, para assentar Esù..
Outros nomes yorùbá: ata olobenkàn e ata sísebé (Verger 1995:644)
Nome popular: Pimenta malagueta
Nome latino: Capsicum frutescens L., Solanaceae.
dica: pimenta não gosta de solo encharcado, na dúvida, antes de regar de novo ponha o dedo na terra e sinta se está muito úmido. Se ainda estiver não molhe. Outra coisa, retire sempre as pimentas maduras e as folhas e galhos secos. Ela vai ganhar muito mais força.
Por fim: embora a pimenta (Capsicum sp.) seja considerada uma planta perene (ou seja, todo ano ela produz flores e frutos), depois de alguns anos é bom guardar algumas sementes e plantar novas mudas pois com o passar do tempo ela vai perdendo a força.
pesquisa: aurea oliveira
Nome latino: Capsicum frutescens L., Solanaceae.
A pimenta-malagueta é uma variedade de Capsicum frutescens muito utilizada no Brasil, mas também em Portugal, Moçambique e Cabo Verde. Também é conhecido pelos nomes de gindungo, maguita-tuá-tuá, ndongo, nedungo e piri-piri. Em Portugal e Moçambique, são chamados de piri-piri os frutos mais pequenos e malagueta os maiores. Normalmente, são usados secos para condimentar carnes. A malagueta, como todas as outras espécies do gênero Capsicum, é nativa das regiões tropicais das Américas.
A pimenta-malagueta silvestre, também conhecida no Brasil como malaguetinha-caipira, destaca-se pela alta concentração da capsaicina e baixíssimos teores de piperina, o que faz com que seus efeitos no organismo humano sejam predominantemente benéficos. Além disso, seu sabor inconfundível e marcante e seu aroma agradável fazem dela a variedade mais apreciada e mais apropriada à maioria dos pratos. Contudo, é importante salientar que as espécies de pimenta comercializadas como sendo malagueta, via de regra, são espécies híbridas, resultantes de cruzamentos realizados para desenvolver variedades mais produtivas, mais resistentes a pragas e menos atrativas aos pássaros e insetos, uma vez que a malaguetinha original é altamente susceptível a todos esses ataques.
Uso nos terreiros:
A folha pimenta (ata) é de vital importância para assentar Esù, significa elevação, porém em vários terreiros e comumente utilizada em trabalhos maléficos. Seus frutos são utilizados nas comidas de Esù e de Sàngó. A planta toda, inclusive os frutos são gún e participa do compartimento Fogo.
Suas folhas são indispensáveis para assentar Èsù, pois representa elevação.
Na santeria cubana, é uma planta associada a Èsù, Ògún e Osányìn (Cabreira 1992:295) utilizada tanto em trabalhos maléficos como em benéficos.
Embora geralmente associemos o seu uso com a finalidade de proteção ou ataque (ela é muito usada em rituais de "queimação") ela também pode ser empregada em diversos outros rituais.
Dentro da bruxaria (ritual wicca) é muito utilizada uma espécie de pimenta conhecida como pimenta da jamaica (Pimenta dioica). Seu uso se faz em infusões e na confecção de incensos, que juntamente com diversas invocações tem o poder de atrair dinheiro, boa sorte e afastar discussões dentro de casa. Suas folhas também têm propriedades medicinais analgésicas e para curar disfunções ginecológicas.
Dentro da magia cigana (aqui fundida com diversas práticas umbandistas), podemos observar algumas entidades (poucas) que utilizam a pimenta do reino (Piper nigrum) em seus sortilégios.
Uma característica importantíssima que não podemos esquecer é que a pimenta (malagueta- Capsicum frutescens ou dedo de moça- Capsicum baccatum, entre outras) tem o poder de nos dar força, confiança e vitalidade.
Uso em Ifá:
Planta usada em Ifá; principalmente, para assentar Esù..
Outros nomes yorùbá: ata olobenkàn e ata sísebé (Verger 1995:644)
Nome popular: Pimenta malagueta
Nome latino: Capsicum frutescens L., Solanaceae.
dica: pimenta não gosta de solo encharcado, na dúvida, antes de regar de novo ponha o dedo na terra e sinta se está muito úmido. Se ainda estiver não molhe. Outra coisa, retire sempre as pimentas maduras e as folhas e galhos secos. Ela vai ganhar muito mais força.
Por fim: embora a pimenta (Capsicum sp.) seja considerada uma planta perene (ou seja, todo ano ela produz flores e frutos), depois de alguns anos é bom guardar algumas sementes e plantar novas mudas pois com o passar do tempo ela vai perdendo a força.
pesquisa: aurea oliveira
terça-feira, 26 de abril de 2011
ORÉGANO
Há quem se pergunte: como uma erva aromática pode facilitar a digestão dos alimentos se a usamos em tão pouca quantidade, apenas como tempero?
Primeiro, apesar da pequena quantidade, as ervas atuam realçando o sabor dos alimentos e ativando a ação das glândulas salivares, que iniciam o processo digestivo. Além disso, cada tipo de erva apresenta em sua composição princípios ativos presentes principalmente no óleo essencial, de forma que são capazes de agir no organismo mesmo quando a planta é usada apenas como um tempero. Mas, se a argumentação ainda não for convincente, é possível responder à esta pergunta seguindo as reações do nosso organismo quando exalamos o aroma de um prato preparado com ervas aromáticas:
O aroma ativa as células nervosas das narinas que, imediatamente, transmitem o estímulo ao nosso cérebro com uma mensagem de que “o alimento está a caminho”. O cérebro, por sua vez, passa a mensagem para as glândulas salivares, avisando-as que devem elevar a produção de saliva. O resultado é que aumenta a presença de uma enzima que ajuda a digerir os carboidratos, como batatas e massas em geral (pães, macarrão, pizzas, etc.). Outra mensagem é enviada ao estômago, para que aumente a quantidade de ácido clorídrico - principal elemento do suco gástrico. Enquanto isso, no intestino é estimulada a secreção de uma substância hormonal que ativa o pâncreas e o figado, colocando-os em alerta para o início do processo digestivo.
O orégano (Origanum vulgaris) é considerado um tônico para o aparelho digestivo, pois seu forte e inconfundível aroma, o sabor amarguinho e picante resultam do seu óleo essencial, composto por cervacol, cimeno, linalol e tanino que garantem as propriedades digestivas. A erva também é usada em infusão para tratar problemas como tosse, bronquite e cólicas intestinais.
Estas propriedades eram bem conhecidas pelo antigo povo romano, que difundiu o uso do orégano por todo o seu império. Tanto isso é verdade, que hoje ele é um dos temperos mais adicionados em pratos típicos da cozinha italiana, como molhos de tomate, berinjela à parmegiana, massas e, é claro, pizzas.
Na Grécia Antiga, esta erva também era valorizada. A palavra orégano (de Origanum) tem origem grega e significa “alegria da montanha”. Para os gregos, a erva tinha o poder mágico de trazer felicidade.
Orégano não é manjerona
Originária das regiões da Ásia e Europa mediterrânea, a planta apresenta muitas espécies, sendo todas muito aromáticas. Erva perene, cuja altura pode variar de 25 a 80 cm, pertence à família das Labiadas. O orégano é uma planta herbácea, com raízes na forma de caules subterrâneos (rizomas). Bastante ramificado, produz folhas pequenas, ovais e pecioladas, medindo de 1 a 5 cm. As flores são pequenas e apresentam cores como o púrpura, rosa, branco ou uma mistura delas, surgindo do início do verão até meados do outono. Há regiões no Brasil, entretanto, onde a planta vive vários anos sem nunca produzir flores.
O orégano se propaga pela divisão das touceiras, por estaquia ou por sementes. O plantio deve ser feito em solo leve e rico em matéria orgânica. A planta se desenvolve bem sob sol pleno e precisa de proteção contra ventos fortes e frios.
Como as folhas do orégano são muito parecidas com as da manjerona (Origanum majorana ou Majorana hortensis Moench.), as duas plantas são bastante confundidas. Ambas pertencem ao mesmo gênero (as duas são Origanum) e o orégano é inclusive conhecido como manjerona-silvestre ou selvagem. Mas as duas ervas diferem pelo tamanho, pela cor das flores (as da manjerona são violáceas ou branco-esverdeadas), pelo aroma e pelas folhas: a manjerona apresenta folhas mais ásperas, com uma textura mais firme e uma leve penugem.
Fresco ou seco, o orégano exala um perfume intenso e muito agradável, porém, depois de seco, deve ser usado de preferência antes de completar um ano, pois começa a perder suas propriedades aromáticas.
pesquisa:aurea oliveira
Primeiro, apesar da pequena quantidade, as ervas atuam realçando o sabor dos alimentos e ativando a ação das glândulas salivares, que iniciam o processo digestivo. Além disso, cada tipo de erva apresenta em sua composição princípios ativos presentes principalmente no óleo essencial, de forma que são capazes de agir no organismo mesmo quando a planta é usada apenas como um tempero. Mas, se a argumentação ainda não for convincente, é possível responder à esta pergunta seguindo as reações do nosso organismo quando exalamos o aroma de um prato preparado com ervas aromáticas:
O aroma ativa as células nervosas das narinas que, imediatamente, transmitem o estímulo ao nosso cérebro com uma mensagem de que “o alimento está a caminho”. O cérebro, por sua vez, passa a mensagem para as glândulas salivares, avisando-as que devem elevar a produção de saliva. O resultado é que aumenta a presença de uma enzima que ajuda a digerir os carboidratos, como batatas e massas em geral (pães, macarrão, pizzas, etc.). Outra mensagem é enviada ao estômago, para que aumente a quantidade de ácido clorídrico - principal elemento do suco gástrico. Enquanto isso, no intestino é estimulada a secreção de uma substância hormonal que ativa o pâncreas e o figado, colocando-os em alerta para o início do processo digestivo.
O orégano (Origanum vulgaris) é considerado um tônico para o aparelho digestivo, pois seu forte e inconfundível aroma, o sabor amarguinho e picante resultam do seu óleo essencial, composto por cervacol, cimeno, linalol e tanino que garantem as propriedades digestivas. A erva também é usada em infusão para tratar problemas como tosse, bronquite e cólicas intestinais.
Estas propriedades eram bem conhecidas pelo antigo povo romano, que difundiu o uso do orégano por todo o seu império. Tanto isso é verdade, que hoje ele é um dos temperos mais adicionados em pratos típicos da cozinha italiana, como molhos de tomate, berinjela à parmegiana, massas e, é claro, pizzas.
Na Grécia Antiga, esta erva também era valorizada. A palavra orégano (de Origanum) tem origem grega e significa “alegria da montanha”. Para os gregos, a erva tinha o poder mágico de trazer felicidade.
Orégano não é manjerona
Originária das regiões da Ásia e Europa mediterrânea, a planta apresenta muitas espécies, sendo todas muito aromáticas. Erva perene, cuja altura pode variar de 25 a 80 cm, pertence à família das Labiadas. O orégano é uma planta herbácea, com raízes na forma de caules subterrâneos (rizomas). Bastante ramificado, produz folhas pequenas, ovais e pecioladas, medindo de 1 a 5 cm. As flores são pequenas e apresentam cores como o púrpura, rosa, branco ou uma mistura delas, surgindo do início do verão até meados do outono. Há regiões no Brasil, entretanto, onde a planta vive vários anos sem nunca produzir flores.
O orégano se propaga pela divisão das touceiras, por estaquia ou por sementes. O plantio deve ser feito em solo leve e rico em matéria orgânica. A planta se desenvolve bem sob sol pleno e precisa de proteção contra ventos fortes e frios.
Como as folhas do orégano são muito parecidas com as da manjerona (Origanum majorana ou Majorana hortensis Moench.), as duas plantas são bastante confundidas. Ambas pertencem ao mesmo gênero (as duas são Origanum) e o orégano é inclusive conhecido como manjerona-silvestre ou selvagem. Mas as duas ervas diferem pelo tamanho, pela cor das flores (as da manjerona são violáceas ou branco-esverdeadas), pelo aroma e pelas folhas: a manjerona apresenta folhas mais ásperas, com uma textura mais firme e uma leve penugem.
Fresco ou seco, o orégano exala um perfume intenso e muito agradável, porém, depois de seco, deve ser usado de preferência antes de completar um ano, pois começa a perder suas propriedades aromáticas.
pesquisa:aurea oliveira
segunda-feira, 11 de abril de 2011
BAMBU
Nome científico: Bambusa vulgaris Schrad. ex J.C. Wendl.
Família: Poaceae.
O Brasil é o país com maior número de tipos de bambu da América Latina, com 134 espécies, o equivalente a 10% da diversidade mundial.
Força, flexibilidade e leveza são algumas das características da planta e a colocam como excelente opção da alimentação à fabricação de inúmeros produtos
Sinônimos botânicos:
Arundarbor fera (Miq.) Kuntze, Arundarbor monogyna (Blanco) Kuntze, Arundo fera Oken, Bambos arundinacea Retz., Bambusa bambos (L.) Voss, Bambusa blancoi Steud., Bambusa fera Miq., Bambusa humilis Rchb. ex Rupr., Bambusa madagascariensis Hort. ex A. & C. Riviere, Bambusa mitis Blanco, Bambusa monogyna Blanco, Bambusa sieberi Griseb., Bambusa surinamensis Rupr., Bambusa thouarsii Kunth, Leleba vulgaris (Schrad. ex J.C. Wendl.) Nakai, Nastus thouarsii Raspail, Nastus viviparus Raspail.
Outros nomes populares:
bambu; bambus (alemão); bambú (espanhol, italiano); bambou (francês); bamboo, common bamboo (inglês); bans, kapura, magar (hindú), chuk-kwang-chukan, k’u-chu, t’ien-chu-nuang, t’ien-chu-yuen (chinês), tacuará (casteliano), tvak-kshira, vansa (sánscrito).
Constituintes químicos:
Propriedades medicinais:
- folhas: afrodisíaco, antiartrose, anti-helmíntico, emenagogo, estimulante, peitoral, remineralizante, tônico;
- brotos: antidisentérico, depurativo, estomáquico;
- sucodos brotos: calmante (nas afecções nervosas);
- concreções entre os nós dos colmos: contra veneno (para qualquer substãncia tóxica), antiparalisia, antiflatulência, febrífugo, depurativo;
- água dos colmos: contra venenos (em geral), anti-hemorrágica, antiafecções nervosas, anti-hemorroidária, antidiarréica, digestiva;
Indicações: afecções nervosas, artrose, contra veneno (substância tóxica), diarréia, doenças da pele (rizoma), disenteria, febre, gases, hemorragias, hemorróidas, intoxicações, osteoporose, paralisia, perturbações do estômago; remineralizar unhas, cabelos e cartilagens.
Parte utilizada: folhas, brotos, água, nós.
USO RITUALÍSTICO:
É um poderoso defumador contra Kiumbas e seu banho é excelente contra perseguidores.
limpeza de ambientes,descarrego,afasta energia negativa.
pesquisa: aurea oliveira
Família: Poaceae.
O Brasil é o país com maior número de tipos de bambu da América Latina, com 134 espécies, o equivalente a 10% da diversidade mundial.
Força, flexibilidade e leveza são algumas das características da planta e a colocam como excelente opção da alimentação à fabricação de inúmeros produtos
Sinônimos botânicos:
Arundarbor fera (Miq.) Kuntze, Arundarbor monogyna (Blanco) Kuntze, Arundo fera Oken, Bambos arundinacea Retz., Bambusa bambos (L.) Voss, Bambusa blancoi Steud., Bambusa fera Miq., Bambusa humilis Rchb. ex Rupr., Bambusa madagascariensis Hort. ex A. & C. Riviere, Bambusa mitis Blanco, Bambusa monogyna Blanco, Bambusa sieberi Griseb., Bambusa surinamensis Rupr., Bambusa thouarsii Kunth, Leleba vulgaris (Schrad. ex J.C. Wendl.) Nakai, Nastus thouarsii Raspail, Nastus viviparus Raspail.
Outros nomes populares:
bambu; bambus (alemão); bambú (espanhol, italiano); bambou (francês); bamboo, common bamboo (inglês); bans, kapura, magar (hindú), chuk-kwang-chukan, k’u-chu, t’ien-chu-nuang, t’ien-chu-yuen (chinês), tacuará (casteliano), tvak-kshira, vansa (sánscrito).
Constituintes químicos:
Propriedades medicinais:
- folhas: afrodisíaco, antiartrose, anti-helmíntico, emenagogo, estimulante, peitoral, remineralizante, tônico;
- brotos: antidisentérico, depurativo, estomáquico;
- sucodos brotos: calmante (nas afecções nervosas);
- concreções entre os nós dos colmos: contra veneno (para qualquer substãncia tóxica), antiparalisia, antiflatulência, febrífugo, depurativo;
- água dos colmos: contra venenos (em geral), anti-hemorrágica, antiafecções nervosas, anti-hemorroidária, antidiarréica, digestiva;
Indicações: afecções nervosas, artrose, contra veneno (substância tóxica), diarréia, doenças da pele (rizoma), disenteria, febre, gases, hemorragias, hemorróidas, intoxicações, osteoporose, paralisia, perturbações do estômago; remineralizar unhas, cabelos e cartilagens.
Parte utilizada: folhas, brotos, água, nós.
USO RITUALÍSTICO:
É um poderoso defumador contra Kiumbas e seu banho é excelente contra perseguidores.
limpeza de ambientes,descarrego,afasta energia negativa.
pesquisa: aurea oliveira
ARNICA
Nome científico da Arnica:
Arnica montana L.
Família da Arnica montana:
Asteraceae.
Outros nomes populares da Arnica montana:
arnica-das-montanhas, arnica-verdadeira, panacéia-das-quedas, quina-dos-pobres, tabaco-de-montanha, tabaco-dos-saboianos; arnica-verdadeira; echte arnika (alemão), arnica (espanhol, francês, inglês e italiano), arnicae (latim).
É uma planta herbácea, de caule pouco ramificado, que pode medir entre 20 e 70 cm de altura. Suas raízes são escuras e fibrosas, com folhas ovais que podem chegar a 7 cm de comprimento. Suas flores são amarelas ou alaranjadas, com aspecto semelhante ao da margarida. As partes da planta utilizadas para fins medicinais são as folhas e flores. Entretanto deve ser usada com restrição, pois é uma planta que, além do seu poder medicinal, produz várias substâncias tóxicas. A utilização em jardins aromáticos é interessante pelo suave perfume exalado das suas folhas.
Constituintes químicos da Arnica montana:
ácido cinâmico, ácido fórmico, ácido fumárico, ácido isobutírico, ácido isovalérico, ácido tânico, alcalóide, arnicina, arnifolinas, astragadol, cadineno, carotenóides, ceras, chammisonólidos, colina, cumarinas, escopoletina, esteróis, faradiol, flavonóides (isoquercetina, luteolina, astragalina), fitosterina, glicosídeos, helenalinas, heterósido flavônico, humuleno, inulina, mirceno, óleo essencial (0,23 a 0,35%), óxido cariofilênico, resinas, taninos, timol, triterpenos (arnidol, pradiol e arnisterina), umbelliferona, xantofila.
Propriedades medicinais da Arnica montana:
analgésica, anticongestiva, antiinflamatória, antimicrobiana, anti-seborréica, anti-séptica, cardiotônica, estimulante, estimulante do crescimento capilar, hipotensora, tônica, vulnerária.
Indicações da Arnica montana:
apoplexia, asma, arteriosclerose, cabelos (queda, caspa, dermatite seborréica, oleosidade), catarro, contusões, coqueluche, distensão muscular, dores (musculares, articulares, reumáticas, de entorse, de contusões), entorse, espasmo, ferimento, febre, furunculose, golpes, gota, edema, hematoma, inflamação, inflamações na boca, inchaço, nevralgia, hemorragia, machucaduras, músculos doloridos, nevralgias, pressão alta, problemas ligados ao joelho, reumatismo, sistema circulatório (estimulante), traumatismo, úlcera do estômago.
Parte utilizada da Arnica montana:
flores, folhas, rizoma.
Contra-indicações/cuidados com a Arnica montana:
uso interno e externo na gestação, lactação e indivíduos sensíveis à planta. Nunca usar internamente se há distúrbios gastrintestinais, tais como úlcera duodenal, gastrite, refluxo esofágico, colite, diverticulite… A arnica montana não deve ser usada internamente, para qualquer finalidade, sem supervisão médica.
pesquisa: aurea oliveira
Arnica montana L.
Família da Arnica montana:
Asteraceae.
Outros nomes populares da Arnica montana:
arnica-das-montanhas, arnica-verdadeira, panacéia-das-quedas, quina-dos-pobres, tabaco-de-montanha, tabaco-dos-saboianos; arnica-verdadeira; echte arnika (alemão), arnica (espanhol, francês, inglês e italiano), arnicae (latim).
É uma planta herbácea, de caule pouco ramificado, que pode medir entre 20 e 70 cm de altura. Suas raízes são escuras e fibrosas, com folhas ovais que podem chegar a 7 cm de comprimento. Suas flores são amarelas ou alaranjadas, com aspecto semelhante ao da margarida. As partes da planta utilizadas para fins medicinais são as folhas e flores. Entretanto deve ser usada com restrição, pois é uma planta que, além do seu poder medicinal, produz várias substâncias tóxicas. A utilização em jardins aromáticos é interessante pelo suave perfume exalado das suas folhas.
Constituintes químicos da Arnica montana:
ácido cinâmico, ácido fórmico, ácido fumárico, ácido isobutírico, ácido isovalérico, ácido tânico, alcalóide, arnicina, arnifolinas, astragadol, cadineno, carotenóides, ceras, chammisonólidos, colina, cumarinas, escopoletina, esteróis, faradiol, flavonóides (isoquercetina, luteolina, astragalina), fitosterina, glicosídeos, helenalinas, heterósido flavônico, humuleno, inulina, mirceno, óleo essencial (0,23 a 0,35%), óxido cariofilênico, resinas, taninos, timol, triterpenos (arnidol, pradiol e arnisterina), umbelliferona, xantofila.
Propriedades medicinais da Arnica montana:
analgésica, anticongestiva, antiinflamatória, antimicrobiana, anti-seborréica, anti-séptica, cardiotônica, estimulante, estimulante do crescimento capilar, hipotensora, tônica, vulnerária.
Indicações da Arnica montana:
apoplexia, asma, arteriosclerose, cabelos (queda, caspa, dermatite seborréica, oleosidade), catarro, contusões, coqueluche, distensão muscular, dores (musculares, articulares, reumáticas, de entorse, de contusões), entorse, espasmo, ferimento, febre, furunculose, golpes, gota, edema, hematoma, inflamação, inflamações na boca, inchaço, nevralgia, hemorragia, machucaduras, músculos doloridos, nevralgias, pressão alta, problemas ligados ao joelho, reumatismo, sistema circulatório (estimulante), traumatismo, úlcera do estômago.
Parte utilizada da Arnica montana:
flores, folhas, rizoma.
Contra-indicações/cuidados com a Arnica montana:
uso interno e externo na gestação, lactação e indivíduos sensíveis à planta. Nunca usar internamente se há distúrbios gastrintestinais, tais como úlcera duodenal, gastrite, refluxo esofágico, colite, diverticulite… A arnica montana não deve ser usada internamente, para qualquer finalidade, sem supervisão médica.
pesquisa: aurea oliveira
HORTELÃ
Estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, identificou que a hortelã brasileira (Hyptis crenata), conhecida no Brasil como hortelã-brava e salva-de-marajó , possui propriedades analgésicas muito parecidas com a de medicamentos vendidos comercialmente.
Muito utilizada para tratar febre, gripe, dor de cabeça e dor de estômago, estimulante, carminativa, antiespasmódica e um tônico poderoso para organismos depauperados. Elimina cálculos biliares, icterícia, palpitações, tremedeiras, vômitos, cólicas uterinas, dismenorréia, prostatite e tosse, favorecendo a expectoração e eliminando das toxinas.
A planta ainda é ideal para insônia, flatulência, vermes e problemas digestivos, sejam gases, prisão de ventre, dores de barriga ou de estômago. Isso porque excita, estimulando estes órgãos com a contração do estômago e movimentos peristálticos do intestino. É muito usada para cólicas e timpanite, principalmente se forem de origem nervosa. Seu sumo, embebido em algodão, melhora as dores de dentes. Na amamentação, aumenta a produção do leite. Antiséptico bucal, elimina aftas, infecções da boca em geral (bochechos) e garganta (gargarejos). A hortelã é também analgésica, indicada nas cólicas intestinais, hepáticas e nefríticas. É ótima para problemas circulatórios, depurando o sangue. Além disso, ela acalma…
A erva teve seus poderes terapêuticos comprovados por cientistas, que equipararam seus efeitos aos de uma aspirina do tipo indometacina. A equipe fez uma pesquisa no Brasil de como é preparado o chá e qual é a quantidade ingerida para reproduzir de maneira fiel os efeitos do tratamento.
Segundo os pesquisadores, o método tradicional é ferver a folha seca da erva por 30 minutos e deixar esfriar antes de beber.
Testes iniciais realizados com ratos obtiveram sucesso e, segundo os pesquisadores, o próximo passo é planejar testes clínicos para aliviar a dor nas pessoas utilizando a hortelã brasileira como medicamento terapeutico durante estudos futuros.
Com grande capacidade de adaptar-se a climas diferentes, a hortelã é conhecida no mundo inteiro, não só pelo seu sabor, mas também pelo gostoso aroma e valor terapêutico.
Dica de cultivo: é fundamental cultivá-la em solo úmido e rico em matéria orgânica
RECEITAS PRÁTICAS DE HORTELÃ
Para vermes (Giardia e Ameba)
- 2 colheres (de sopa) de sumo de hortelã;
- 2 colheres (de sopa) de mel de abelhas.
Misturar os dois e tomar em jejum, durante 15 dias. Descansar dez dias e repetir por mais 15.
2-) cha para giardia e ameba
ferva uma xíc. de agua e colque por cima de tres raminhos macerados de hortelã. tome metade da xic. de manhã e outra metade a noite( para crinças acima de 2 anos até 8 anos). adultos dobrar a quantindade.
Tintura de hortelã
Deixar em maceração no álcool absoluto que é mais puro, durante 30 dias. Pode-se usar direto no local, sem diluir na água, por ser de uso externo. Fazer fricções no local. A tintura da hortelã é indicada para reumatismo, artrite, artrose ou qualquer dor muscular. Se precisar ingerir, colocar 21 gotas em meio copo d’água (para crianças, metade da dose), tomando de três a quatro vezes ao dia. Nos casos não indicados, usar chás, de preferência com folhas verdes e frescas. Caso não seja possível, usar folhas secas ou tinturas.
Receita de hortelã para coceira e picadas de insetos
Pilar (moer no pilão) bem as folhas e aplicar sobre a pele. Se forem misturadas com argila, o efeito pode ser mais rápido.
COMO FAZER O SUMO
Pilando bastante as folhas e depois coando num pano fino, tipo gaze, apertando bem para aproveitar ao máximo. Nunca se deve liquidificar.
COSMÉTICA
Em geral bom para o rejuvenescimento da pele e refrescante. O hortelã pimenta é adstringente e clareia o tom da pele; bom também para infusos para bochecho do hálito.
Sauna facial antinevrálgica:
em uma tigela, adicione 1/2 litro de água fervente a 25 gramas de hortelà pimenta. Exponha o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com um pano formando uma cabana para o rosto.
Banho estimulante:
Ferver em fogo brando por 3 minutos 50 gramas de folhas de hortelã em um litro de água. Misturar à água da banheira (tomar pela manhã).
Uso caseiro:
Plantar perto das rosas para afastar os pulgões. Espalhar folhas frescas ou secas nas despensas, para afastar os ratos.
Uso culinário:
Bom para kibes, molhos, saladas, carnes. A geléia de hortelã acompanha carne ou costeleta, carneiros assados. Ervilhas condimentadas com hortelã. Curtida com vinagre dá toque especial para saladas e assados. Pode ser acrescentada em ovos mexidos e omeletes.
Uso mágico:
Atribui-se às mentas poder afrodisíaco. Seu uso está associado aos feitiços de saúde, proteção, dinheiro e exorcismo.
Aromaterapia:
Fortalece a auto-confiança, dissolve pensamentos negativos, medo e egoísmo.
Efeitos colaterais:
Não deve ser consumida em grande quantidade por crianças e lactantes, pois pode causar dispnéia e asfixia.As mentas não devem ser consumidas em grandes quantidades por longos períodos de tempo, pois a pulegona contida na planta exerce ação paralisante sobre o bulbo raquidiano. Pode causar insônia se tomado antes de deitar.
pesquisa: aurea oliveira
Muito utilizada para tratar febre, gripe, dor de cabeça e dor de estômago, estimulante, carminativa, antiespasmódica e um tônico poderoso para organismos depauperados. Elimina cálculos biliares, icterícia, palpitações, tremedeiras, vômitos, cólicas uterinas, dismenorréia, prostatite e tosse, favorecendo a expectoração e eliminando das toxinas.
A planta ainda é ideal para insônia, flatulência, vermes e problemas digestivos, sejam gases, prisão de ventre, dores de barriga ou de estômago. Isso porque excita, estimulando estes órgãos com a contração do estômago e movimentos peristálticos do intestino. É muito usada para cólicas e timpanite, principalmente se forem de origem nervosa. Seu sumo, embebido em algodão, melhora as dores de dentes. Na amamentação, aumenta a produção do leite. Antiséptico bucal, elimina aftas, infecções da boca em geral (bochechos) e garganta (gargarejos). A hortelã é também analgésica, indicada nas cólicas intestinais, hepáticas e nefríticas. É ótima para problemas circulatórios, depurando o sangue. Além disso, ela acalma…
A erva teve seus poderes terapêuticos comprovados por cientistas, que equipararam seus efeitos aos de uma aspirina do tipo indometacina. A equipe fez uma pesquisa no Brasil de como é preparado o chá e qual é a quantidade ingerida para reproduzir de maneira fiel os efeitos do tratamento.
Segundo os pesquisadores, o método tradicional é ferver a folha seca da erva por 30 minutos e deixar esfriar antes de beber.
Testes iniciais realizados com ratos obtiveram sucesso e, segundo os pesquisadores, o próximo passo é planejar testes clínicos para aliviar a dor nas pessoas utilizando a hortelã brasileira como medicamento terapeutico durante estudos futuros.
Com grande capacidade de adaptar-se a climas diferentes, a hortelã é conhecida no mundo inteiro, não só pelo seu sabor, mas também pelo gostoso aroma e valor terapêutico.
Dica de cultivo: é fundamental cultivá-la em solo úmido e rico em matéria orgânica
RECEITAS PRÁTICAS DE HORTELÃ
Para vermes (Giardia e Ameba)
- 2 colheres (de sopa) de sumo de hortelã;
- 2 colheres (de sopa) de mel de abelhas.
Misturar os dois e tomar em jejum, durante 15 dias. Descansar dez dias e repetir por mais 15.
2-) cha para giardia e ameba
ferva uma xíc. de agua e colque por cima de tres raminhos macerados de hortelã. tome metade da xic. de manhã e outra metade a noite( para crinças acima de 2 anos até 8 anos). adultos dobrar a quantindade.
Tintura de hortelã
Deixar em maceração no álcool absoluto que é mais puro, durante 30 dias. Pode-se usar direto no local, sem diluir na água, por ser de uso externo. Fazer fricções no local. A tintura da hortelã é indicada para reumatismo, artrite, artrose ou qualquer dor muscular. Se precisar ingerir, colocar 21 gotas em meio copo d’água (para crianças, metade da dose), tomando de três a quatro vezes ao dia. Nos casos não indicados, usar chás, de preferência com folhas verdes e frescas. Caso não seja possível, usar folhas secas ou tinturas.
Receita de hortelã para coceira e picadas de insetos
Pilar (moer no pilão) bem as folhas e aplicar sobre a pele. Se forem misturadas com argila, o efeito pode ser mais rápido.
COMO FAZER O SUMO
Pilando bastante as folhas e depois coando num pano fino, tipo gaze, apertando bem para aproveitar ao máximo. Nunca se deve liquidificar.
COSMÉTICA
Em geral bom para o rejuvenescimento da pele e refrescante. O hortelã pimenta é adstringente e clareia o tom da pele; bom também para infusos para bochecho do hálito.
Sauna facial antinevrálgica:
em uma tigela, adicione 1/2 litro de água fervente a 25 gramas de hortelà pimenta. Exponha o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com um pano formando uma cabana para o rosto.
Banho estimulante:
Ferver em fogo brando por 3 minutos 50 gramas de folhas de hortelã em um litro de água. Misturar à água da banheira (tomar pela manhã).
Uso caseiro:
Plantar perto das rosas para afastar os pulgões. Espalhar folhas frescas ou secas nas despensas, para afastar os ratos.
Uso culinário:
Bom para kibes, molhos, saladas, carnes. A geléia de hortelã acompanha carne ou costeleta, carneiros assados. Ervilhas condimentadas com hortelã. Curtida com vinagre dá toque especial para saladas e assados. Pode ser acrescentada em ovos mexidos e omeletes.
Uso mágico:
Atribui-se às mentas poder afrodisíaco. Seu uso está associado aos feitiços de saúde, proteção, dinheiro e exorcismo.
Aromaterapia:
Fortalece a auto-confiança, dissolve pensamentos negativos, medo e egoísmo.
Efeitos colaterais:
Não deve ser consumida em grande quantidade por crianças e lactantes, pois pode causar dispnéia e asfixia.As mentas não devem ser consumidas em grandes quantidades por longos períodos de tempo, pois a pulegona contida na planta exerce ação paralisante sobre o bulbo raquidiano. Pode causar insônia se tomado antes de deitar.
pesquisa: aurea oliveira
AVENCA
A Avenca de nome científico Adiantum é um genero de aproximadamente 200 espécies de fetos da família Pteridaceae, embora alguns investigadores a coloquem no seu próprio grupo com o nome de Adiantaceae.
O nome científico, Adiantum, deriva do grego 'adiantos' que significa 'que não se molha', pois as gotas de chuva deslizam sobre as folhas da avenca, sem molhá-las.
Muito conhecida como Cebola-de-Venus ou Cabelo-de-Anjo, a Avenca é uma planta perene originária dos Estados Unidos, Brasil e México.
A maior diversidade de espécies encontra-se nos Andes - América do Sul. Também existe muita diversidade na Asia com cerca de 40 espécies na China.
No Brasil é uma planta nativa.
Modo de cultivo:
Para cultivá-la, é preciso ter bastante cuidado com ela, pois é muito frágil, e as suas folhas podem murchar com facilidade.
Para que ela cresça é essencial que haja calor, umidade e luminosidade indireta. A sua propagação é através das suas sementes, esporos, que são arrancados pelo vento e podem crescer em qualquer sítio.
As Avencas preferem geralmente locais ricos em humus, úmidos, e com escoamento de àgua, variando de terrenos planos a paredes de rocha. Muitas especies são conhecidas por crescerem em falésias de rocha próximo de cascatas e zonas com escoamento de àguas.
A avenca, apesar de crescer nas matas e ser cultivada em interiores, necessita de muita luz, mas o sol direto sobre ela não é recomendável.
A temperatura pode oscilar entre 10 e 30ºC, mas em dias quentes é conveniente regas mais frequentes ou aspergir água com o borrifador sobre ela, pois necessita de clima úmido.
As regas devem ser feitas no substrato, mantendo a umidade.
Na simbologia, a Avenca é conhecida por espantar as más energias da casa e purificar o ar.
A SUA CONSTITUIÇÃO
Algumas variedades da planta são usadas na medicina tradicional como calmante para a tosse e resolve problemas do couro cabeludo. As folhas da Avenca são, em grande quantidade, e as suas margens recortadas, onduladas ou redilhadas. Não crescem mais do que 50cm de altura e são bastante comuns em ambientes interiores.
USOS
Na Saúde:
usam-se as folhas para fins medicinais. Tem propriedades adstringentes, astiasmática, antibasteriana, anti-inflamatória, antioxidante, digestiva, hepática, expectorante. É aconselhável para infecções respiratórias, asma, febre e constipações, caspa e queda de cabelo, hepatite e para regular a menstruação.
Na Beleza:
em forma de infusão, a Avenca ajuda a manter a higiene do couro cabeludo.
Na Cozinha:
As folhas da Avenca podem ser usadas como tempero em sobremesas e pratos salgados.
Contra-Indicações:
desconhecidas
PARA CURAR GRIPE OU TOSSE
Junte um colher de folhas de Avenca em um litro de água e deixe ferver. Adoce com mel a gosto e tome 2 a 4 xícaras de chá por dia.
pesquisa: aurea oliveira
O nome científico, Adiantum, deriva do grego 'adiantos' que significa 'que não se molha', pois as gotas de chuva deslizam sobre as folhas da avenca, sem molhá-las.
Muito conhecida como Cebola-de-Venus ou Cabelo-de-Anjo, a Avenca é uma planta perene originária dos Estados Unidos, Brasil e México.
A maior diversidade de espécies encontra-se nos Andes - América do Sul. Também existe muita diversidade na Asia com cerca de 40 espécies na China.
No Brasil é uma planta nativa.
Modo de cultivo:
Para cultivá-la, é preciso ter bastante cuidado com ela, pois é muito frágil, e as suas folhas podem murchar com facilidade.
Para que ela cresça é essencial que haja calor, umidade e luminosidade indireta. A sua propagação é através das suas sementes, esporos, que são arrancados pelo vento e podem crescer em qualquer sítio.
As Avencas preferem geralmente locais ricos em humus, úmidos, e com escoamento de àgua, variando de terrenos planos a paredes de rocha. Muitas especies são conhecidas por crescerem em falésias de rocha próximo de cascatas e zonas com escoamento de àguas.
A avenca, apesar de crescer nas matas e ser cultivada em interiores, necessita de muita luz, mas o sol direto sobre ela não é recomendável.
A temperatura pode oscilar entre 10 e 30ºC, mas em dias quentes é conveniente regas mais frequentes ou aspergir água com o borrifador sobre ela, pois necessita de clima úmido.
As regas devem ser feitas no substrato, mantendo a umidade.
Na simbologia, a Avenca é conhecida por espantar as más energias da casa e purificar o ar.
A SUA CONSTITUIÇÃO
Algumas variedades da planta são usadas na medicina tradicional como calmante para a tosse e resolve problemas do couro cabeludo. As folhas da Avenca são, em grande quantidade, e as suas margens recortadas, onduladas ou redilhadas. Não crescem mais do que 50cm de altura e são bastante comuns em ambientes interiores.
USOS
Na Saúde:
usam-se as folhas para fins medicinais. Tem propriedades adstringentes, astiasmática, antibasteriana, anti-inflamatória, antioxidante, digestiva, hepática, expectorante. É aconselhável para infecções respiratórias, asma, febre e constipações, caspa e queda de cabelo, hepatite e para regular a menstruação.
Na Beleza:
em forma de infusão, a Avenca ajuda a manter a higiene do couro cabeludo.
Na Cozinha:
As folhas da Avenca podem ser usadas como tempero em sobremesas e pratos salgados.
Contra-Indicações:
desconhecidas
PARA CURAR GRIPE OU TOSSE
Junte um colher de folhas de Avenca em um litro de água e deixe ferver. Adoce com mel a gosto e tome 2 a 4 xícaras de chá por dia.
pesquisa: aurea oliveira
quarta-feira, 6 de abril de 2011
ÉTIPÓNLÁ - ERVA TOSTÃO
Nome Yorubá- Étipónlá
Nome cientifica- Boerhaavia difussa L.
Nome popular- Erva Tostão, bredo de porco, pega pinto, tangaraca
Orunmilá é quem traz boa sorte e dinheiro!
A folha de erva-tostão é abençoada por Orunmilá!
Considerações:
Encontrada em todo território nacional atribuída a Sango e Oya goza de grande prestígio nos terreiros como planta "contra feitiços".
- ao atribuí-la ao banho deve se ter cautela pois em demasia pode provocar reações alérgicas no corpo,irritação,coceira,etc
Reverenciada nos rituais de folha com korin (Ifá owó ifá omo, Ewé Étipónlá 'Bà Ifá orò'
cujo significado diz:" Ifá é dinheiro, Ifá são filhos, a folha de Étipónlá é abençoada por Ifá "
As folhas de étipónlá, assim como o pèrègún (Dracaena fragans) são um ótimo remédio contra a aproximação de egun.
É facilmente encontrada, crescendo espontaneamente em calçadas e vias públicas.
Uso medicinal:
combate afecções renais e das raízes desta Planta se faz um vinho que é diurético e regularizador das funções hepáticas.
pesquisa: aurea oliveira
Nome cientifica- Boerhaavia difussa L.
Nome popular- Erva Tostão, bredo de porco, pega pinto, tangaraca
Orunmilá é quem traz boa sorte e dinheiro!
A folha de erva-tostão é abençoada por Orunmilá!
Considerações:
Encontrada em todo território nacional atribuída a Sango e Oya goza de grande prestígio nos terreiros como planta "contra feitiços".
- ao atribuí-la ao banho deve se ter cautela pois em demasia pode provocar reações alérgicas no corpo,irritação,coceira,etc
Reverenciada nos rituais de folha com korin (Ifá owó ifá omo, Ewé Étipónlá 'Bà Ifá orò'
cujo significado diz:" Ifá é dinheiro, Ifá são filhos, a folha de Étipónlá é abençoada por Ifá "
As folhas de étipónlá, assim como o pèrègún (Dracaena fragans) são um ótimo remédio contra a aproximação de egun.
É facilmente encontrada, crescendo espontaneamente em calçadas e vias públicas.
Uso medicinal:
combate afecções renais e das raízes desta Planta se faz um vinho que é diurético e regularizador das funções hepáticas.
pesquisa: aurea oliveira
AJOBÍ FUNFUN - AROEIRA BRANCA
Nome Yorubá-Ajobi Funfun, Ajobi jinjin
Nome Científico- Lithaea molleoides
Nome Popular-Aroeira branca, aroeira de fruto do mangue, aroeirinha.
Considerações:
Encontradas nos estados do nordeste ao sul principalmente, usada em sacudimentos, sendo considerada uma folha gún( quente), utilizadas em banho de descarrego porém seu uso é muito restrito pois não se deve levar esta folha a cabeça para banho.
Em algumas casas é proibido seu uso pois dizem as crenças, que está folha desprende emanações perigosas a quem dela se aproxima necessitando uma cautela significativa para colhê-la, reações, como perturbações na pele e nos olhos,
Uso na medicina:
Excitante e diurética , o cozimento da casca serve para combater diarréias infecções das vias urinarias.....
pesquisa: aurea oliveira
Nome Científico- Lithaea molleoides
Nome Popular-Aroeira branca, aroeira de fruto do mangue, aroeirinha.
Considerações:
Encontradas nos estados do nordeste ao sul principalmente, usada em sacudimentos, sendo considerada uma folha gún( quente), utilizadas em banho de descarrego porém seu uso é muito restrito pois não se deve levar esta folha a cabeça para banho.
Em algumas casas é proibido seu uso pois dizem as crenças, que está folha desprende emanações perigosas a quem dela se aproxima necessitando uma cautela significativa para colhê-la, reações, como perturbações na pele e nos olhos,
Uso na medicina:
Excitante e diurética , o cozimento da casca serve para combater diarréias infecções das vias urinarias.....
pesquisa: aurea oliveira
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