quarta-feira, 6 de abril de 2011

MANJERICÃO (Ocimum basilicum)

Nome Científico: Ocimum basilicum
Nome Popular: Manjericão, alfavaca, alfavaca-de-jardim, alfavaca-doce, basilicão, basílico, manjericão-de-molho, manjericão-doce, manjericão-grande, erva-real, alfavaca-cheirosa, alfavaca-d’américa, manjericão-branco, manjericão-de-folha-larga
Família: Lamiaceae
Divisão: Angiospermae
Gênero: masculino
Associações astrológicas: Marte / Sol / Vênus
Elemento: Fogo
Origem: Índia
Ciclo de Vida: Perene

- é uma boa fonte de vitamina E, B3, B6 e zinco
Devido à presença do magnésio, o manjericão melhora a saúde do sistema cardiovascular, pois estimula os músculos e vasos sanguíneos a relaxar, melhorando o fluxo sanguíneo e reduzindo o risco de arritmias cardíacas.

— Ele possui flavonóides, que protegem as estruturas celulares e os cromossomas contra a radiação e contra os efeitos dos radicais livres. O alimento também é antiinflamatório, estimulante digestivo, calmante e previne problemas digestivos e infecções no intestino.

Também chamado de alfavaca, o manjericão é conhecido como símbolo do amor e da coragem e tem associação de longa data com a bruxaria e a magia.

O manjericão é um arbusto pequeno, muito ramificado e perfumado.

Pode ser usado para acalmar o temperamento entre os amantes e em divinações com fins amorosos (por exemplo, coloque duas folhas frescas de manjericão em carvão ardente. Se elas permanecerem onde foram colocadas, queimarem rapidamente e virarem cinzas, o casamento será harmonioso. Se houver estalidos, a vida do casal será cheia de discussões e, casos as folhas voem para longe com estalidos fortes, o relacionamento não é aconselhável).

Para saber se uma pessoa é promíscua, coloque uma folha de manjericão fresca em sua mão. Se ela murchar, já sabe... (rs)

Traz riqueza para aqueles que o carregam em seus bolsos e é utilizado em estabelecimentos comerciais (na soleira da porta ou perto do caixa) para trazer fregueses.

Também é utilizado para que a pessoa se assegure de que o companheiro permaneça verdadeiro no relacionamento. Para isso, espalhe o pó de manjericão sobre o corpo da pessoa enquanto ela dorme, especialmente sobre o coração, e a fidelidade abençoará seu relacionamento (fica aqui minha pergunta: isso não seria magia manipulativa?).

Se for espalhado pelo chão, nenhum mal fica onde ele está. Pode ser utilizado para exorcismos e banhos de purificação.

Afasta bodes e cabras, mas atrai escorpiões. Usado para invocar salamandras. Previne embriaguez.

Diz-se que as bruxas bebiam meia xícara de suco de manjericão antes de voarem.

Para quem gosta de dietas: diz-se que se colocarmos secretamente um pedaço de manjericão debaixo de uma pessoa, ela não conseguirá comer nada.

O manjericão dado como presente traz boa sorte para uma casa nova.

Age como pacificador e integrador na família, daí ser chamado de erva da harmonia.

Ele transmuta a energia agressiva, transformando-a em vontade e força para brigar por coisas mais importantes como metas e ideais. Ajuda a brigar pela vida e pelas coisas que nós queremos.

É ótima para os desorganizados e indisciplinados. Ajuda-nos também a ver o brilho e o perfume da vida.

Na alimentação, atua como energizante. Por ser muito delicado, deve ser usado na cozinha delicadamente. Coloque-o sempre por último nos alimentos cozidos para que ele não perca os princípios ativos.O manjericão, por ser um poderoso energizante, deve entrar em toda a alimentação de uma casa. Experimente trocar o alho, que deflagra agressividade, pelo manjericão que traz suavidade.

Também é ótimo para dar banho em crianças agressivas e que dormem mal.

O escalda-pés de manjericão é ótimo para quem está agressivo, com raiva e pronto para explodir. Tira a raiva na hora.

Já o chá de manjericão ajuda pessoas muito contidas a liberarem o amor.

Bom para casos de confusão mental. Pode ser usado ainda como tintura ou vinagre, queimado no aromatizador ou aspergido. Galhos nos vasos funcionam bem.

Utilize em banhos de limpeza, saúde e cura, fertilidade.

Serve para cessar violência, abençoar, acalmar, divinação, casamento, agradecimento, compreensão, entendimento, sabedoria e cura do meio ambiente.

Protege contra todas as formas do mal e atrai boa sorte.

Cultivar manjericão, eu um vaso ou em uma horta, traz paz e felicidade para a casa.

Esmague uma folha e inale o cheiro: ajuda a clarear a mente e o caminho correto irá se revelar.

Usar como um sabonete ritual de autodedicação. Também é altamente associado a iniciações.

Pode-se também utilizar o manjericão no cálice ritual, bebendo o chá magicamente preparado a fim de meditar com dragões e salamandras e para estabelecer uma comunhão com esses seres ancestrais.

Para proteção, coma o manjericão nos pratos que preparar com a devida visualização.

USO MEDICINAL

Indicações: Infecções da pele e vias respiratórias, rachaduras nos mamilos, bronquite, cólicas, febres, flatulência, insônia, problemas digestivos, reumatismo.
Propriedades: Analgésica, antitérmica, antiséptica, digestiva, emenagoga, expectorante, sedativa.
Partes usadas: Folhas.

O Manjericão favorece aos que têm digestão difícil, gazes, asia, dores de cabeça em conseqüência de alimentação pesada ou inadequada. Facilita o funcionamento dos intestinos, é diurético. Ë bom para tosses, vômitos, mau hálito. Ajuda, junto com a Malva e a sálvia nas infecções de boca.

Também é ótimo para cistite.

O manjericão age como pacificador e integrador na família..

Ele transmuta a nossa energia agressiva, transformando-a em vontade e força para brigar por coisas mais importantes como metas e ideais. Ajuda a brigar pela vida e pelas coisas que nós queremos.

É ótima para os desorganizados e indisciplinados.

Ajuda-nos a ver o brilho e o perfume da vida.

- Podemos abusar do manjericão como os italianos, usando-o em pizzas, pães, saladas e molhos.

- Para os convalescentes, um suco de manjericão é o máximo: bata o manjericão no liqüidificador com pouca água, coe o suco em coador fino e sirva com mel.

- por ser muito delicado ele deve ser usado na cozinha com muito carinho. Coloque-o sempre por último nos alimentos cozidos para que ele não perca os princípios ativos.

- é uma boa fonte de vitamina E, B3, B6 e zinco, cálcio, vitamina A e B2

Devido à presença do magnésio, o manjericão melhora a saúde do sistema cardiovascular, pois estimula os músculos e vasos sanguíneos a relaxar, melhorando o fluxo sanguíneo e reduzindo o risco de arritmias cardíacas.

— Ele possui flavonóides, que protegem as estruturas celulares e os cromossomas contra a radiação e contra os efeitos dos radicais livres. O alimento também é antiinflamatório, estimulante digestivo, calmante e previne problemas digestivos e infecções no intestino,contra gases.

- O escalda pés de Manjericão é ótimo para quem está agressivo, com raiva e pronto para explodir. Tira a raiva na hora.

- O chá de manjericão ajuda pessoas muito contidas a liberarem o amor.

- Pode também ser colocado em vasos para evitar a entrada de energias negativas.

- As compressas de manjericão ( uma pasta pilada com as folhas ) ajuda as mães que ficam com os seios doloridas ou com rachaduras depois da amamentação.

- os gargarejos com manjericão são ótimos para dor de garganta, aftas ou mau hálito.

USO LITURGICO

Tem como principal característica litúrgica o poder de elevação espiritual por isso é muito utilizado em banhos de amací

- equilíbrio, renova as células do organismo
- oxalá,oxossi,oxum
-manjericão roxo pertence a xangô
-banhos,sacudimentos, limpezas
-afasta espíritos perturbados do ambiente

Deve-se cultivá-lo sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Pode ser plantado em vasos, ou diretamente em canteiros adubados. Suas pequenas flores atraem abelhas e o lugar ideal para o plantio do manjericão é próximo a cozinha, onde ficará disponível ao cozinheiro. Não tolera frio, geadas ou calor excessivo. Aprecia o clima subtropical, tropical e mediterrâneo. Não suporta muitas colheitas subseqüentes, exigindo o replantio. Multiplica-se facilmente por estacas de ponteiro, postas a enraizar na primavera ou por sementes.

pesquisa: aurea oliveira

BABOSA - ALOE VERA

Uma das plantas curativas mais perfeitas que encontramos na natureza (é uma farmácia completa).

Dos 22 aminoácidos que o nosso organismo precisa, ela responde por 18. Mais que remédio, é um integrador alimentar.

Ela fortalece o nosso sistema imunológico enfraquecido. Noutras palavras, reforça as defesas naturais do nosso organismo que ao longo dos anos, podem ir cedendo por fatores físicos (alimentação errada, cigarro, bebida, etc.) ou psíquicos (frustrações, fracassos, etc.). E cedendo as resistências, abre-se o caminho à instalação de doenças. Então, a Babosa começa fazendo uma varredura no organismo, limpando o sangue. E, com o sangue limpo, tudo começa a funcionar bem: é como um carro, quando você lhe coloca um combustível de boa qualidade.

Toda a planta apresenta maior ou menor grau de toxicidade. No caso específico da babosa, o FDA (órgão governamental que controla os remédios e alimentos nos Estados Unidos, antes de liberá-los para o consumo público), declarou-a uma planta absolutamente segura.

A Babosa tem auxiliado no tratamento de vários tipos de câncer: cérebro, pulmão, rins, pele, leucemia. É antitetânica. Também é de grande ajuda nos tratamentos de: alergias altas, asma, anemia, cólicas, câimbras, artrose, queimaduras, insolação, doença de pele, gangrena , diabetes, hemorróidas, furúnculos, feridas venéreas, infecção da bexiga e rins, reumatismo, insônia, icterícia, lepra, dor de ouvidos, de cabeça, de fígado, de estômago, picadas de insetos, próstata, úlceras gástricas, varizes, verrugas e vermes.

Aids – não cura, mas freia, trava o processo do vírus de tal forma que a pessoa, depois de 3 ou 4 doses, recupera seu organismo, sobretudo o fígado, que é o primeiro órgão a desmoronar.

Ação
Fungicida, bactericida, laxante, diurética.

Aloe Vera, a popular Babosa, é uma planta da família das Liliáceas que possui inúmeras propriedades regeneradoras, curativas, umectantes, lubrificantes, e nutritivas. A Babosa (Aloe Vera), chamada de "a planta da saúde e da beleza" tem seu uso documentado desde a época do antigo Egito, com passagens na Bíblia e antigos documentos fenícios.

Inúmeras e renomadas instituições cientificas e docentes, como o Instituto de Ciências e Medicina Linus Pauling, de Palo Alto, Califórnia; Instituto Weisman de Israel; Universidade de Oklahoma; e outro tem efetuado estudos formais sobre a Aloe Vera. Apoiados por provas de laboratório e experiências químicas mencionam as seguintes propriedades:

- Inibidora da dor:
seus princípios ativos têm uma notável capacidade de penetração até os planos mais profundos da pele, inibindo e bloqueando as fibras nervosas periféricas - receptores da dor - interrompendo de modo reversível a condução dos impulsos. Além disso, reduz a dor por possuir uma poderosa força antiinflamatória.

-Antiinflamatório:
Aloe Vera tem uma ação similar à dos esferóides, como a cortisona, mas sem seus efeitos nocivos colaterais. Por isso é útil em problemas como bursites, artrites, golpes, mordidas de insetos e etc.

-Coagulante:
por conter cálcio, potássio e celulose, Aloe Vera provoca nas Lesões a formação de uma rede de fibras que seguem as plaquetas do sangue, ajudando na coagulação e cicatrização. O cálcio é parte do sistema nervoso, o potássio da atividade modular e a celulose da coagulação.

- Queratolática:
faz com que a pele danificada de lugar a um tecido de células novas.

- Antibiótica:
Sua capacidade bacteriostática, bactericida e fungitastica (antiviral), eliminam bactérias - inclusive Salmonela e Estafilococos - que causam infecções inibindo sua ação daninha.

- Regeneradora:
A Aloe Vera possui um hormônio que acelera a formação e o crescimento de células novas. Graças ao cálcio que contem, elemento vital na osmose celular - intercambio de líquidos, ajuda as células manter seu frágil equilíbrio interno e externo.

- Energética e Nutritiva:
uma das características de maior importância da Aloe Vera é que contem 19 aminoácidos assenciais, necessárias para a formação e estruturação das proteínas, que são a base das células e tecidos e também minerais, como fósforo, cobre, ferro, manganês, magnésio, potássio e sódio, todos elementos indispensáveis para o metabolismo e atividade celular

- Contém Vitaminas:
vitamina A, excelente para a visão cabelo e pele; vitamina B1, B5, B6, B12, para o sistema nervoso central e periférico e vitamina C, responsável pelo fortalecimento do sistema imunológico e pela tonicidade dos capilares do sistema cardiovascular e circulatório.

- Digestiva:
a Aloe Vera contem grandes quantidades de enzimas necessárias para o processamento e aproveitamento dos carboidratos, gorduras e proteínas no organismo.

- Desintoxicante:
contem acido uronico, elemento que facilita a eliminação de toxinas a nível celular, e a nível geral estimula a função hepática e renal, primordiais na desintoxicação do nosso organismo.

- Rehidratante e Cicatrizante:
penetra profundamente nas três camadas da pele - derme, epiderme e hipoderme - graças à presença de ligninas e polissacarídeos restitui os líquidos perdidos, tanto naturalmente como por deficiências de equilíbrio ou danos externos, preparando os tecidos de dentro para fora nas queimaduras - sol e fogo - fissuras, cortes, ralados, esfolados, perda de tecidos, etc.Os muitos benefícios dos princípios ativos da Aloe Vera, tanto são para uso tópico - externo na pele, como para uso em tecidos, membrana e mucosa - interno.
O gel da babosa tem sido usado para o tratamento tópico de feridas, queimaduras leves e irritações da pele. Consumidores americanos estão mais familiarizados com o uso da babosa em produtos de beleza.

Benefícios:
-No tratamento de queimaduras (fogo ou raios solares);
-No combate a acne, coceiras, eczemas, ferimentos difíceis de cicatrizar e picadas de insetos;
-É excelente desodorante, removedor de impurezas da pele, fortalecedor do couro cabeludo.
- Ajuda a combater a caspa, previne contra as rugas hidratando peles ressecadas e flácidas;

Você Sabia?
O nome Aloe vera seria originário do hebraico halal ou do arábico
-alloeh (= substância amarga, brilhante) e do latim vera (= verdadeira).

Ao que tudo indica, ela é considerada uma planta poderosa há muito tempo. Antigos muçulmanos e judeus acreditavam que a babosa representava uma proteção para todos os males e, por isso, usavam as folhas até penduradas na porta de entrada da casa.

Preparação

1- Na coleta das folhas, prefira as mais velhas; colha-as antes do nascer do Sol e depois do Sol posto. Nunca em pleno Sol, por causa das radiações ultra-violetas e, geralmente, uma semana depois da chuva (Na Universidade de Israel – onde chove pouco – as pesquisas concluíram que as folhas, quanto menos água contém, mais eficazes são). Não colher a Babosa em flor (toda a energia da planta estará direcionada para a flor).

2-Escolha duas, três ou mais folhas de babosa, de maneira que postas em fila somem um metro (300 a 400 gramas); meio quilo de mel puro e 40 a 50ml de bebida destilada: cachaça de alambique, gaspa, conhaque, uísque, tequila, etc. Limpe as folhas do pó com um pano ou esponja; corte os espinhos das folhas; e, depois picá-las (sem remover a casca); colocar os pedaços no liquidificador juntamente com os outros ingredientes e bater, não sendo necessário coar;

3- A mistura obtida deve ser guardada longe da luz e, de preferência na geladeira (envolver o frasco em embrulho escuro, folha de alumínio ou vidro de cor âmbar). Fora da geladeira não azeda.

Posologia

Adultos
...Tomar 3 colheres de sopa no dia: manhã, meio dia e noite, uns quinze minutos antes da refeição, quando as pepsinas do organismo estão prontas para entrarem em ação, e assim, levarem os alimentos até os confins do corpo. O álcool ajuda a dilatar os vasos sanguíneos e favorece esta viagem de limpeza. Agitar o frasco antes de tomar. Iniciado o tratamento tomar todo o frasco.

Crianças
...se está doente, a dose é a mesma do adulto. Mas, se for tomá-la como reforço ao seu sistema imunológico, deve-se começar com uma colher de chá e ir aumentando até a dose maior.

Duração do Tratamento

Iniciado o tratamento, ingerir o conteúdo todo do frasco. Se o problema for câncer, terminada a primeira dose, submeter-se a exames médicos. O resultado das análises dirá a atitude cabível. Se não houver cura nem melhoras, é preciso repetir a operação, observando-se curto intervalo de tempo (três, cinco ou sete dias). Tal procedimento (de repetir a dose) deve-se tê-lo tantas vezes quantas forem necessárias para eliminar o mal. Somente após os primeiros três a quatro frascos sem êxito desejado deve-se recorrer a uma dose dupla, ou seja, duas colheres de sopa antes das refeições. Há casos de pessoas que, mesmo em fase terminal, com um frasco e uma colher antes de comer, conseguiram livrar-se do mal.

Reações

As reações podem surgir devido ao organismo estar eliminando as toxinas: desarranjo intestinal, coceiras, pequenas manchas na pele (podem aparecer até bolhas), fezes mais fétidas, urina mais escura, erupções nas pontas dos dedos, etc. os portadores de câncer não devem suspender o tratamento porque isso é um bom sinal; um bom sintoma que significa que o preparado está produzindo os seus efeitos.

Contra-Indicação

Desaconselha-se este preparo para gestantes e mães que amamentam. A casca da planta possui uma substância chamada Glicosídeo Barbalóide, que age sobre as células do intestino grosso, podendo provocar parto prematuro por causa do possível aumento das contrações internas.

pesquisa: aurea oliveira
fonte:“O Câncer tem cura”
do Frei Romano Zago, Editora Vozes.

PRINCIPIOS ATIVOS DAS PLANTAS MEDICINAIS

Os princípios ativos naturais são agrupados de acordo com a sua estrutura química e função medicinal. Dentro de cada um desses grupos, podemos encontrar um número praticamente infinito de substâncias e derivados.

Os grupos mais importantes são:

Alcalóides:
São compostos orgânicos nitrogenados, geralmente de estrutura química complexa. Por terem uma atividade biológica muito grande, devem ser usados com muito cuidado e com dosagens feitas em laboratório. Aparecem principalmente nas famílias botânicas Buxacaceae (buxá ceas), Amarilidaceae (amarilidá ceas), Euphorbiaceae(euforbiá ceas), Liliaceae (liliá ceas), Papaveraceae (papaverá ceas), Solanaceae
(solaná ceas), entre outras.
Eles têm ações diversas, tais como colagoga, antiespasmódica
e antitumoral.

Antraquinonas:
São compostos derivados de metil-antraquinona e exercem uma ação irritante sobre as mucosas do intestino grosso, aumentando o peristaltismo intestinal.

Bálsamos e Resinas:
São compostos de natureza complexa originados da mistura de ésteres de ácido cinâmico, benzóico e terpenos diversos. Essas substâncias são exsudadas pelos caules e raízes.
As resinas normalmente são sólidas e os bálsamos, líquido-viscosos.
Têm aç ão anti-sé ptica, queratolítica, citostá tica e protetora.

Flavonóides:
São compostos relacionados com o grupo químico flavona e normalmente
dão cor amarela, rosa e azul aos vegetais. Estão amplamente presentes principalmente nas flores e nos frutos das famílias botânicas Rutaceae (rutá ceas), Myrtaceae(mirtá ceas), Rosaceae (rosá ceas), Malvaceae (malvá ceas) e Asteraceae (compostas).
Exercem ação protetora sobre os vasos sangüíneos e capilares e antiinflamatória, entre outras.

Glicosídeos Cardiotônicos:
São compostos tóxicos e devem ser usados em doses mínimas, controladas em laboratórios. Têm ação tônica sobre a musculatura do coração.

Mucilagens e Gomas:
São polissacarídeos que, diluídos em á gua, formam soluções
viscosas e adesivas. As mucilagens têm o poder de absorver grande quantidade de água,aumentando assim de volume. Elas exercem ação protetora do tubo gastrintestinal,laxativa suave, antiinflamatória e sedativa da tosse.

Óleos Essenciais:
São compostos aromá ticos, de composição complexa, numa mistura de
álcoois, terpenos, aldeídos, cetonas e é steres. São voláteis e não se misturam com água.
Têm ação anti-séptica e estimulante, entre outras.

Saponinas:
são compostos de natureza heterosídica que, quando diluídos em á gua e
agitados, produzem espuma abundante, assim como os sabões. As saponinas exercem ações variadas, incluindo a hemolítica, a expectorante, a fluidificante do muco e a tônica.

Taninos:
São compostos fenólicos com poder de precipitar proteínas. Eles têm ação
adstringente, protetora das mucosas do tubo digestivo, bactericida, anti-séptico e cicatrizante.

do livro: Ervas do Sítio

PLANTAS MEDICINAIS

Plantas medicinais são aquelas capazes de curar doenç as e promover o equilíbrio geral do organismo humano, devolvendo-nos o bem-estar. Todos os vegetais produzem uma série de substâncias químicas durante o seu metabolismo. Entre esta, encontram-se substâncias especiais que ajudam na adaptação das plantas ao meio em que vivem, agindo contra predadores, impedindo o desenvolvimento de outros vegetais ao seu redor ou ainda protegendo a planta contra doenç as e pragas.

Essas substâncias, também chamadas de princípios ativos naturais, têm a sua produção influenciada por diversas condiç ões ambientais, como tipo de clima, solo, quantidade de água, altitude e latitude.

O emprego de técnicas de cultivo adequadas, que levam em conta todos os fatores que promovem o desenvolvimento da planta, é essencial para a
obtenção de princípios ativos na proporção e concentração desejadas.

Um grande número de princípios ativos naturais pode ser aproveitado na forma medicinal para tratar diversas enfermidades. Não podemos nos esquecer, no entanto,de que o uso das plantas pode também trazer
conseqüências desastrosas.

Está mais do que comprovado pela ciência que as plantas devem ser usadas com parcimônia e muito cuidado. Isso porque, além de curar, elas também podem causar intoxicações e envenenamentos.

Existem plantas extremamente tóxicas que, com uma simples dose,
podem levar à morte. Por isso, é importante sempre procurar um médico para que ele possa fazer a prescrição adequada das plantas para o seu problema pessoal.

Evite a auto-medicação.

do livro: Ervas do Sítio

FOLHA DE AKÒKO

Nome Yorubá- Akòko
Nome científico- Newboldia laevis Seem
Nome popular-Acoco

Considerações: Origem África, considerada arvore abundante, provedora de Propriedade, assim diz as explicações no livro Ewé Orisa de José Flavio Pessoa de Barros, Atribuída ao Orisa Ossanyin e Ogun, esta Arvore na África acomoda em suas sombras assentamentos do Orisa Ogun onde seu culto é Extenso ,na cidade de Iré .
Também usada no culto aos Ancestrais goza de muito prestigio em nossa Religião.
SAGRADA: Tambem conhecida como uma Árvore de Osoosi...

O Akòko é uma das folhas preferidas, sendo que costuma ser associada sempre a prosperidade, tanto de dinheiro (owo) como de filhos (omo). Essa árvore não é uma espécie nativa do Brasil, sendo introduzida aqui pelos africanos, onde se adaptou perfeitamente.

Entre os iorubas, é considerada um sinal de prosperidade, pois seus troncos eram muito empregados nas feiras, locais onde o comércio era intenso. Era comum que, após serem utilizadas como estacas seus troncos brotassem, gerando novas árvores. Dentro das casas de Candomblé Ketu costuma estar associada principalmente a Ogun e Ossayin, embora na verdade costume ser empregada para todos os orixás.

Já no culto Egúngun, o akòko desempenha um papel fundamental na união dos seres do Ayé (mundo dos vivos) e Orun (mundo dos espíritos). Seu tronco, que geralmente não é muito ramificado, lembra um grande opó ixé, que ligaria o Céu a Terra. Nesse caso, sua principal relação se dá com a iyagbá Oyá, Senhora dos Ventos e dos eguns, que recebe o título de Alakòko, Senhora do Akòko. Constatamos assim dois aspectos importantes dessa árvore: sua ligação com a ancestralidade e com o elemento ar.

Entre os Jeje, recebe o nome de Ahoho (pelos Mahí) e Hunmatin (pelos Mina). O ahoho é um huntingomé/jassú (árvore sagrada) consagrado ao vodún Gun (Togbo) que costuma tê-la como seu principal atín sa. Segundo a tradição Mahí os galhos do Ahoho devem ser levados junto ao corpo, em viagens longas, ou que ofereçam algum tipo de risco. Durante a execução de obrigações difíceis também. Essa medida teria como finalidade atrair a proteção de Togbô, que é um guerreiro terrível e que sempre luta pelos seus filhos.

Dizem os antigos que esse ewé está ligado ao final do ciclo da iniciação, quando uma nova etapa na vida do iniciado começará. Por isso é uma folha muito empregada durante cerimônias de festejo dos sete anos (Odu Ige) de iniciado, principalmente quando ocorre entrega de oye (cargo). Segundo alguns, nenhum rei é considerado rei se não tiver levado no seu ori a folha do akòko.

Quem quiser plantar o akóko não precisa de muito espaço, pois o seu tronco não é muito grosso, porém o seu porte é majestoso, fica bem alta. Suas flores também são bem bonitas, lembram bastante a de um ipê rosa, pois pertence a mesma família botânica (Bignoniaceae). Só cuidado, pois eu já vi gente vendendo akosí (Polyscias guilfoylei) como se fosse akòko. Salve o novo Rei! Árvore forte e imponente, esse é o akoko. Vamos cantar para ele:


Ewé ófé gbogbo akoko
Ewé ofé gbogbo akoko
Awá li li awá oro
Ewé ofé gbogbo akoko

Akoko,é a folha de todas as pessoas inteligentes
Akoko é a folhas de todas as pessoas inteligentes
Nós temos , nós somos, riquezas e saúde
Akoko é a folha de todas as pessoas inteligentes

SEM FOLHAS NÃO HÁ ORIXÁ

KO SI EWÉ KO SI ORISA

Desde os tempos antigos e remoto ouvimos dizeres, sortilégios, bem feitos com nossas Ervas Sagradas, temos referências de muitas em nossas vidas atribuídas em tudo que passamos a Ingerir, digerir, sentir, tais sensações despertam diversas sensações, como Bem-estar, vibrações que passam por nossos músculos a cada sentido que se choca com nosso corpo físico, sim a Energia da Natureza, a Energia do Orisa, a energia do Mundo.

Existem diversas folhas com diversas finalidades e combinações, nomes e considerações dos nomes, fato que muito impressiona a quem as manipulam dentro de Asé. Temos que ter muitas consciência de como usá-las para que não sejamos pegos de surpresa por energias que são invocadas quando a maceramos, quando colocamos o sumo da Erva em contato com nosso corpo, quando a colhemos.

Ewé, assunto este muito diversificado, muito delicado porque cada nação traz seu ritual porém folha é para mesma finalidade, trazer energias boas e positivadas, tirar energias ruins e maléficas em muitos casos, trazer resposta de algo se é necessário para o individuo que a usa.

fonte internet

OBÍ

A cola (Cola acuminata ) é usada na região amazônica como estimulante e digestivo, além de sua madeira ser aproveitada na indústria naval.

Cola acuminata
A cola (Cola acuminata) é uma árvore nativa da faixa equatorial africana. Pertence à família Malvaceae, a mesma família do cacau.

São árvores de baixa estatura, tronco cinzento, folhagem brilhante. As flores são unissexuais, brancas ou amarelo-creme com as pontas das pétalas vermelho-escuro, e raios da mesma cor próximo ao centro. Os frutos são cápsulas secas, que se abrem ao secar liberando as sementes.

A substância cola, usada na forma de xaropes, em bebidas e refrigerantes, é obtida do pó da noz desta árvore. Essas nozes são muito ricas em cafeína.

A cola é produzida nos países da África central, Sudeste Asiático e América do Sul, onde o clima quente e úmido facilitam seu cultivo

Nós de Cola .......
A noz-de-cola é o fruto das plantas pertencentes ao género Cole da subfamília Sterculioideae (Malvales). As variedades mais comuns são obtidas de várias árvores do oeste da África ou da Indonésia, como Cola nitida ou Cola vera e a Cola acuminata. O grupo contém um total de 125 espécies.

Possuindo um gosto amargo e grande quantidade de cafeína, a noz de cola é usada por muitas culturas do oeste africano, tanto individualmente quanto em grupo. Muitas vezes é usada cerimonialmente ou dada para convidados.

A noz era utilizada originalmente para produzir refrigerantes de cola, apesar de que hoje em dia o sabor destas bebidas produzidas em massa é artificial. Algumas exceções incluem a Red Kola da A.G. Barr plc, Harboe Original Taste Cola e Cricket Cola, a última feita de noz de cola e chá verde.

As sementes tem ação estimulantes, regularizadora da circulação. Atuam como um tônico revigorizante, excitante do sistema nervoso e muscular. É também antidiarréica e usada nos casos de anemia, convalescença de doenças graves, problemas estomacais e certas enxaquecas e sobretudo nas perturbações funcionais do coração. As sementes contém teobromina e cafeína, usadas por muitas pessoas como sucedâneo do cacau e do café.

Também é chamada pelos nomes de abajá, café-do-sudão, cola, mukezu, obi, oribi, orobó e orobô.

SAGRADO OBÍ

Obi é um elemento muito importante no culto de Orisa. A noz de cola, Obi, é o símbolo da oração no céu.
É um alimento básico, e toda vez que é oferecido seu consumo é sempre precedido por preces.

Foi Orunmila quem revelou como a noz de cola foi criada.
Quando Olodunmare descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as outras, antes de ficar claro que Esu era o responsável por isso, Ele decidiu convidar as quatro mais moderadas divindades (Paz, a Prosperidade, a Concórdia e Aiye, a única divindade feminina presente ), para entrarem em acordo sobre a situação ....
Eles deliberaram longamente sobre o motivo de os mais jovens não mais respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo.

Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio. Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olodunmare abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar.

Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar.

pós isso, Ele foi para fora, mantendo Suas mãos fechadas e plantou o conteúdo das duas mãos no chão.

Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte, uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações que Ele apanhara no ar.

Ela rapidamente cresceu, floresceu e deu frutos.
Quando as frutas amadureceram para colheita, começaram a cair no solo.

Aiye pegou-as e as levou para Olodunmare, e Ele disse a ela para que fosse e preparasse as frutas do jeito que mais lhe agradasse, primeiro, ela tostou as frutas, e elas mudaram sua textura, o que as deixou com gosto ruim.

No outro dia, Ela pegou mais frutas e as cozinhou, e elas mudaram de cor e não podiam ser comidas. Enquanto isso, outros foram fazendo tentativas, no entanto todas foram mal sucedidas.

Foram então até Olodunmare para dizer que a missão de descobrir como preparar as nozes era impossível.

Quando ninguém sabia o que fazer, Elenini, a divindade do Obstáculo, se apresentou como voluntária para guardar as frutas, todas as frutas colhidas foram então dadas a ela.

Elenini então partiu a cápsula, limpou e lavou as nozes e as guardou com as folhas para que ficassem frescas por catorze dias.

Depois, ela começou a comer as nozes cruas.

Ela esperou mais catorze dias e depois disso percebeu que as nozes estavam vigorosas e frescas.

Após isso, ela levou as frutas para Olodunmare e disse a todos que o produto das preces, Obi, podia ser ingerido cru sem nenhum perigo.

Deus então decretou que, já que tinha sido Elenini, a mais velha divindade em Sua casa quem conseguiu decodificar o segredo do produto das orações, as nozes deveriam ser dali por diante, não somente um alimento do céu, mas também, onde fossem apresentadas, deveriam ser sempre oferecidas primeiro ao mais velho sentado no meio do grupo, e seu consumo deveria ser sempre precedido por preces.

Olodunmare também proclamou que, como um símbolo da prece, a árvore somente cresceria em lugares onde as pessoas respeitassem os mais velhos.

Naquela reunião do Conselho Divino, a primeira noz de cola foi partida pelo Próprio Olodunmare e tinha duas peças.

Ele pegou uma e deu a outra para Elenini, a mais antiga divindade presente.

A próxima noz de cola tinha três peças, as quais representavam as três divindades masculinas que disseram as orações que fizeram nascer a árvore da noz de cola.

A próxima tinha quatro peças e incluía assim Aiye, a única mulher que estava presente na cerimônia.

A próxima tinha cinco peças e incluiu Orisa-Nla.

próxima tinha seis peças representando a harmonia, o desejo das orações divinas.

A noz de cola com seis peças foi então dividida e distribuída entre todos no Conselho.

Aiye então levou a noz de cola para a Terra, onde sua presença é marcada por preces e onde ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada.

Noz de cola .....
Obi existem vários mas de palmeira africana eu não conheço, o Obi que usamos em atos religiosos são:


Obì – Noz de cola. Obì e água (obì omi tùtu) são oferendas primordiais nos cultos afro-descendentes.

Obì ifin – Obi branco - Oferenda exclusiva de Obatalá.

Obì pupa – Obi vermelho. Serve de oferenda para qualquer ebora que não seja fun-fun, inclusive para orí e egun.

Obì edun = obì àáyá – (Cola Caricofolia– Sterculiáceae) – Cola de macaco Possui o fruto vermelho e brilhante. É comestível. - Desconhecido o uso ritualístico.

Obì àbàtà = obì gidi – (Cola Acuminata – Sterculiáceae) – Este é um tipo de nóz de cola vermelha que pode possuir de quatro a seis cotilenóides (awé).

Àjoòpa é uma nóz de kola doce e vermelha, grande e de qualidade superior.

Obì ifin = O mesmo àjoòpa, só que de cor branca. - Oferendado a Obatalá- Muitas vezes é dado como um presente ou como parte de um presente a uma pessoa importante.

Gbánjà = górò = awé méji. – (Cola Nitida – Sterculiáceae) – É vermelho e possui apenas dois segmentos como indica um de seus nomes (awé méji). Contém muita cafeína e por este motivo, se comido à noite, provoca insônia. A cafeína age como estimulante e excitante muscular. Combate a depressão e a hipertensão e sua ação rápida é também de curto efeito...

Abidún = abóbìdóòyò = akíí boto = kòlá = ORÓGBÓ.


RELIGIÃO – OBI O FRUTO SAGRADO DOS ORIXÁS

Segundo um antigo dizer da Bahia, “quem planta obi não colhe”, esta era uma forma de expressar os longos anos que uma árvore leva para frutificar. Então os velhos sacerdotes da Bahia ensinaram que uma criança é que deveria plantar o obi, e este ritual é rigorosamente obedecido por todos aqueles que pretendem viver para colher a fruta. (...)

Obi é um fruto sagrado e insubstituível, sem o qual não se faz nenhuma obrigação, nenhuma confirmação de que os Orixás aceitaram as oferendas. A resposta de afirmação do obi é fundamental para que os ritos possam continuar. O obi de quatro gomos, o único que deve ser ofertado aos Orixás, chama-se obi abata.

Cada fruto é composto de dois casais, separam-se os gomos excedentes e dividem-se em comunhão com todos os presentes ou oferecem-nos a Exu.

Os gomos são delineados pela natureza, portanto não pode haver nenhum tipo de intervenção, sobretudo de faca, para dividir o obi. Apenas nos rituais de Xangô o obi dever ser substituído pelo orobô. O obi deve ser jogado sobre a água, em pratos brancos ou diretamente no chão.
Seus gomos devem ser jogados de uma só vez, ou seja, simultaneamente.

Não se pode manipular os gomos, nem jogar os que caíram fechados sozinhos. Se a caída não for favorável, deve-se lançar todos os gomos novamente. Só uma caída autoriza de imediato a continuidade dos ritos ou confirma a aceitação. Quando todos os gomos do obi caem abertos, isto é, com sua parte interna para cima, é o sinal de que os Orixás abençoaram e/ou aceitaram o rito.

ANIS ESTRELADO

Anis-Estrelado – Illicium verum

Seus frutos têm a forma de estrela de 8 a 12 pontas e é de cor castanha.

A essência do anis-estrelado, por conter anetol, tem efeitos tóxicos sobre o sistema nervoso, causando delírios e convulsões, quando tomado em doses elevadas. O anis-estrelado (Illicium verum ), não deve ser confundido com o anis (pimpinella anisum L.) apesar de conter o mesmo princípio ativo (anetol) tendo propriedades semelhantes àquela planta. É digestivo como o anis, porem é mais concentrado.

É carminativo e muito útil nos casos de digestões difíceis, fermentação intestinal e flatulência. Alivia os espasmos das visceras ocas (estômago, vesícula biliar, intestino, útero).

O anis-estrelado é também conhecido como anis-da-China, anis-do-Japão, anis-da-Sibéria, funcho-da-China.
Em portugual: badiana, anis-estrelado; Espanha: anis estreliado, anis de estrella, anis de China; França: badiane, anis de la Chine; Inglaterra: star anise, Chinese anis.

ANIZ "Pimpinella anisum" A semente de aniz favorece as secreções salivares, gástricas e a lactação. É indicado em dispepsias nervosas, enxaquecas de origem digestiva, cólicas infantis, deficiências cardiovasculares (palpitações e angina), asma, espasmos brônquicos e aumenta o leite materno.
EVITE USO PROLONGADO, pode causar intoxicação e confusão mental.

O Anis-Estrelado (Illicium verum) é também conhecido como Anis-Doce, Erva-Doce-Chinesa, Anis-Verdadeiro, Anis-da-Sibéria, Anis-Siberiano, Star Anisum (inglês) e Jiao Hui Xian (chinês). Pertence a família Illiciaceae.

Usos Tradicionais: arrotos, bronquites, cãibras, cólica, dor nas costas, gases intestinais, halitose (mau hálito), hérnia, náuseas, reumatismo, tosse.

Propriedades Medicinais: analgésico, antibacteriano, aromática, carminativo, diurético, estimulante circulatório, expectorante, tônico estomacal.

O Anis-Estrelado é um expectorante moderado. O óleo essencial é usado para dar cheiro a produtos para cabelo, perfumes e sabões. É queimado como um incenso.

Na arte culinária asiática o Anis-Estrelado é usado como um tempero para guisados de peixe, carne de porco e pato, bens assados, chá e café. Usada como um substituto da semente de Erva-Doce em condimentos, entretanto, possui sabor é mais forte e mais pungente. Acrescentado a licores. Um pedaço de Anis-Estrelado pode ser mastigado após a refeição para refrescar a respiração.

A planta é composta de óleo essencial (anetol, anisaldehyde, cariofileno, methycavicol, ácido anísico, acetona de anis, felandreno, pineno, cineol, limoneno, safrol), açúcar, resina e tanino. O Anis-Estrelado (Illicium verum) não deve ser confundido com o Illicium religiosum ou com o Illicium lanceolatum, que são potencialmente tóxicos. A espécie Illicium anisatum também pode ser nociva à saúde.

O nome de gênero, Illicium, é oriundo do latim e significa “aquilo que atrai”, em referência ao cheiro agradável da árvore. O nome de espécie, verum, significa “verdadeiro”. As vagens das sementes do Anis são amoldados no formato de seis ou estrela octagonal.

Apesar de possuir cheiro e sabor semelhante, não é relacionada à popular Erva-Doce. O Anis-Estrelado é nativo do sul da China, foi chamada de Cardamomo-Siberiano, vez que era transportada para a Europa pelo rota China/Rússia.

Anis – Pimpinella anisum Halitose: Tratamento do Mau Hálito Com Ervas Alcaçuz – Glycyrrhiza glabra Endro – Anethum graveolens Gataria – Nepeta cataria Categorias: Ervas Aromáticas, Ervas Medicinais, Plantas Medicinais

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USO RITUALÍSTICO

Planta de Oxalá. Não há restrição no uso desta planta odorizante.
Poucas vezes presenciei sua aplicação, em folhas, nas obrigações de cabeça referentes a Oxalá ou Lemba Di Lê (Angola). Talvez se deve isso à dificuldade de encontrar a planta, que é pouco cultivada em alguns Estados. Todavia, é fora de dúvida sua aplicação em todas as obrigações principais. Seu banho serve nos casos amorosos, e como defumação aliada a outros componentes para abrir os caminhos amorosos e propiciar boas amizades, bons caminhos, paz e triunfo.
Em alguns Asés utilizadas também para Ode, Ossosi, Orisa Oko

É utilizado contra a má digestão e no preparo de carnes a serem servidas á Ode e orisa Oko, sabedores do poder aromáticos utilizam somente um grão para o tempero de peças de grande carnes, é utilizada de grande quantidade para fazer as pembas de Osala.

fonte: internet

ARRUDA

Apesar de ter aplicação na medicina natural e até na preparação de bebidas, a arruda ficou famosa mesmo pelos seus "poderes" contra o mau-olhado e outras vibrações negativas.

Não é fácil determinar quando surgiu a fama da arruda (Ruta graveolens) como erva protetora. O que se sabe é que em culturas muito antigas, são encontradas referências sobre seus poderes contra as "más vibrações" e seu uso na magia e religião.

Na Grécia antiga, ela era usada para tratar diversas enfermidades, mas seu ponto forte era mesmo contra as forças do mal.

Já as experientes mulheres romanas costumavam andar pelas ruas sempre carregando um ramo de arruda na mão - diziam que era para se defenderem contra doenças contagiosas mas, principalmente, para afastar todos os males que iam além do corpo físico (e aí se incluíam as feitiçarias, mau-olhado, sortilégios, etc.).

Na Idade Média - época em que acreditava-se que as bruxas só poderiam ser destruídas com grandes poderes como o do fogo - a arruda reafirmou sua fama, pois seus ramos eram usados como proteção contra as feiticeiras e, ainda, serviam para aspergir água benta nos fiéis em missas solenes.
O uso desta planta nas práticas mágicas do passado é impressionante. Em todas as referências pesquisadas, encontrei receitas que empregam a arruda como ingrediente. William Shakespeare, na obra Hamlet, se refere à arruda como sendo "a erva sagrada dos domingos".
Dizem que ela passou a ser chamada assim, porque nos rituais de exorcismo, realizados aos domingos, costumava-se fazer um preparado à base de vinho e arruda que era ingerido pelos "possessos" antes de serem exorcizados pelos padres
.A fama atravessou séculos e fronteiras: no tempo do Brasil Colonial a arruda podia ser vista com freqüência, repetindo a performance dos tempos antigos, só que desta vez, associada aos rituais africanos.Numa famosa pintura intitulada "Viagem Histórica e Pitoresca ao Brasil, o artista Jean Debret retrata o comércio da arruda realizado pelas escravas africanas.

O galho de arruda era vendido como amuleto para trazer sorte e proteção. E não eram apenas as escravas que usavam os galhinhos da planta ocultos nas pregas de seus turbantes - as mulheres brancas colocavam o galhinho estrategicamente escondido nos seios.

Outro fator teria reforçado o valor da arruda naquela época: a infusão feita com a planta era usada como uma espécie de anticoncepcional e abortivo.Medicinal, com reservas Também conhecida como arruda-dos-jardins, arruda-fedorenta ou ruta-de-cheiro- forte, a arruda é uma representante da Família das Rutáceas.

É uma planta considerada sub-arbustiva ou herbácea, lenhosa, que apresenta caule ramificado, pequenas folhas verde-acinzentadas e alternadas. As flores também são pequenas e de coloração amarelo-esverdeada. Originária da Europa, mais especificamente do Mediterrâneo, a arruda se dá muito bem em solos levemente alcalinos, bem drenados e ricos em matéria orgânica. A planta necessita de sol pleno pelo menos algumas horas por dia. Sua propagação se dá por meio de estacas ou sementes.
Trata- se de uma planta muito resistente que, se atendidas suas necessidades básicas de cultivo, dificilmente apresentará problemas. A colheita normalmente pode ser feita cerca de 4 meses após o plantio.

Quanto às propriedades medicinais da arruda é interessante, antes de prosseguir, fazer uma observação: há séculos, divulga-se que a planta apresenta propriedades muito ligadas ao desejo sexual masculino e feminino, mas de formas diferentes: seria um anafrodisíaco (ou anti-afrodisí aco) para os homens e um excitante para as mulheres.

Ainda não foi possível comprovar a veracidade dessas indicações, entretanto, nos escritos (datados de 1551) de Hieronymus Bock, considerado um dos primeiros botânicos da história, havia a recomendação para que monges e religiosos ingerissem a arruda, misturada aos alimentos e às bebidas, para garantir a pureza e castidade. A verdade é que esta planta era realmente muito abundante nos jardins dos mosteiros.

Uma substância chamada rutina é a responsável pelas principais propriedades da arruda.

Ela é usada para aumentar a resistência dos vasos sangüíneos, evitando rupturas e, por isso é indicada no tratamento contra varizes.
Popularmente, seu uso é indicado para restabelecer ou aumentar o fluxo menstrual e, também, para combater vermes.

Como uso tópico, o azeite de arruda, obtido com o cozimento da planta, é aplicado para aliviar dores reumáticas.
Seu aroma forte e característico, detestado por muita gente, é considerado um ótimo repelente, por isso a arruda é colocada em portas e janelas para espantar insetos.A arruda é, ainda, muito usada na medicina popular para aliviar dores de cabeça e, segundo os especiaistas, isso pode ser explicado porque ela apresenta um óleo essencial que contém undecanona, metilnonilketona e metilheptilketona.

Todas essas substâncias de nomes complicados possuem propriedades calmantes e, ao serem aspiradas, aliviam as dores e diminuem a ansiedade.Apesar das propriedades medicinais conhecidas há séculos, o uso interno desta planta é desaconselhado pois, em grande quantidade, a arruda pode causar hiperemia (abundância de sangue) dos órgãos respiratórios, vômitos, sonolência e convulsões. O efeito considerado "anticoncepcional" na verdade é abortivo, pois provém da inibição da implantação do óvulo no útero, sendo que a ingestão da infusão preparada com a arruda para esta finalidade é muito perigosa e pode provocar fortes hemorragias.

Por incrível que pareça, a arruda também teve muita aplicação na culinária: suas sementes e folhas eram usadas para enriquecer saladas e molhos, em virtude das boas doses de vitamina C contidas na planta. Seu uso era considerado uma defesa contra o escorbuto. Além disso, a planta também servia para aromatizar vinhos.

No sul da Europa, as raízes da arruda eram adicionadas a um tipo de bebida chamada "grappa", para funcionar como um licor digestivo.Curiosida deExiste uma história muito curiosa - não se sabe se é verdadeira - que relaciona a arruda ao "Vinagre dos quatro ladrões". Conta-se que no século XVII, a Europa padeceu com uma grande peste que dizimava centenas de pessoas por semana. Ninguém conhecia a causa da doença e muito menos a cura.

Grandes cruzes vermelhas eram pintadas nas paredes para marcar as casas de pessoas atacadas pela praga. Alguns ladrões, porém, pareciam completamente imunes: entravam naquelas casas, roubavam os mortos e não adoeciam

. Muito tempo depois, descobriu-se como esses ladrões se protegiam - era com uma espécie de vinagre, preparado com arruda, sálvia, losna, menta, alecrim, lavanda, cânfora, alho, noz-moscada, cravo e canela; tudo bem misturado em um galão de vinagre de vinho.
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ARRUDA "Ruta Graveoleons" A RUTINA (principio ativo)
Mais uma erva bastante usada ritualisticamente, conhecida por todos e ao mesmo tempo requer muitos cuidados, tanto no sentido litúrgico como medicinal.

-uso medicinal
aumenta a resistência de vasos capilares sanguíneos, evita a ruptura, provoca uma leve contração do útero, estimula as fibras musculares. Indicado especialmente nos reumatismos, nevralgias, verminoses e problemas respiratórios, sua inalação abre os brônquios.
É emenagoga, antiespasmódica e estimulante.
Pó da folha seca: Seu uso medicinal é bastante moderado, pois tem ação vermicida (ótimo contra pulgas e piolhos).

Durante a gravidez a arruda tem um efeito especial sobre o útero, ocasionando hemorragia grave, levando ao aborto e a morte. “Acrescentamos que o aborto é raro e que a administração desta substancia com um fim criminoso (aborto)”. Pode acarretar a morte da mãe sem que haja parto”.

Repetimos a advertência que, tratando-se de uma planta muito ativa, só deve ser administrada com muita prudência, quando usada internamente.

O chá de arruda é bom calmante dos nervos e trata urina presa.

-uso liturgico:
Seu uso litúrgico é bastante vasto, principalmente como amuleto e banhos, porém este último não pode ser aplicado na cabeça, salvo filhos de Ogum e Exu, os Orixás desta erva.

Formas de uso: Amuleto, pó externamente e chá.
Orixás: Ogum e Exu.
Características: É um sub-arbusto com folhas pequenas verdes claras fortemente aromáticas.

(Dictionnaire des Plantes Medicinales, Pg. 541, Dr. A. Héraud).

terça-feira, 5 de abril de 2011

SEM ERVAS NÃO HÁ AXÉ

Sem erva não tem Axé. Se a mata possui uma alma além do mistério esta é a folha, que a mantém viva pela respiração, que a caracteriza pela cor e aparência, que sombreia seu solo permitindo, através do frescor, a propensão à semeadura. “Kosi Ewe, kosi Orisa”, diz um velho provérbio nagô: “sem folha não há Orixá”, que pode ser traduzida por “não se pode cultuar orixás sem usar as folhas”, define bem o papel das plantas nos ritos.
O termo folha (Ewe) tem aqui um duplo sentido, o literal, que se refere àquela parte dos vegetais que todos nós conhecemos, e o figurado, que se refere aos mistérios e encantamentos mais íntimos dos Orixás.

Mas o que isto tem a ver com o Orixá?
É que o culto aos deuses nagôs se ergue a partir de três Ewes:
o conhecimento, o trabalho e o prazer, um amálgama de concentração e descontração passível apenas de ser vivido, jamais de ser entendido em sua largueza e profundidade.

O Ewe do conhecimento é aquele que manipula os vegetais, conhece suas propriedades e as reações que produzem quando se juntam, é também aquele que conhece os encantamentos, sem os quais as energias, para além da química, não se desprendem dos vegetais. O Ewe do trabalho é aquele que, na disciplina e aparente banalidade do cotidiano da comunidade de terreiro, vai “catando as folhas” lançadas aqui e ali, pela observação silenciosa e astuciosa, com as quais vai construindo seu próprio conhecimento; sem o mínimo de “folhas” necessárias não se caminha sozinho. Só se dá “folha” a quem é digno e sabe guardar, a quem trabalha, a quem é presente. Só cata “folha” quem tem a sagacidade de entender a linguagem dos olhares.

O Ewe do prazer é aquele que produz boa comida, boa conversa, boa música e boa dança, todas quatro povoadas de folhas e “folhas” para quem tem olhos de ver. O Orixá só vive se for alimentado, só agradece pela comunhão, só se mostra pela dança, só se apresenta pela alegria da música e só fala por Ewe. Sem Ewe não se entende os Orixás.

NÃO EXISTE ORIXÁ SEM FORÇA DA NATUREZA.

Falar das folhas no culto afro-brasileiro é muito complexo, pois nas diversas nações que existem dentro do culto, as folhas recebem nomes e funções diferentes.

As folhas de determinado orixá entram também no culto de outro, pois existem combinações de folhas de um orixá para o outro.

A nomenclatura das folhas, tanto em português quanto em yorubá, varia muito, mas vamos destacar os nomes mais populares.

Os pajés utilizavam ervas medicinais e rezas para afastar maus espíritos, esta prática tornou-se cada vez mais usual, porém com o aumento da população, os Portugueses começaram a enviar mais missionários e médicos para interromper estas práticas, e a população começou a procurar os pajés em menor freqüência e as escondidas. Muitas mulheres desta época se interessaram pelas ervas medicinais que os pajés utilizavam, e por não conhecer as rezas que eles faziam misturavam rezas de santos Católicos com estas ervas criando-se assim as famosas rezadeiras e curandeiras do Brasil.

Por isso que a influência indígena é tão forte na Umbanda, com seus Caboclos, entidades representantes destes índios que aqui estavam quando os colonizadores chegaram.

Existem diversas folhas com diversas finalidades e combinações, nomes e considerações dos nomes, fato que muito impressiona a quem as manipulam dentro de Axé.

Temos que ter muita consciência de como usá-las para que não sejamos pegos de surpresa por energias que são invocadas quando a maceramos, quando colocamos o sumo da erva em contato com nosso corpo, quando a colhemos.

Porém folha é para trazer energias boas e positivadas, tirar energias ruins e maléficas em muitos casos, trazer resposta de algo se é necessário para o individuo que a usa.

As plantas são usadas para lavar e sacralizar os objetos rituais, para purificar a cabeça e o corpo dos sacerdotes nas etapas iniciáticas, para curar as doenças e afastar males de todas as origens.

Mas a folha ritual não é simplesmente a que está na natureza, mas aquela que sofre o poder transformador operado pela intervenção de Ossãe, cujas rezas e encantamentos proferidos pelo devoto propiciam a liberação do axé nelas contido.

Há algumas décadas a floresta fazia parte do cenário e as folhas estavam todas disponíveis para colheita e sacralização.

Com a urbanização, o mato rareou nas cidades, obrigando os devotos a manter pequenos jardins e hortas para o cultivo das ervas sagradas ou então se deslocar para sítios afastados, onde as plantas podem crescer livremente.

Com o passar do tempo, novas especializações foram surgindo no âmbito da religião e hoje as plantas rituais podem ser adquiridas em feiras comuns de abastecimento e nos estabelecimentos que comercializam material de culto. Exemplo maior, no Mercadão de Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro, pródigo na oferta de objetos rituais, vestimentas e ingredientes para o culto dos orixás, mais de vinte estabelecimentos vendem, exclusivamente, toda e qualquer folha necessária aos ritos. Bem longe da natureza.

O elemento vegetal é muito importante para a manutenção e equilíbrio dos seres vivos. Através de processos variados os vegetais retiram o Prana da natureza, seja através do Sol, da Lua, dos planetas, da terra, da água, etc. São, portanto, grandes reservas de éter vital e que através dos tempos, o ser humano, descobriu estas propriedades. Usamos os vegetais, desde a alimentação até a magia, sempre transformando a energia vital, através de processos e rituais.

EFEITO DA LUA: Os vegetais são diretamente influenciados pela natureza.

A lua e o sol são os astros que muito influenciam a absorção do Prana e devemos conhecer estas influências. Dentre as quatro fases lunares, que tem duração de sete dias cada, temos duas fases que chamamos de quinzena positiva, propícia para a colheita de ervas para rituais diversos na Umbanda (banhos, defumações, etc.) e nas outras duas temos a quinzena negativa, pois a concentração de éter, nas folhas, frutos e flores, é muito baixa.

Os vegetais são de maneira geral, condensadores das energias solares e cósmicas.

Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas ou luminares, sendo, portanto, ervas particulares desses planetas Os corpos celestes são a concretização de certas Linhas de Forças de um determinado Orixá, assim, por extensão, temos ervas de determinado Orixá.

Lua Nova:

Esta fase lunar caracteriza-se pela “ausência” da lua. É a primeira fase da quinzena positiva, pois o éter vital concentra-se na parte superior do vegetal, isto é, nas folhas, frutos, flores e caules superiores. Assim, é uma das fases propícias para a colheita de elementos vegetais.

Lua Crescente:

É a fase complementar, ou segunda fase da quinzena positiva. O éter vital, ou corrente Prânica, ainda está nas folhas, flores e frutos. Está se dirigindo das extremidades das plantas para o seu centro.

Lua Cheia:

É a fase que está na quinzena negativa, não sendo o melhor ciclo para a colheita de ervas, para efeitos ritualísticos, pois o Prana ou éter vital está no caule principal e dirige-se às raízes, para completar o ciclo.

Lua Minguante:

Nesta fase lunar, o Prana concentra-se na raiz, vitalizando-a, permitindo que ela extraia os nutrientes necessários do solo. Não é uma fase propícia para a colheita de ervas, pois está na quinzena negativa. COLETA: Se for possível coletar pessoalmente as ervas, o melhor horário será logo ao amanhecer. Pede-se licença ao Orixá Ossãe e Oxossi, pois esses são, respectivamente, os Orixás das plantas e ervas medicinais e ritualísticas e o Senhor das matas e florestas em geral. É importante, que no instante em que forem retirar as ervas, mentalizem e peçam para que, na finalidade desejada, possam usufruir todas as energias, que estão contidas nestes vegetais.

O BANHO DE ERVAS:

O banho de ervas, até como tratamento, não é de religião alguma, é da própria natureza. Se na Umbanda o utilizam, é porque os próprios espíritos desencarnados que se apresentam como pretos-velhos, caboclos, crianças etc., conhecem esses princípios e os utilizam largamente. Seus princípios iniciáticos estão relacionados a eles, mas não pode ser esse o motivo da não utilização correta e digna da energia vegetal também pelos espíritas.

As ervas detêm grande quantidade de Axé (Energia mágico-universal, sagrada) quem bem combinadas entre si, detém forte poder de limpeza da aura e produzem energia positiva.

Um banho, com o Axé das ervas dos Orixás, age sobre a aura eliminando energias negativas, produzindo energias positivas.

Um banho de ervas reúne as ervas adequadas a cada caso, agindo diretamente sobre esses distúrbios, eliminando os sintomas provocados pelo acúmulo de energias negativas. Medicinas como a Ayurvédica (hindu), a chinesa, a tibetana, o xamanismo, a medicina alopática e a homeopatia fazem uso desses recursos naturais há tempos.

O uso correto e ético opera verdadeiros “milagres da natureza”.

Podemos usar a energia da natureza como auxílio no tratamento de depressões, insônia, ansiedade, angústia e uma série de doenças crônicas.

Com bom senso e é claro, com o acompanhamento médico necessário, tratando o espírito e o corpo (já que as doenças se propagam do perispírito para o corpo físico), nós todos podemos crescer como médiuns e espíritos mais conscientes, e por isso mesmo, mais abertos e livres.

A DEFUMAÇÃO:

No dicionário, defumar significa “queima, esp. sobre brasas, de ervas, resinas e raízes aromáticas (alecrim, benjoim, alfazema etc.) para perfumar ambientes; 2.1 essa mesma queima usada para espantar malefícios e atrair boa sorte”.

O que o dicionário não diz é que a Ciência está em se utilizar dos princípios ativos das plantas e de suas correlações energéticas para transformar padrões e registros densos em sutis, alterando toda a vibração do ar e da energia do ambiente. O fogo também tem seu aspecto eólico que fica impregnado pelos vegetais colocados sobre a brasa. Esse conhecimento é muito antigo e até hoje é utilizado pela Igreja, pelos umbandistas, rosa-cruzes, taoístas, tibetanos etc. Na Grécia Antiga, os sacerdotes tinham predileção pelas folhas de louro e no Antigo Egito pela Artemísia, entre outras. As ervas utilizadas ordenam as novas energias.

SACUDIMENTOS E DESCARREGOS:

As ervas também são usadas na forma de ramas e galhos que são “batidos” nas pessoas, residências e até mesmo objetos, com o objetivo de desprender as cargas negativas e larvas astrais que possam estar aderidas a estes.

Quando feito numa residência deve ser feito batendo as folhas nos cantos opostos de cada cômodo, fazendo um “X” no cômodo. Começa-se do cômodo mais interno para o mais externo do imóvel.

Quando feito em uma pessoa ou objeto, faz-se em cruz na ordem: frente, costas, lado direito e lado esquerdo. As folhas depois de usadas devem ser partidas e despachadas junto a algum lugar de vibração da natureza, de preferência direto sobre o solo.

ERVAS DOS ORIXÁS:

De uma forma geral, toda erva, toda folha, pertence à Ossãe, Ossaniyn, Ossaim, Ossain (como se escreve habitualmente), ou Ossanha! Segundo a mitologia africana, Yansã achando isso injusto, usou seus ventos para espalhar as ervas e desse modo cada Orixá poderia apanhar as que lhe interessasse. Contudo o conhecimento sobre o uso de cada uma delas pertence somente a Ossãe!

Ossãe é a folha em si mesma, seus mistérios, seus ingredientes que podem salvar ou matar, acalmar ou enlouquecer, elucidar ou alucinar. Ossãe é o movimento da inteligência humana, é o âmago das ciências médicas com suas “folhas” sintéticas, seus aparatos que vão muito além das possibilidades dos sentidos. Por isso se canta ao se colher folhas na mata, para propiciar nas folhas o que os olhos não vêem, para lembrar que a mistura de folhas escolhidas é fruto de um ato pensado.

A mata aos olhos do nagô é um convite à reflexão e a purificação e não um objeto de manipulação. Não se entra na mata sem antes pedir licença e presenteá-la, a mata é, antes de tudo, um deus vivo e com vontade própria, aliado com o resto da Natureza.

Só se encontra na mata aquilo que a mata mostra, portanto é preciso conversar, dialogar, entrar num acordo. Não se entra na mata em vão, não se pega mais folhas do que o preciso, não se caça o desnecessário, não se acende vela, não se usa vasilha que não seja feita de folha, não se destrói, não se suja, não se maltrata.

A importância de Ossãe é tal que nenhuma cerimônia pode ser realizada sem sua interferência.

autor desconhecido