Zan
Existem muitas variedades de palmeiras de ráfia no Benin, e de uma forma geral, todas elas servem para a confecção de objetos de culto e de utensílios domésticos, e também na alimentação.
Da maioria delas se aproveita as folhas para um trançado de cestos, cordas, esteiras, telhados de palha, etc.
Elas são em geral denominadas de Zan pelos fons.
Também se utiliza a Raphia para a alimentação com a fabricação do “sodabi” (bebida alcólica tipo vinho; um vinho de palma); para os ritos de zangbeto, de espíritos de caçadores e guaridões da noite; os ritos de vodun, e de iniciação ao vodun, no Benin e na diáspora, enfim que envolvem a confecção de vestimentas e adornos elaborados com as folhas desta palmeira que também é conhecida pelos mahis, nagôs e iorubás sob a denominação de Iko ou Igi Ogoro, em gun seu nome é Apelle Kode ou Oba.
Durante período longo da iniciação os hun'sis (vodunsis; iniciados), além de aprenderem outros trabalhos e estudos religiosos aprendem a trabalhar artezanalmente a palha e a tecê-la, produzindo trabalhos para uso interno do hunkpame (vodunkpame; convento) e para serem vendidos fora dele de modo a angariar fundos que serão anexados nas despesas do mesmo.
O convento é o local de preparo do indivíduo para a sociedade, e reintegração à sua família, tendo em vista a obdiência a ancestralidade como principal fator de coesão social.
Existem também a palmeira Hóxódé (Hohode) que é consagrado a Hoho entre os fons, os voduns gêmeos que representam a benção da duplicidade e prosperidade, muito conhecidos entre os nagôs e iorubás como Ibeji.
pesquisa: aurea oliveira
As folhas,as ervas,as plantas,tem o poder de curar ou matar, fica a critério de cada um , apoiado na Lei do “Livre Arbítrio” e a consciência apoiado na Lei do “Retorno”, fato daqueles que utilizam as faculdades botânicas e mágicas para fazer o mal,sem duvida alguma terão que defrontar com as conseqüências de seus atos. As ervas, devem ser usadas de três formas diferentes: -efeito medicinal - efeito litúrgico - efeito ritualístico.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
ÁRVORE SAGRADA - FLAMBOYANT
Flamboyant
O Flamboyant (Flor-do-Paraíso; Pau-Rosa; Acácia-Rubra) é muito encontrado por todo o Brasil, é uma árvore originária de Madagascar.
Sua flores são belíssimas e costumam ornamentar ruas e praças. Este atin é muito consagrado a Oya e também ao Sàngó (Heviosso).
É indissociável a figura do Sàngó da cultura nagô com o vodun Hevisso, observado que o culto de Ayrá origina-se de Savé Okpara, segundo Verger em sua obra “Orixás”, para os mahis apenas o nome e a forma de reverenciar é que muda um pouco, são ambos voduns do céu, do trovão e da justiça.
Ao passo que Weleketi (Wleketi) dos ewes é consorte de Heviosso, é a Oya dos nagôs quem cumpre este papel na concepção Jeje Mahi, sendo Avlekete (Vlekete; Avelekete) um vodun da família de Heviosso que também é cultuado nas praias, daí a razão de “Afrekete”, como é conhecida em Cuba, ser título de Iyémojà (Iyemanja).
pesquisa: aurea oliveira
O Flamboyant (Flor-do-Paraíso; Pau-Rosa; Acácia-Rubra) é muito encontrado por todo o Brasil, é uma árvore originária de Madagascar.
Sua flores são belíssimas e costumam ornamentar ruas e praças. Este atin é muito consagrado a Oya e também ao Sàngó (Heviosso).
É indissociável a figura do Sàngó da cultura nagô com o vodun Hevisso, observado que o culto de Ayrá origina-se de Savé Okpara, segundo Verger em sua obra “Orixás”, para os mahis apenas o nome e a forma de reverenciar é que muda um pouco, são ambos voduns do céu, do trovão e da justiça.
Ao passo que Weleketi (Wleketi) dos ewes é consorte de Heviosso, é a Oya dos nagôs quem cumpre este papel na concepção Jeje Mahi, sendo Avlekete (Vlekete; Avelekete) um vodun da família de Heviosso que também é cultuado nas praias, daí a razão de “Afrekete”, como é conhecida em Cuba, ser título de Iyémojà (Iyemanja).
pesquisa: aurea oliveira
ÁRVORE SAGRADA - MANGUEIRA
Dangbe, Dangbe-Ahoho, Maga'tin, Amaga'tin
A conhecida árvore Mangueira, especialmente a da espécie dangbe, é consagrada ao vodun Dangbe e considerado o seu Ahoho, em alusão ao jassu, existem árvores de Dangbe antiquíssimas em Ouidah, onde são realizados preceitos em louvor a esta divindade.
Da mesma forma reverencia-se este ancestral mahi no Brasil.
Na cidade baiana de Cachoeira é realizada no mês de janeiro de cada ano uma festividade em honra deste vodun, que é conhecida como “Boitá de Gbesen”.
Este atin é de extrema importância dentro dos preceitos mahis, tanto no Benin, quanto na diáspora, costuma-se evocar, colocar oferendas a Dangbe em volta de sua árvore, suas festividades também são realizadas ali sob a Mangueira.
No Benin uma das árvores sagradas do vodún Dangbé é o Hun ou Hun'tin, termo fongbè, conhecida no Brasil por Folha de Serra, Falsa Espinheira Santa, Cincho, etc.
pesquisa: aurea oliveira
A conhecida árvore Mangueira, especialmente a da espécie dangbe, é consagrada ao vodun Dangbe e considerado o seu Ahoho, em alusão ao jassu, existem árvores de Dangbe antiquíssimas em Ouidah, onde são realizados preceitos em louvor a esta divindade.
Da mesma forma reverencia-se este ancestral mahi no Brasil.
Na cidade baiana de Cachoeira é realizada no mês de janeiro de cada ano uma festividade em honra deste vodun, que é conhecida como “Boitá de Gbesen”.
Este atin é de extrema importância dentro dos preceitos mahis, tanto no Benin, quanto na diáspora, costuma-se evocar, colocar oferendas a Dangbe em volta de sua árvore, suas festividades também são realizadas ali sob a Mangueira.
No Benin uma das árvores sagradas do vodún Dangbé é o Hun ou Hun'tin, termo fongbè, conhecida no Brasil por Folha de Serra, Falsa Espinheira Santa, Cincho, etc.
pesquisa: aurea oliveira
ÁRVORE SAGRADA - KARITÉ
Karité; Limu'tin, Wugo ou Kotoble; Akumolapa
Esta árvore é a sapotácea da qual se prepara a “manteiga de karité” que serve como alimento e no preparo da alimentação, tanto no Benin, quanto na Nigéria onde é conhecida por Akumolapa.
O karité serve de tempero ritual claro e brando para certos voduns, é nutritivo e medicamentoso, entrando no preparo de ungëntos de uso tópico misturado com outras substâncias, servindo de veículo, também é utilizado para o alívio de queimaduras leves na pele.
Seu uso cosmético é muito apreciado no ocidente.
Os mahis no Brasil denominam-a limu'tin, e à sua manteiga de karité: “Limu-da-costa”.
pesquisa: aurea oliveira
Esta árvore é a sapotácea da qual se prepara a “manteiga de karité” que serve como alimento e no preparo da alimentação, tanto no Benin, quanto na Nigéria onde é conhecida por Akumolapa.
O karité serve de tempero ritual claro e brando para certos voduns, é nutritivo e medicamentoso, entrando no preparo de ungëntos de uso tópico misturado com outras substâncias, servindo de veículo, também é utilizado para o alívio de queimaduras leves na pele.
Seu uso cosmético é muito apreciado no ocidente.
Os mahis no Brasil denominam-a limu'tin, e à sua manteiga de karité: “Limu-da-costa”.
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